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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Comprar na internet

       Estou precisando de algo e começo a pensar em comprar.
      
      Procuro uma loja física. Gostaria de comprar, levar pra casa, testar na hora, não esperar muito. Está muito caro.
      
     Pesquiso na internet. Abro o site de buscas, utilizo os filtros, clico no que parece mais adequado.
   
     Oba! Um preço muito bom! Fico bem animado. Exatamente o produto que eu quero.
   
     Confiro o preço para saber se é realmente como pensei.
   
     Confiro a reputação do site. Muita boa. estou com sorte.
   
    As avaliações do produto. Muitos elogios, poucas reclamações, a descrição me deixa bastante animado.
   
    Rapaz, tudo tranquilo! Vou comprar. Só falta eu saber o preço do frete.
   
    Preço do produto: 30 reais.
   
    Preço do frete: 780 reais.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Debates na Internet

Homem mata a ex.
Lacradora do twitter - É só denunciar eles dizem.
Eleitor de político - Aimm, o único candidato que fala em prender vcs não gostam e bla bla bla.
Alan - É só matar antes que te matem.
Esquerdista ouvinte do Criolo - Assim você está se igualando ao eleitor ali em cima, Alan. Mesmo nível.
Alan - Necessário denunciar, exigir leis mais rigorosas e cumprimento das penas.
Eleitor de político - Aimm, o único candidato que fala em prender ... (Todos candidatos falam isso. Mas o eleitor é mentiroso).
Feminista esquerdista ouvinte do Criolo - Prender não adianta nada. Necessário debater o sistema patriarcal que permite a um homem pretender ter propriedade sobre o corpo feminino. Enquanto "machos" se sentirem assim isso vai acontecer. Isso só vai mudar com panfletos, debates, seminários, posts no twitter, etc.
Feminista esquerdista ouvinte do Criolo e militante do movimento negro - Além de tudo isso necessário diferenciar as mulheres negras das brancas por causa do privilégio branco. Uma mulher branca tem mais voz e é mais protegida perante a sociedade.
Alan - Entendo que isso seja preciso. Porém enquanto isso há que ser feito algo.

Feministo esquerdista puxa saco - Alan, se elas falaram você deve acatar. Não tire o protagonismo delas! Respeite o lugar de fala!

Alan - Eu opino sobre tudo. Não vou deixar de opinar por causa de protagonismo e idiotices do tipo.

Feministas brancas - Macho sendo macho.

Feministas negras - Macho branco fazendo branquices.

Eleitor de político - Aimm, o que deve ser feito é eleger o candidato...

Alan - Ok, eleitor eu já conheço sua ladainha para eleger presidente.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Pelas Redes Sociais...

Lendo o Facebook, acho que consigo traçar um perfil de quem posta na minha timeline:

  1. Conservadores: Quando estão irritados, eu nem me atrevo a discutir o assunto (risos). Quando não estão tão irritados, eu discordo ou concordo e tudo fica bem.                                          
  2. Liberais: Defendem o estado mínimo. Um deles foi forçado pelas circunstâncias a ficar quieto. Com esses, eu discuto de boa usando a "liberdade de expressão" como escudo
  3. Ala da Esquerda: Adoram tretar comigo. Quase sempre consigo irritá-los.
  4. Neutros: Comenta sobre política, mas não se enquadra em nenhum dos dois polos e não treta comigo. Motivo? Eu evito discutir com esses.
  5. Comentadores "Alexandre Frota": Não têm ideia do que é direita ou esquerda, pegam uma polêmica qualquer e pagam de politizados.
  6. Flamenguistas: Quando o time ganha, aparecem vários. Quando perde, um ou outro. Um em especial sempre aparece quando eu critico o "amarelinho de Quintino".
  7. Ateus: Eram mais ativos e não sei por que estão calados. Acho que andam por aí defendendo o fechamento de museus (tô zoando, porra).
  8. Religiosos de todas as religiões: Às vezes postam belas mensagens.
  9. Tricolores: Minha timeline fica mais bonita quando o Fluminense ganha e eles postam. Prefiro os tricolores corneteiros.
  10. Rapzeiros: Aqueles que postam raps estão mais raros. Acho que começaram a escutar Pablo, Simone e Simaria, sei lá.
  11. Família, conhecidos, amigos: Só curtem ou comentam as fotos que eu posto.
  12. Desconhecidos: Às vezes aparecem na timeline e eu até me assusto. O que estão fazendo aqui? Conheço de onde? Adicionei por quê?

sábado, 15 de agosto de 2015

Conectado

   Pedro foi olhando a tela do computador e lendo o que diziam sobre a nova polêmica da última semana. Estava na roda viva da internet, pensou, a procura de informações, opiniões a serem dadas, polêmicas que às vezes só eram importantes no mundo virtual.
Lembrou-se de outros anos quando tinha começado a se conectar e se viu diante de um novo mundo. De lá para cá ainda não tinha aprendido a filtrar informações, evitar escrever por impulso, aceitar comentários irracionais e pessoas com falhas de caráter enfim a não arrumar confusões nos fóruns e redes de relacionamentos.
     Alguém tinha escrito um daqueles textos grandes, criticava a intolerância alheia e era tão intolerante quanto, a pessoa por ter certeza do lado certo se dava o direito de tratar o "errado" da mesma forma que criticava. Vários comentários leu alguns, sentiu vontade de participar da discussão preferiu evitar. Não eram dez horas da manhã, iria ficar conectado por longas horas, para que se desgastar?
     Olhou os números de amigos e seguidores e não tinha perdido nenhum algo incomum, pois a cada vez que causava alguma polêmica os números mudavam com pessoas o excluindo. Também chegavam novos e presumia que isso ocorria por concordarem ou acharem que ele convergia com suas idéias. Muitos não ficavam nem uma semana, descobriam cedo que dedicava à maior parte do que escrevia ao time de coração e quando saía disso costumava ferir suscetibilidades por não medir críticas a todos os espectros políticos.
    As notícias chegavam a sua tela, várias informações, muitas irrelevantes, ainda não tinha decidido colocar em prática um modo de filtrar o que era importante. Um link na tela apareceu decidiu ler apesar de indicado por quem detestava, deu mais view ao autor, outra porcaria, perguntou-se como alguém tão idiota era tratado como importante no mundo virtual, tanto quem tinha indicado como quem tinha escrito a coluna no jornal.
     Internet era assim, pensou com seus botões do teclado, as pessoas tinham voz e algumas se sabe lá porque eram tidas como inteligentes não obstante as asneiras escritas. Percorreu sites, portais, redes de relacionamento, uma foto postada, um link compartilhado, o tempo passava, às dezesseis horas já se sentia exausto, tinha que dá um tempo de computador, pensou.
   Iria deixar o lap top em um canto, o celular desligado e ficar longe do desktop, quem sabe ler um livro, ver televisão ou olhar a janela. Quando estava decidido a desligar tudo algo ocorreu na rede de computadores. Alguém tinha cometido um erro, a notícia ia se espalhando, hipócritas bancavam os moralistas, as pessoas pegavam suas pedras virtuais, um linchamento se iniciava. Não ficou de fora, é claro, tinha que se opinar e participar da turba insana e assim ficou conectado por horas até o cansaço obrigá-lo a se deitar. Exausto ainda deu uma última olhada antes de dormir. Era necessário saber se não tinha perdido nenhuma informação nova. O mundo não para o ideal seria ficar conectado vinte e quatro horas para não perder nada.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Stalker

  Escrevo sem revisar (pra variar) e começo pedindo desculpas pelos erros ortográficos e gramaticais que porventura aparecerem por aqui (sempre estão presente. Achando por favor me avisem e eu corrijo). 
  Eu sou uma pessoa adepta do nada saudável hábito de stalkear - aquela olhada no perfil de conhecidos em alguma dessas ferramentas de interação na net - as vezes para passar o tempo, outras para saber algo da vida alheia (sem precisar perguntar) ou outros motivos simplórios e inocentes. E eis que nessa madrugada eu fiz isso e estou até agora com o que estou definindo como uma ressaca moral.
  Digitei o nome de uma pessoa que não está na minha lista de amizades mas eu conheço faz muito tempo e de vez em quando vou lá para saber como anda a sua vida. Logo de cara eu vejo uma postagem com palavras rancorosas, duras, típicas de pessoas que eu prefiro manter distância do meu convívio.
  Quando foi que a pessoa se transformou em uma fã do Bolsonaro? Quando foi que a pessoa agradável e que não não era tão ligada a política se tornou uma anti petista radical? De onde ela tirou tanto ódio ao bolsa família? Eu ficava pensando nisso enquanto tentava achar algo que relembrasse a pessoa legal de outrora, agradável de se conversar, dada a risadas e brincadeiras. 
  Encontrei algumas postagens onde parecia quem eu curti um dia e até hoje ainda nutro carinho mas, o que ficou marcado para mim, foram as palavras rudes em relação a alguns assuntos e, a dúvida, quanto a saber se ela sabe o quanto comprou um discurso de ódio e o replica sem se dá conta disso ou sempre foi assim e eu não percebi.
  O que era uma simples olhada sem compromisso antes do sono aparecer se tornou um show de horrores comigo tendo a sensação de que o passado deve ser colocado em um baú, lacrado e jogado no fundo do mar.