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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Comprar na internet

       Estou precisando de algo e começo a pensar em comprar.
      
      Procuro uma loja física. Gostaria de comprar, levar pra casa, testar na hora, não esperar muito. Está muito caro.
      
     Pesquiso na internet. Abro o site de buscas, utilizo os filtros, clico no que parece mais adequado.
   
     Oba! Um preço muito bom! Fico bem animado. Exatamente o produto que eu quero.
   
     Confiro o preço para saber se é realmente como pensei.
   
     Confiro a reputação do site. Muita boa. estou com sorte.
   
    As avaliações do produto. Muitos elogios, poucas reclamações, a descrição me deixa bastante animado.
   
    Rapaz, tudo tranquilo! Vou comprar. Só falta eu saber o preço do frete.
   
    Preço do produto: 30 reais.
   
    Preço do frete: 780 reais.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Um dia na vida de um colecionador

Pego um pacote e vou até a agência postar um pacote pra Venezuela. Sorriso pra cá, senhor pra lá, é uma carta registrada, digo.

- O senhor embrulhou direitinho? O que é isso?

- São cartões telefônicos. Está tudo certinho.

E começa o processo de envio. Cadastro, etiqueta, eu com a carteira na mão e então começa.

- Estranho.

(eu começo a pensar: Vou me ferrar).

- Aqui está dando que o serviço foi suspenso até 2040.

Vai daqui, vai de lá, eu já suspeitando o que viria a seguir e me mandam esperar. 
Uns 20 minutos esperando e a mocinha sorridente me fala:

- Olha, se você quiser fazer algo e retornar depois. Mandamos um e-mail pra lá e estamos esperando a resposta.
- E vai demorar muito?
- Não sei. Eles respondem quando querem.
- Ah tá.
- Eu vou fazer minhas coisas. O pacote fica aí?
- Pode levar. Se quiser tentar em outra agência.

E lá foi eu com meu pacote pelas ruas afora até outra agência. Chegando lá descubro que o correios suspendeu o envio de correspondência pra Venezuela. E então começa a segunda parte do meu drama de colecionador.
Necessito mandar a carta. No mundo do colecionismo sua reputação vale muito e dinheiro importa pouco. O que interessa é o produto.
Coto uma carta por uma empresa privada. Mais de trezentos reais. A outra me cobra duzentos e pouco. A terceira nem resposta me deu. 
Entro em contato. Consigo que a pessoa aceite um reembolso via paypal. Como calcular algo que não tem valor definido. Negociação daqui e de lá ele e eu conseguimos chegar a um valor aceitável (mesmo comigo pagando o dobro do que eu esperava).
Faço a transferência e dou graças a Deus ao menos esse sistema de pagamento funcionar cem por cento. Dou por terminado a minha desdita e prometo a mim mesmo só voltar a colecionar quando tudo melhorar.(não vou cumprir a promessa).

domingo, 8 de outubro de 2017

No Banco.

Ontem tentei resolver várias coisas ao mesmo tempo. E como sempre a cada tarefa normalmente realizada em X minutos eu levava XXX para completar.
Eis que eu paro no Itaú, fila imensa para entrar e descubro que existe um guarda volumes. Saio da fila para guardar minha bolsa e aguardo a senhora a frente fazer o básico. Começa o drama com os seguintes personagens: Senhora, funcionário do banco e eu.
Senhora - O segurança não me deixou entrar com a minha bolsa. Não tem nada demais aqui dentro (mostra a bolsa pro rapazinho sorridente e atencioso).
Funcionário - A senhora pode guardar aqui e entrar. Basta colocar a bolsa no armário e digitar a senha.
Senhora - Mas não tem nada demais aqui dentro.
Funcionário - Eu sei. São as normas do banco.
Senhora - Mas não tem nada.
Isso eu já estava olhando o relógio e amaldiçoando o momento que parei ali.
Funcionário - A senhora coloca ali e digita uma senha. Quando acabar de resolver basta pegar de volta.
Senhora - Eu vou esquecer a senha.
Funcionário - Não precisa ser uma senha difícil.
Senhora - Mas eu vou esquecer.
Funcionário - Coloca a sua data de nascimento. Você vai lembrar.
Senhora - Minha bolsa vai ficar trancada lá dentro. Não vou lembrar a senha.
Funcionário - A sra não vai lembrar da data de nascimento?
Senhora - Eu vou esquecer.
Uma pessoa coloca a mão no meu ombro e pergunta se não vou entrar. Com um sorriso digo que não. Preciso guardar a bolsa, pode ir.
Finalmente o funcionário convence a senhora a usar o guarda volume e eu consigo entrar xingando todos os palavrões existentes.

sábado, 12 de agosto de 2017

Cotidiano

Calçadão de Campo Grande. Já é noite e eu estou andando querendo chegar logo em casa. As vezes por causa de um problema de saúde eu realmente tenho pressa. E lá vou eu pela calçada tentando um espaço entre os carros pra atravessar as ruas. Desvia do carro, da moto, do vendedor de flores na calçada, cobrador de van me perguntando "vai nesse, senhor (qualquer dia me chamam de tio)?" e chego no meio da calçada.
Tento aumentar a velocidade do passo e então começa meu inferno particular. Uma, duas, três, quatro pessoas lado a lado tomando todo espaço e andando bem lentamente. Eu tento ultrapassar e recuo. Tento mostrar minha pressa e não consigo. Tento discretamente empurrar o mais lento para restar 3 no caminho e a lesma parece disputar espaço comigo.
Finalmente eu consigo ultrapassar o que anda mais devagar e fico entre ele e três. E lá vai eu tentando a ultrapassagem até que desisto, olho pra trás e quando posso vou pra rua até sair na frente do grupo.