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domingo, 26 de outubro de 2014

Eleições Presidenciais (segundo turno) 2014

A maioria decidiu seu presidente. É necessário respeitar essa escolha. O país rachou ao meio, mas não se pode dizer que uma região se opôs a outra. Minas e RJ decidiram a eleição.
Amanhã volto para o meu lugar na oposição com as minhas utopias e ideologia. Sendo cristão desejo que Deus ilumine a presidente reeleita, sendo brasileiro desejo que ela faça o melhor para o país.
Não foi igual a 89. Nesse ano era tudo novo, tinha um ar de esperança, de mudanças, as pessoas faziam questão de participar.
Em 2014 foi mais do mesmo, o rancor, desalento, votos amargos foram constante. Não obstante compareci a urna com a consciência de que estava exercendo um direito que eu espero nunca seja tirado.
A desqualificação dos votos alheios é uma prática antiga e não foi diferente agora. Um dia seremos adultos o suficiente para entender que seu voto não te faz melhor do que outra pessoa.
Até ontem eu tinha conseguido evitar perder amizade por causa de eleição. Aí fiz uma piada (mea culpa: deveria evitado escrever algo que eu escrevi) e perdi.
Uma pessoa silenciada no face (fiz para preservar o respeito).  Uns 50 silenciados No tuiter (todos por proselitismo). Um “vai se fuder”. Nenhum aborrecimento na vida pessoal. To no lucro.
Entre tantas idiotices ditas/escritas a sugestão de voto censitário é a campeã.
PT ganhou a eleição, mas sai dela exausto.    
O partido que conseguir fazer uma oposição distanciada do eleitorado que prega o sectarismo e preconceito será favorito em 2018.
O PT não dividiu o país. A eleição dividiu e isso não é ruim.
Ruim será se essa divisão for levada para o dia a dia trazendo o rancor e o revanchismo.
Não foi o PT que inventou a luta de classes, nossas tensões sociais e raciais, oposição entre sul/sudeste x norte/nordeste.  Elas já existiam e como sempre ocorre em momentos extremos veio à tona.
PSDB demorou tempo demais pregando para convertidos. O discurso de mudanças demorou a ser usado e isso fez com que perdesse por pouco.
Alguns convertidos do PSDB angariaram muitos votos para o PT. E suspeito que o contrário deva ter ocorrido também.
Malafaia é uma âncora.  
Nunca vou perdoar o PSDB por ter me feito votar na Dilma.
É necessária uma oposição forte no país. Torço para isso acontecer.
É necessária uma esquerda adulta. O índice de abstenções, votos nulos e brancos mostra o descontentamento com os partidos burgueses e suas práticas. É necessário que se ocupe esse espaço.
Espero que nenhum partido queira bancar a UDN e nenhum político o Carlos Lacerda. A historia já ocorreu como tragédia não precisa ser repetida.
Mais uma vez a copa do mundo não interferiu nas eleições.  Em 2018 vão torcer contra o Brasil para prejudicar o governo.
Enquanto a esquerda militava contra a copa do mundo, Malafaias e Bolsonaros angariavam votos. O resultado é que a copa acabou e o congresso nacional foi eleito por quatro anos.
Uma democracia saudável precisa de uma imprensa livre. Pena que a brasileira seja livre e desonesta. Suas tentativas de interferir na eleição foram vergonhosas.
Entre desonestos livres no fundo do poço tem a Veja.
Lobão já foi embora? Eu participo de uma “intera” para pagar a passagem.
Se eu ofendi alguém com as minhas colocações eu, em público, peço sinceras desculpas. Nem sempre medimos o que falamos. É necessário alteridade para que a convivência em sociedade não se torne um martírio. Argumentos contrários serão sempre admitidos aqui e eu me responsabilizo pelo que eu escrevo. Ofendeu-se? Discordou? Diga-me, te ouvirei e nos entenderemos.
Volto para meu lugar na oposição levando comigo o diploma de picareta. Fico feliz com isso.




domingo, 5 de outubro de 2014

Eleições 2014

. Não dá para afirmar nada agora. Vou levar uns dias para digerir tudo isso. Que eleição. Que ano.
. Sério, parem de fazer afirmações sobre junho passado. Está difícil entender algo para que afirmações categóricas sejam ditas a torto e a direito.
. Que comecem a brigar por causa do segundo turno. 
. Essa eleição é daquelas de fazer cientista político largar o emprego e procurar algo mais fácil ou ficarem dias tentando entender o que está ocorrendo no país.
. As pesquisas erraram feio em vários Estados. Que tombo.
. Marina teve um desempenho horroroso. Um dos piores que eu vi.
. O PT preferiu o Aécio no segundo turno. Será que toma um tiro no pé?
. São Paulo colocou Aécio no seg. turno, Serra no senado e Alckmin no governo.
. RJ colocou o Romário no senado. Cesar Maia político experiente perdeu.
. Freixo o candidato a estadual mais votado. Que bom. Merecido.
. Criticar Alagoas por suas escolhas é ignorância. Mas é entristecedor os candidatos eleitos para senador e governo.
. Vão me forçar a sair de casa e votar no seg. turno para presidente. Não esperava isso.
. Sempre é importante a primeira pesquisa de boca de urna do segundo turno. Mas, e agora, como confiar nelas?
. Perder um governo tendo a máquina partidária é para poucos. Se isso ocorrer não culpe o povo, caros petistas. Culpe o PT.
. Jair Bolsonaro é o dep. federal mais votado do RJ. O estado tem salvação quando se sabe que Jean Uilis teve dez vezes mais votos do que o ano passado.

. Garotinho não foi pro seg. turno. O populismo e a cara de pau deram lugar a nomes tão controversos quanto ele.

Eleições Presidenciais

Eleições Presidenciais

94 foi o meu primeiro voto para presidente. Tinha vivido 89 e fiz questão de votar. Até hoje eu mantenho o hábito daquela primeira vez de me arrumar e rumar para a minha seção como se estivesse participando de um momento especial. O clima nas ruas é diferente, a boca de urna, expectativa pela apuração.
Família petista/lulista é claro que todos eles votaram no PT. Eu fui à ovelha desgarrada e por prudência evitei revelar meu voto para os setores familiares mais radicais. Não votei no FHC, votei no real, no fim da inflação, na esperança de que poderia ter uma vida nova. Foi um voto pragmático, desprovido de ideologia e isso é triste, pois com 16 anos as utopias e sonhos devem superar a realidade. Não me arrependo, pelo contrário, acho que foi a melhor decisão que eu tomei.
Em 98 eu pensava que o FH ficando ia tentar segurar o real e essa era uma conquista do Brasil que no meu entendimento deveria ser defendida a qualquer custo. O problema é que ele estava mais preocupado em garantir a eleição e isso mais a compra de votos, aprovação da reeleição, PROER me fez escolher outro candidato.
 Lula eu tinha dúvidas se ia conseguir ou querer manter aquela política econômica que começava a sinalizar algo errado, mas ao mesmo tempo não me deixava acreditar em uma mudança radical.
O fato de o sociólogo vencer no primeiro turno evitou alguma perda de sono tentando decidir meu voto em um segundo turno. Influenciado pelo Gabeira (mais um voto polêmico, pois votar em um maconheiro e viado era motivo de olhares tortos) escolhi o candidato do PV Alfredo Sirkis.
Foi um voto suave digamos assim. Eu não aderia de vez à extrema esquerda onde nunca me senti bem, por birra com a política petista do “quanto pior melhor” eu não votei no Lula e ao evitar o FHC não tive a sensação de ser enganado quando ficou claro que tinha postergado importantes decisões para depois das eleições quase levando o país a pique.
2002 foi à eleição que eu voltei para casa digamos assim. Onde eu reatei com o PT, ou melhor, dizendo vivi o sonho de 89 já sendo adulto.
Minha família e tantos amigos petistas esperavam com expectativa, aquela esperança do torcedor quando sabe que seu time é favorito, mas tem medo de mais uma vez morrer na praia.
É claro que como sempre acontece por aqui tinha gente torcendo contra a seleção para o Lula chegar ao poder (aquela estultice de que ganhando a copa do mundo a Globo o povo vai esquecer-se dos problemas e bla bla bla) entre outras teorias que deveriam ser colocadas em um baú e jogadas no fundo do mar. Até hoje elas estão presentes.
   Se com outros a esperança venceu o medo comigo foi o pensamento de que era chegada a hora do Lula finalmente subir rampa como presidente. Dessa vez estava preparado, discurso afinado, era o melhor candidato e diante da empolgação de amigos petistas me rendi.
   Em 2006 Lula já tinha rompido com parte da classe média e se jogado de vez nos braços do povo. A oposição me fez o favor de escolher o Geraldo Alckmin e isso facilitou a minha decisão de anular no primeiro e ir pra SP no segundo turno. 
   A eleição do Lula não foi lamentada por mim, pelo contrário, comecei ali a certeza que eu prefiro o diabo na presidência a qualquer candidato do PSDB que tenha sua candidatura sustentada por um pensamento retrogrado e segregador. 
  2010 entre o PT e PSDB eu escolhi a Marina. Não sejam tolos de analisar o passado olhando para o presente. A candidata de 2010 não era hesitante, fragilizada e não levava pito de “paxtor” enxerido. Pelo menos eu não lembro. Votei nela por ser uma alternativa a polarização e achei que votaria nela de novo em 2014 até o ano de 2011 quando comecei a ter dúvidas e cheguei ao presente momento tendo a certeza que o despreparo dela para esse ano é inadmissível.
  No segundo turno, sem ter Dúvidas, eu anulei o voto. Tinha certeza que a Dilma ia ganhar e isso me bastava. Se tivesse qualquer risco do PSDB chegar à presidência assim como em 2006 e será em 2014 eu escolheria o PT.
Em 2014 é um voto de ideológico, de quem deseja profundas mudanças no país e não enxerga entre os três principais candidatos alguém que queira tentar.
É preciso colocar em pauta várias discussões, é necessário retirar entulhos autoritários, minorias precisam ter seus direitos respeitados e só quem tem coragem de tentar discutir a sério esses assuntos é à esquerda
É por isso a minha escolha no Mauro Iasi. Se em outros anos eu optei pelo pragmatismo ou por lavar as mãos dessa vez se torna necessário tomar uma posição, exigir mudanças, exigir que os excluídos sejam ouvidos.


domingo, 28 de outubro de 2012

Considerações


Os votos já foram apurados decidindo os prefeitos nas cidades onde o segundo turno foi necessário, quando as pesquisas confirmaram a vitória do candidato do PT na maior cidade do país eu me preparei para ficar alienado e assim evitar comentários imbecis sobre as eleições.
Confesso não ter conseguido, mas ao menos foram opiniões sensatas de quem, ao contrário de muitos não torcem por partidos como se fossem times de futebol,  não são babacas, analfabetos e imbecis ao ponto de culpar nordestinos pela eleição de um petista na capital de São Paulo, preferiram comentar o ocorrido respeitando a escolha alheia.
A nossa democracia é jovem, por enquanto é a mais duradoura desde o nosso “descobrimento” e não dá mostras de correr riscos como em períodos anteriores, mas nosso povo infelizmente não aprendeu ainda a respeitá-la. Preferem qualificar os votos alheios, querendo se passar por inteligente, ficando no mesmo nível dos analfabetos funcionais sendo que alguns realmente são,  por isso até o momento estou evitando de todas as formas ficar ciente do que dizem nesse mundo virtual, acabei de jantar e não quero ter ânsias de vômito.
Minhas considerações sobre essas eleições são simples, Lula mostrou que é um político muito inteligente e para os que duvidavam da sua capacidade conseguiu eleger o seu candidato em São Paulo. Apostou alto quando escolheu esse nome e aceitou o apoio do Paulo Maluf gerando críticas ferrenhas, inclusive minha, mas ganhou e bem.
Se eu sou o José Serra tento eleger-me senador ou me aposento da vida pública, o recado dos eleitores foi claro e não deixa dúvidas, sua candidatura a cargo executivo doravante já nasce sem chances de eleição.
O PSDB deveria ter se renovado em 2002 quando Lula foi eleito, mas seus líderes até então foram um primor de imbecilidades e o partido atraiu para si parte da escória do Brasil, sujando de vez a sigla que um dia foi criada para defender a social democracia.  O PT saiu vencedor dessas  eleições, mas não devemos nos enganar, eleição para prefeitura não interfere na nacional e o DEM se não fosse Salvador sentir saudades da oligarquia teria ido para o inferno com justiça.
No final de tudo, fica a minha certeza do PT e do PSDB serem farinha do mesmo saco, capazes de qualquer coisa para chegar ao poder não se importando com ideologias e é muita tolice alguém por alguma razão defender essas siglas como se política fosse feita de uma forma pessoal.