Polícia mata um ou uns na favela. Qual é a resposta do cidadão de bem quando sabe da notícia?
( ) RJ vive uma guerra.
( ) Logo aparece os mimizentos. Sentado em casa com ar ligado é mole reclamar.
( ) Morreu vira trabalhador.
( ) Todo "dimenor" é estudante.
( ) Criticam a polícia. Sociedade de merda.
( ) Chama o Batman quando precisar.
( ) Só isso? Tem que matar mais.
( ) Por isso que a polícia está de mãos atadas.
( ) Morreu vira santo.
( ) Cadê a mãe da criança que deixou jogada na rua?
( ) Aposto que era mulher de traficante.
( ) Era envolvida com tráfico. ( ) Cadê o Freixo quando morre policial???
( ) Os direitos "dos manos" vão se pronunciar daqui a pouco.
( ) Matou foi pouco!
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017
quarta-feira, 22 de março de 2017
Cotidiano
Saio de casa para resolver um problema no Centro. Adoro andar por ali, isso me faz falta, e estou feliz por tudo correr bem até que... A burocracia, ah, a burocracia brasileira, esse monstro sempre à espreita pronto para tomar tempo e paciência.
Para o que eu preciso, não basta apenas os documentos originais, minha presença e assinatura. Preciso ir ao Poupatempo pegar um encaminhamento. Tudo ok. Tem um perto, e lá vou eu cantarolando "cantando um gol sofrido não vai me abater" para o bendito órgão. Seu CPF, por favor. Dou meu CPF e aguardo.
- Você mora em qual bairro?
- Padre Miguel.
- Você tem que ir ao Poupatempo de Bangu.
Respiro fundo e saio de lá pensando comigo qual será a diferença entre ser atendido em um e outro. Talvez seja para não sobrecarregar, excesso de serviço, sei lá, deve ter um motivo sério.
Respiro fundo e saio de lá pensando comigo qual será a diferença entre ser atendido em um e outro. Talvez seja para não sobrecarregar, excesso de serviço, sei lá, deve ter um motivo sério.
Pego o VLT e percebo que a demência já está chegando, pois não reconheci a Rio Branco. Ela está diferente. Cadê aqueles assaltos a banco, os tiroteios, os pivetes dando "bote"? Não tem mais. Suspeito que seja por causa da privati... ops... Daqueles guardas de vermelho (farei um textão sobre isso qualquer dia).
Venho para Bangu e vou onde fui mandado e, vejam só, o que não pode ser feito no Centro era apenas me dar um papel.
- Você faz algum tratamento?
- Não.
- Não?
- Continuo não. (Eu deveria fazer um com psiquiatra a cada pixotada do Gum, mas sou teimoso. Aliás, saiu o Gum e entrou o Reginaldo para me convencer disso).
- Espera aí. (Espero).
- Ele não faz tratamento contínuo.
- Qual o seu problema?
Penso em dizer "de tanto entrar em um fórum para discutir política, estou meio desvairado, sabe. Logo estarei pela rua dizendo que o PSDB é de esquerda e isso aqui vai virar Cuba. Respondo:
- Física.
- Tudo bem. Você tem doença crônica?
(Sim, uma gastrite chamada Fluminense).
- Não.
- Basta pedir para o médico preencher o laudo e trazer aqui.
Agradeço e saio feliz da vida por ter resolvido em 5 minutos a primeira etapa da minha demanda. Ainda tem mais pela frente; suspeito que com mais textões.
Agradeço e saio feliz da vida por ter resolvido em 5 minutos a primeira etapa da minha demanda. Ainda tem mais pela frente; suspeito que com mais textões.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Cariocas mal educados eu tenho algo a dizer:
- Não atravessem correndo as três pistas da pres Vargas. Não é agradável levar esbarrões ou ve-los tal qual um touro ensandecido vindo na minha direção. Está com pressa atravesse com o sinal aberto e se for atropelado problema seu (não, não é, causa acidente e o motorista fica com os danos).
- Fila é em linha reta. Não fique ao lado da pessoa (exceto quando for acompanhante), não fique na frente, não fique rodeando igual a um perú ébrio, não faça uma fila em linhas tortas.
- Não é porque me distraio por segundos que você tem o direito de passar na minha frente. Seja educado: Avise-me ou me espere ir adiante.
- Avisar significa se dirigir a mim de forma cordial. Isso exclui cutucadas, gritos, resmungos ou outras manifestações que possa me fazer esquecer minha fleuma.
- Pegou o ônibus expresso o erro é seu. Não discuta com o motorista por ele não querer cometer uma infração de trânsito por sua causa. Sente-se e preste mais atenção na próxima vez.
- Não fique nas portas do ônibus atrapalhando quem desce exceto quando ele estiver entupido de gente.
- Não fique nas portas dos ônibus usando o whats e atrapalhando quem desce.
- Não fique nas portas dos ônibus atrapalhando quem tem dificuldade de locomoção. Nem quando o ônibus estiver entupido de gente. Ajuda muito não atrapalhar e evita acidentes
Por hora é só. Agradeço.
sábado, 20 de abril de 2013
Um Dia no Rio de Janeiro
Compro um tênis da Adidas e o
largo na caixa, depois de meses, quase um ano, decido usá-lo continuamente e
surpreso percebo que ele descolou. Não
satisfeita em oferecer um serviço porco patrocinando o meu time, pelo visto a má
qualidade existe em outros produtos também. Decido procurar um sapateiro (sim,
ainda existem, ao menos em CG eu encontrei 3) e contrato seu serviço na sexta
para pegar no sábado, pago adiantado e para a minha surpresa quando vou buscar,
sou informado que ainda não foi feito. Trinta minutos esperando o conserto,
finalizado, saio dali e decido pagar uma promessa pendente no bairro Adriana. Mané
metido a malandro, salto no ponto errado, me perco naquele labirinto e
finalmente consigo encontrar a igreja. Fechada.
Sol no rosto, garganta e corpo
doendo por causa de uma gripe, decido pegar o ônibus de volta, três pontos
depois o 790 quebra, passo para o 398 e na hora de saltar tenho que lidar com a
maldita mania de viajarem na porta atrapalhando a todos, principalmente quem
por algum motivo tem dificuldade de locomoção.
Salto e vou andando para casa,
humor de cão e uma vontade imensa de morar em um país de primeiro mundo.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Reencontro
Noite mal dormida, aquelas que você fica acordado
durante horas ou dorme e seus sonhos lhe atormentam. Aconteceu à primeira opção
e o dia foi amanhecendo enquanto esperava a cidade acordar para ir ao encontro
dela.
Porque reapareceu? Tanto tempo depois o que tinha
para falar com ele? Eram tantas perguntas, tantos sentimentos se confundindo,
que só de pensar sentia certo mal estar.
Olhou pela janela e ao menos o Cristo Redentor
continuava com seus braços abertos, pensou sorrindo, enquanto ele estiver lá em
cima cariocas são protegidos de alguma forma.
Foi o que lhe disseram
quando desembarcou na rodoviária há vinte anos querendo ter tudo o que sonhava,
pensando ser esperto o suficiente para essa cidade. Tempos depois descobriu o quanto
a selva de pedra é cruel. “Viver no Rio não é para os fracos” lhe disseram em
uma favela qualquer, “se você ama a cidade então é carioca falou alguém”, “a
cidade te adota” disse outra pessoa em um bar na Lapa foram lições dadas como
tantas outras que aprendeu do jeito bom ou ruim. Hoje em dia entendia a cidade
e seus habitantes, já não era um forasteiro passando um tempo para retornar ao
seu lugar, aqui era onde desejava ficar, apesar de algumas coisas ruins,
lembranças esquecíveis como a que tinha resolvido se tornar atual com o
telefonema de ontem.
Sim, gostaria de esquecer apesar de ter sido os momentos
mais bonitos de sua vida onde com certeza tinha sido muito feliz por alguns
anos, a forma dela agir quando terminou a relação o fez pensar assim e por isso
riscou da sua vida de todas as formas possíveis a sua presença sem nunca pensar
em voltar até ontem, o telefonema, a voz que não reconheceu se identificando, sua
surpresa e a pergunta:
- Pode me ver amanhã na praia de Copacabana?
Poderia não aceitar, o que iriam falar, não tinham deixado
nada em aberto, tudo havia sido decidido com palavras ou atitudes, mas
confirmou o encontro querendo enganar-se quanto ao motivo: Queria vê mais uma
vez.
Sai pela rua, o sol já está quente, quem é carioca sabe, o
dia terá aquele calor intenso, caminha para a estação do metrô tendo mil
pensamentos todos com ela sendo o motivo principal, naquele horário os vagões
já não estão cheios como na hora do rush, pode sentar calmamente e vai ao seu
destino tentando controlar seu coração. Chega ao calçadão da Avenida Atlântica,
procura o número do posto onde marcou o encontro e a reconhece facilmente, não
mudou nada, pensa, por fora não demonstra o que sente por dentro, a cumprimenta
e vão conversar como se fossem dois conhecidos em um encontro agradável.
Algumas horas depois parte deixando pedidos de desculpa e
perdão, é sincero em suas palavras, nunca a esqueceu, mas não vai perdoá-la,
deixa-a com algumas lágrimas nos olhos e parte sem olhar para trás, se sente
triste, mas não importa a cidade, o tempo não para, é necessário continuar
sempre.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Vai Com Deus, Malandro
Dicró representava melhor do que ninguém o subúrbio carioca, aquele lugar onde não é feio e nem motivo de deboches o churrasco na laje, a piscina de plástico, ir ao piscinão de ramos, com a família reunida para tirar fotos com pessoas comuns.
Não parecia um desses artistas afetados sempre dispostos a fazer qualquer coisa para ter um falso glamour destinado a "celebridades", o vi algumas vezes no Largo da Carioca com um carro velho ao seu lado vendendo seus CDs com um sorriso no rosto, brincando com quem passava quem não o conhecesse pensaria ser mais um artista de rua desconhecido ou quem sabe alguém decadente querendo ganhar algumas moedas, mas não era assim, penso comigo que ali perto do povão, ele estava se divertindo tanto quanto quem parava para conversar um pouco.
Dicró fazia parte de um RJ que muitos idiotamente usam para nos criticar, de nariz empinado, tentam nos denegrir citando pessoas e lugares, tentando desqualificar o título de cidade maravilhosa, mal sabem eles, essa parte da cidade é adorável e aconchegante.
Vai com Deus velho malandro, o Rio de Janeiro perde um pouco da sua identidade.
Não parecia um desses artistas afetados sempre dispostos a fazer qualquer coisa para ter um falso glamour destinado a "celebridades", o vi algumas vezes no Largo da Carioca com um carro velho ao seu lado vendendo seus CDs com um sorriso no rosto, brincando com quem passava quem não o conhecesse pensaria ser mais um artista de rua desconhecido ou quem sabe alguém decadente querendo ganhar algumas moedas, mas não era assim, penso comigo que ali perto do povão, ele estava se divertindo tanto quanto quem parava para conversar um pouco.
Dicró fazia parte de um RJ que muitos idiotamente usam para nos criticar, de nariz empinado, tentam nos denegrir citando pessoas e lugares, tentando desqualificar o título de cidade maravilhosa, mal sabem eles, essa parte da cidade é adorável e aconchegante.
Vai com Deus velho malandro, o Rio de Janeiro perde um pouco da sua identidade.
domingo, 8 de abril de 2012
Julgamento
- Doutor eu vou contar a minha historia, peço que o senhor não me julgue antes disso, por favor. Desculpa pelo meu vocabulário é o que eu tenho e sei que eu assusto os seus iguais quando me encontram em lugares comuns a nós, embora esses sejam bem poucos, a cidade não é partida como dizem, mas existe uma segregação social e racial não é mesmo? Por isso o meu povo fica de um lado e o seu de outro só se encontrando em raros momentos alguns deles não sendo bons.
Um preto de favela andando pela rua tarde da noite é sempre um suspeito e se ele enfia a porrada em filho de rico torna-se culpado, sem direito a presunção de inocência ou justificativa aceitável, doutor, e nem adianta eu alegar legítima defesa, pois quando entrei na viatura já estava condenado por todos os presentes e nenhum deles se preocupou em saber o porquê da briga.
Eu não aceito covardia, aprendi isso na periferia onde a lei é do mais forte, mas tem que ter certo respeito pelos mais fracos, é meio contraditório eu sei, mas é assim que a gente vive e levo isso comigo para onde eu vou, por isso não aceitei ver aqueles quatros playboys torturando um cachorro e enfiei a porrada em um deles sem dó e nem piedade.
Era um cão, mas podia ser um homem, criança ou mulher, não importa, quem não pode se defender não deve ser atacado, é assim que eu penso. Bateram no cachorro e ele não pode revidar, tentaram me bater e eu revidei, e por isso vim parar aqui, por não ter sido mais uma vítima de um bando de babacas se achando bandidos perigosos. Não são, doutor, se acham violentos e não respeitam as leis, mas não passam de otários procurando problemas com quem é mais fraco, se algum de nós fosse bandido mesmo, teria alguma morte naquela noite com certeza e se o marginal fosse eu garanto ao senhor que estaria vivo agora.
Eu vinha andando pela rua quando vi a cena, eles chutavam o animal, eu gritei para parar, três deles se afastaram assustados, o quarto falou que ali não era o morro para eu falar alto e não me metesse. Permaneci parado, ele veio para cima de mim dando socos e pontapés, e então seu juiz, eu o fiz aprender a diferença entre um habitante de condomínio se achando violento e alguém que nasceu e foi criado na periferia tendo a violência como companheira constante.
Ele levou a pior enquanto eu fui preso logo em seguida e por isso estou aqui, não sou santo e nem quero ser diante do senhor, mas naquele lugar todos eram culpados, ninguém estava com uma bíblia falando da palavra de Deus, porque só eu estou preso? Chamam-me de agressor como se eles tivessem sidos atacados de surpresa ou sem motivo nenhum, enquanto eu sou chamado de delinqüente, bandido ou marginal eles são os garotos, meninos, jovens. Isso é justiça, meritíssimo? Eu fui defender um animal da tortura porque não suporto covardia e faria isso de novo, aprendi nas ruas a respeitar os mais fracos.
Um advogado conseguiu que o processo fosse respondido em liberdade causando indignação em muitos na cidade, o agressor estava livre enquanto o agredido permanecia no hospital, e os outros três estavam com medo em suas casas.
Ao sair pela porta da frente da delegacia, alguns esperavam, notou que era encarado por alguns homens e sorriu ironicamente para eles.
Uma jornalista fotografou e a primeira página do jornal manchetou “O Sorriso da Impunidade”, e a foto trazia a legenda “Solto, agressor sorri para os amigos da vítima”.
Por vários dias, reportagens nos jornais e televisão comentaram esse assunto, como um jovem de classe média tinha sido covardemente agredido em uma briga de rua.
Comentários insinuaram uma suposta tentativa de assalto em vez de briga.
A tortura ao cachorro foi transformada em algo irrelevante, afinal de contas o importante era o jovem no hospital passando por cirurgias.
A discussão sobre o preconceito social e racial foi ridicularizada, chamada de coisas da esquerda, mimimi de um país politicamente correto demais, afinal, tudo hoje em dia é racismo.
A segurança pública foi criticada, os rapazes não podiam mais sair para se divertir em um lugar decente, pois até ali corriam riscos de vidas. Era um exemplo claro de como não tinham segurança nenhuma, pois se fosse o contrário, o preso não teria nem chances de revidar os socos recebidos. Era esse o país da copa?
Semanas depois os pais dos quatros rapazes receberam um aviso, a próxima vez que se encontrassem, não teria brigas, teria mortes. Ficaram com medo de denunciar, desesperados mandaram os "meninos" para fora do Brasil onde ficariam protegidos.
Reclamam até hoje desse país onde cidadão de bem não pode nem se divertir chutando cachorro enquanto bandidos ficam livres por chutar quem chuta cachorros.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Feliz Aniversário Rio
A minha cidade não tem os políticos que ela merece e muitas vezes não é tratada como ela merece. A minha cidade em várias ocasiões foi vítima de acontecimentos e de pessoas que usaram esses fatos para nos criticar. A minha cidade tem muito que melhorar em diversos aspectos, com várias dificuldades para superar. A minha cidade é linda embora os tolos procurem apenas a sua parte feia, a minha cidade tem praias e favelas, em alguns lugares lado a lado porque até nisso somos diferentes de todo mundo, minha cidade adora receber, enquanto outros falam que se gostou não esqueça de voltar o carioca prefere dizer "gostou, se quiser ficar a gente arruma um lugar para você", a minha cidade não tem um povo que te ajuda até mesmo sem você pedir, a minha cidade é aquela com braços abertos e que aceita ser de todo mundo bastando amá-la, a minha cidade é o Rio para os íntimos, Rio de Janeiro para os outros e São Sebastião do Rio de Janeiro para quem tentar nos denegrir.
Ser carioca não é apenas nascer no Rio, é um estado de espírito, um jeito de ser, é amar a cidade, é ir à praia e passear pelo calçadão, lamentar o maraca fechado e reclamar do engenhão, subir o morro para o baile funk ou para o ensaio da escola, curtir o carnaval na Rio Branco ou em um bloco de rua qualquer, por isso existem cariocas da Paraíba, Pernambuco, São Paulo, estrangeiro, Niterói, de onde for. Se você também ama o Rio de Janeiro, hoje é dia de felicitá-la a cidade faz aniversário, e apesar de tanto revés ela continua a cidade que eu amo.
Ser carioca não é apenas nascer no Rio, é um estado de espírito, um jeito de ser, é amar a cidade, é ir à praia e passear pelo calçadão, lamentar o maraca fechado e reclamar do engenhão, subir o morro para o baile funk ou para o ensaio da escola, curtir o carnaval na Rio Branco ou em um bloco de rua qualquer, por isso existem cariocas da Paraíba, Pernambuco, São Paulo, estrangeiro, Niterói, de onde for. Se você também ama o Rio de Janeiro, hoje é dia de felicitá-la a cidade faz aniversário, e apesar de tanto revés ela continua a cidade que eu amo.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Carnaval, Torcida Organizada e Regionalismo
A apuração para definir a escola de samba campeã do carnaval paulista já estava na parte final quando um homem invadiu o local onde estavam sendo anunciadas as notas, rasga os papeis e foge em seguida. Logo depois começa uma confusão, com a televisão mostrando várias pessoas integrantes de uma TO agindo como vândalos no meio da rua e um carro alegórico pegando fogo, incêndio possivelmente causado por um artefato jogado por uma pessoa.
Mal começou o tumulto rapidamente vieram às críticas ao carnaval paulista, muitos dos paulistanos evidentemente não gostaram e em resposta chamaram a atenção para o fato de no Rio de Janeiro as escolas serem ligadas a bicheiros e o primeiro invasor ser dirigente de uma agremiação que estava acompanhando o desfile e não integrante da Gaviões da Fiel. Todos esses acontecimentos viraram o palco ideal para os de sempre começarem com seus argumentos bairristas e outras opiniões tolas onde o importante é somente criticar nada mais do que isso.
Aqui no RJ o jogo do bicho sempre foi visto como um crime menor até hoje é considerado pelo código penal como uma contravenção, e se formos comparar os bicheiros com outros problemas vividos nesse estado, eles sempre foram discretos na condução dos seus "negócios". Embora esteja cada vez mais elitizado, principalmente o desfile na Sapucaí, o carnaval ainda é uma festa popular, ali no chão muitas pessoas é gente da comunidade que está pouco se importando com quem é diretor, presidente ou patrono, quer apenas se divertir, desfilar pela escola escolhida. Não estou defendendo de forma nenhuma a participação deles nesse evento e sim explicando o porquê da relação entre escola de samba e contraventor ser tão antiga e tolerada pela sociedade carioca.
Uma antiga norma do jogo do bicho é "vale o que está escrito" isso significa um total respeito ao combinado e colocado no papel, justamente o que faltou em São Paulo nessa apuração e cá entre nós falta ao povo brasileiro, seja carioca, paulista ou de outro estado. Além disso, existe um certo temor, pois nunca foi colocada em dúvida a autoridade de quem comanda o carnaval do Rio (contraventores) e os motivos para isso deixo para os leitores imaginarem o porquê.
O episodio de São Paulo e a comparação com o carnaval do Rio de Janeiro mais uma vez nos dá a lição de precisarmos urgentemente parar com esse costume de não aceitar o decidido pela maioria e combinado anteriormente.
No Rio chama atenção o respeito à autoridade de quem está organizando e o fato de não obstante as reclamações ocorridas em vários anos quando sai o resultado final, sempre se preocupam em preservar a legitimidade da competição deixando o espetáculo fortalecido mantendo o grupo especial lucrativo e organizado, assim de alguma forma todos são beneficiados.
Eu sempre detestei a mistura de torcida organizada com qualquer outra coisa que não seja futebol. No estádio é o lugar dela, ao lado do time, torcendo e fazendo festa, sou contra a mistura com o MMA e mais ainda com escolas de samba. A confusão não começou com a Gaviões, mas a saída dela mostrou como muda o ambiente, mas não muda o comportamento de alguns. Futebol e carnaval não devem ser misturados, espero nunca ver o Rio de Janeiro tomando esse caminho. Em São Paulo existe esse fenômeno e as críticas sempre foram justas em relação a isso, hoje pode não ter ocorrido por causa delas, mas ao menos uma delas continuou a baderna e serviu para pessoas iguais a mim mais uma vez criticarem a junção organizada e carnaval.
As mensagens trocadas entre paulistas e cariocas com um procurando algo para criticar no outro mostra como essa disputa idiota causada por um regionalismo babaca ainda é forte, bastando qualquer motivo para eles virem à tona rapidamente. Eu só vejo o desfile do grupo especial carioca, mas nem por isso faço questão de desmerecer o carnaval do outro lado da Dutra embora considere como todo mundo ser o do Rio com uma qualidade superior.
A terça está acabando e com ela o último dia da maior festa popular brasileira, amanhã para muitos o ano começa, para outros somente quinta feira, e se você é daqueles horrorizados com isso não se estresse, te garanto, os problemas do Brasil não são por isso, se fossem, seria tão fácil resolver.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
É O Samba
Não me olhe com esse rosto estranho e não me considere um modista porque vai me ofender, deixa eu te explicar primeiro seu moço e depois tire suas conclusões.
Como já lhe disse eu não vou à quadra de escolas de samba, não tenho a menor vontade de desfilar na avenida, não participo de carnaval de rua e se a festa não existisse confesso não sentiria muita falta, mas sem sempre tem algo mais.
Eu não tenho preconceito com a festa popular doutor assim como vários de sua gente e eu sei que é difícil você entender o povo nas ruas se divertindo daquela forma, afinal de contas fostes criado em outra cultura, tendo a sua disposição o conhecimento e ambientes sofisticados, realmente a rua não é lugar para pessoas iguais a você.
Sua gente me olha torto e resmunga algo sobre o país do carnaval como se ele fosse o motivo para os problemas do país e o que é pior, muitos acreditaram nisso e repetem sem refletir por falta de capacidade ou preguiça mesmo, alguns deles não chegam nem a metade da sua condição financeira ou intelectual, mas eles repetem com uma convicção invejável.
O carnaval é a festa do povo, apesar da elitização ele ainda sobrevive nas ruas do Rio de Janeiro tendo a massa como protagonista, se eu não tivesse nenhum motivo para gostar de carnaval me restaria à simpatia de ver a festa popular nos blocos de rua, mas não é isso que me leva a gostar, é o samba, entendeu? É o samba que me faz perder um pouco do meu tempo para ver a minha escola na avenida, é ele que já me fez emocionar quando escutei a primeira vez uma bateria na apoteose, ah doutor, não tem como eu descrever a sensação quando fizeram o esquenta antes de entrar na Sapucaí. Entendeu doutor? É o samba, somente o samba, que agoniza, mas não morre que está presente no coração de até quem igual a mim, não liga muito para carnaval.
Como já lhe disse eu não vou à quadra de escolas de samba, não tenho a menor vontade de desfilar na avenida, não participo de carnaval de rua e se a festa não existisse confesso não sentiria muita falta, mas sem sempre tem algo mais.
Eu não tenho preconceito com a festa popular doutor assim como vários de sua gente e eu sei que é difícil você entender o povo nas ruas se divertindo daquela forma, afinal de contas fostes criado em outra cultura, tendo a sua disposição o conhecimento e ambientes sofisticados, realmente a rua não é lugar para pessoas iguais a você.
Sua gente me olha torto e resmunga algo sobre o país do carnaval como se ele fosse o motivo para os problemas do país e o que é pior, muitos acreditaram nisso e repetem sem refletir por falta de capacidade ou preguiça mesmo, alguns deles não chegam nem a metade da sua condição financeira ou intelectual, mas eles repetem com uma convicção invejável.
O carnaval é a festa do povo, apesar da elitização ele ainda sobrevive nas ruas do Rio de Janeiro tendo a massa como protagonista, se eu não tivesse nenhum motivo para gostar de carnaval me restaria à simpatia de ver a festa popular nos blocos de rua, mas não é isso que me leva a gostar, é o samba, entendeu? É o samba que me faz perder um pouco do meu tempo para ver a minha escola na avenida, é ele que já me fez emocionar quando escutei a primeira vez uma bateria na apoteose, ah doutor, não tem como eu descrever a sensação quando fizeram o esquenta antes de entrar na Sapucaí. Entendeu doutor? É o samba, somente o samba, que agoniza, mas não morre que está presente no coração de até quem igual a mim, não liga muito para carnaval.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Cristo Redentor - 80 Anos
Domingo de sol, saí para cumprir a minha promessa pela graça recebida. Subi as escadas me recusando a ir de elevador, queria fazer de cada minuto especial e eterno na minha mente e nem me importei com o cansaço ao subir tantos degraus até a estátua. Chegando lá, olhei com carinho para cima e pensei “estou aqui, prometi que vinha e estou cumprindo”. Parei aos pés do Cristo Redentor com lágrimas correndo furtivamente pelo meu rosto agradeci ter passado no vestibular. Disse que retornava lá quando concluísse o curso não importando quanto tempo levasse e assim eu fiz cinco anos depois. Por alguns instantes olhando aqueles braços abertos pensei que era uma forma de dizer “Eu sabia que você vinha. Esperava-te”.
Hoje o Cristo faz oitenta anos e nesse tempo todo nunca fechou os seus braços para quem chega e nem negou a sua benção a quem pede. Em várias partes do Rio de Janeiro basta firmar o olhar no horizonte que irá vê-lo sempre olhando a cidade com seu jeito sereno como a dizer aos nativos que está lá e aos turistas o quanto são bem vindos seja qual for à crença, etnia ou origem.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Quer ajudar? Faça um pouco que será muito.
e Caixa Econômica Federal (CEF) - conta da Defesa Civil do Rio de Janeiro: agência 0199, conta 2011-0.
A Vale assumiu o compromisso de doar R$ 2 a cada R$ 1 depositado na conta, aberta na sexta-feira, para receber doações em dinheiro de seus empregados em todo o Brasil, familiares, amigos e quem mais desejar ajudar as vítimas das enchentes na Região Serrana do Rio. Só serão aceitos depósitos de pessoas físicas, e a campanha vai até o dia 31 de janeiro.
A conta está em nome da Fundação Vale, no Banco do Brasil:
Favorecido: Fundação Vale
Bando do Brasil (001)
Agência 1755-8
Conta Corrente 6584-6
CNPJ 33.896.291/0001-05 (usar este dado se for transferir dinheiro de outro banco, via DOC)
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1561659-5606,00-SAIBA+ONDE+FAZER+DOACOES+PARA+AS+VITIMAS+DA+CHUVA+NO+ESTADO+DO+RIO.html
http://garranimal.com.br/blog/?p=1565
Doações de ração para animais de Petrópolis
Colocamos à disposição o telefone da loja PET LINE CAFÉ ( falar com Francisco ou Ana ) para aqueles que queiram doar rações aos animais resgatados do G.A.R.R.A. , em Petrópolis:
Tel: 0XX – 24 – 2221 – 4506
Esse gesto nos facilitará em muito para agilizarmos a distribuição de alimentos aos nossos amigos de quatro patas.
Pedimos para se identificarem, dizendo a quantidade doada e, claro, agradecemos por todo o carinho e atenção.
Em breve, mais notícias do G.A.R.R.A na operação de resgate
A Vale assumiu o compromisso de doar R$ 2 a cada R$ 1 depositado na conta, aberta na sexta-feira, para receber doações em dinheiro de seus empregados em todo o Brasil, familiares, amigos e quem mais desejar ajudar as vítimas das enchentes na Região Serrana do Rio. Só serão aceitos depósitos de pessoas físicas, e a campanha vai até o dia 31 de janeiro.
A conta está em nome da Fundação Vale, no Banco do Brasil:
Favorecido: Fundação Vale
Bando do Brasil (001)
Agência 1755-8
Conta Corrente 6584-6
CNPJ 33.896.291/0001-05 (usar este dado se for transferir dinheiro de outro banco, via DOC)
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1561659-5606,00-SAIBA+ONDE+FAZER+DOACOES+PARA+AS+VITIMAS+DA+CHUVA+NO+ESTADO+DO+RIO.html
http://garranimal.com.br/blog/?p=1565
Doações de ração para animais de Petrópolis
Colocamos à disposição o telefone da loja PET LINE CAFÉ ( falar com Francisco ou Ana ) para aqueles que queiram doar rações aos animais resgatados do G.A.R.R.A. , em Petrópolis:
Tel: 0XX – 24 – 2221 – 4506
Esse gesto nos facilitará em muito para agilizarmos a distribuição de alimentos aos nossos amigos de quatro patas.
Pedimos para se identificarem, dizendo a quantidade doada e, claro, agradecemos por todo o carinho e atenção.
Em breve, mais notícias do G.A.R.R.A na operação de resgate
O Rio vai sair dessa.
Semana passada uma notícia chama a minha atenção. O Hemorio estava com a capacidade de coleta de sangue esgotada devido ao grande número de doadores. Fila de espera imensa, quem quisesse doar teria que esperar a tarde do dia seguinte. Em outros lugares, a campanha de arrecadação as vítimas da enchente estão sendo feitas. Voluntários se apresentando. O brasileiro etsá aprendendo a ser cidadão, está tendo a consciência de não esperar o poder público e fazer a sua parte. Em outras tragédias, sempre tinha quem se preocupasse a tomasse atitudes. Mas agora eu vejo algo diferente. Posso estar sendo otimista, mas parece que estamos começando a aprender a ser cidadão. E eu continuo aqui no meu canto com um velho pensamento utópico, esse país ainda tem jeito.
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