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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Assim Foi 2013

Um favelado sumiu. Polícia foi acusada do sumiço.

Tínhamos a opção de discutir a violência policial.

Teve gente preocupada em incriminar a vítima.


Um policial alvejou e acertou um assaltante.

Tínhamos a opção de ficar chocado com a violência.

Teve gente que aplaudiu como se fosse um espetáculo;


População foi para as ruas em 2013.

Tínhamos a opção de apoiar e exigir melhoras na principal demanda, os transportes públicos.

Teve gente que preferiu criticar, dizer que não ia dá em nada, pedir para a polícia bater e arrebentar.


STF julgou os  embargos infringentes dos mensaleiros.

Tínhamos a opção de discutir o fim deles, a agilidade de justiça.

Teve gente que preferiu se engalfinhar e escolher um lado na eterna briga PT x PSDB.


STJD julgou e puniu a Portuguesa por um jogador irregular.

Tínhamos a opção de apoiar o cumprimento do regulamento doa a quem doer.

Tínhamos a opção de discutir o funcionamento do STJD.

Tínhamos a opção de discutir a razoabilidade de uma pena dura para um erro que talvez não fosse tão grave.

Teve gente que preferiu a calhordide e a desonestidade.



domingo, 30 de dezembro de 2012

FELIZ 2013


Ao longo desse ano tive poucos leitores freqüentes, nem sei quem são, mas saibam eu curto muito ler as estatísticas e perceber a presença de vocês. Tive leitores esporádicos e alguns estão chegando agora e isso me faz feliz. Eu escrevo no blog por diversão e quase não o divulgo, então quem chega aqui e permanece por mais de uma leitura é porque gostou e nada satisfaz mais quem escreve do que ser lido.
Esse ano uma tendinite me impediu de escrever tanto quanto queria, ela ainda me incomoda muito, para vir aqui faço um esforço, mas vocês fizeram isso valer a pena. Desejo um dois mil e treze abençoado, não sei o que querem ou desejam, mas torço para conseguirem os itens mais importante. 

Túnel Do Tempo


Vinha pelo túnel do tempo, devagar, sentindo seus últimos momentos, com  aquela velocidade de quem sabe, já está chegando ao final, não precisa mais correr. No meio do caminho, percebeu um carro vindo na direção contrária á sua, em alta velocidade e parando ao seu lado com um ar jovial perguntou:

- Como está lá? Já estou chegando.

Sorriu. Pensou em dizer como tinha sido difícil algumas vezes, outras tinham sido momentos de superação. Pensou em ser otimista e falar que tudo daria certo, mais bem sabia que as primeiras decepções já aconteciam na chegada.
Quando um dia fez aquele percurso de ida, ao chegar se surpreendeu que muitos tinham lhe recebido com indiferença ou tristeza. Tinha sido a sua primeira decepção logo suplantada pela alegria de outros que saudando festivamente a sua chegada.
Durante doze meses tinha acontecido tanta coisa, alguns dias iam ser lembrados por anos, quem sabe décadas, a maioria iria ser apenas mais um, esquecido em m canto sem nunca ser lembrado por ninguém.
Durante seu tempo, algumas pessoas queridas se foram, não tinha gostado disso, sabia que iria ser sempre lembrado por isso, mais também da mesma forma seria lembrado por momentos belos, inesquecíveis na mente de muitos, era a lei do tempo, uns indo e outros chegando, assim como ele agora diante do seu sucessor, com o mesmo sorriso dele quando chegava e outro partia. Teve a esperança de ter deixado saudades em alguém, quem sabe durante décadas seria lembrado por um momento especial, um time campeão, um filho nascendo, a conclusão de um curso, não precisava ser algo grandioso, queria apenas ser lembrado.
Quis dizer tudo isso a quem lhe havia perguntado e aguardava ansiosamente a sua resposta, mas, preferiu se calar. Cada um tem sua historia, não sabia o que o destino reservava para o seu interlocutor, ele iria descobrir, com certeza. Apenas falou:

 -Todos lhe esperam, minha historia acabou, a sua está só começando, faça-a valer a pena.
Ao escutar sua resposta, o recém chegado acelerou e saiu célere, sem se despedir, deixando-o para trás, olhando pelo retrovisor, vendo o carro em velocidade, ansioso. Lembrou-se que também tinha feito aquilo um dia, sorriu, enxugou uma lágrima que teimava em cair e reiniciou sua viagem de volta com a sensação de dever cumprido.
Enquanto dois mil e doze ficava para trás, dois mil e treze ia chegando com a força e a esperança da novidade.

sábado, 29 de dezembro de 2012

A Mão



A Mão

Era o final do ano letivo, a  professora chegou à escola e olhou pensativa para o prédio,  antes tão barulhento com crianças correndo e gritando,  já silenciava com a dispensa das turmas e o final das aulas. Os meses ali tinham sido difíceis, por várias vezes, tinha sido obrigada a acalmar “seus meninos” como carinhosamente chamava, devido à violência que teimava em rondar, lidado com pais alcoólatras, outros ausentes, muitos trabalhavam o dia todo, outros eram incapazes de assistir uma reunião escolar, problemas ali não faltavam como na maioria das escolas públicas.
Durante as aulas tinha tentado ensinar para suas crianças que poderiam sonhar com um futuro melhor, contava historias de superação e amor, tentava de todas as formas passar uma mensagem de esperança para cada um daqueles meninos e meninas carentes de tudo, pretendia plantar no coração de cada um uma semente de amor para quem sabe, se tornassem adultos capazes de quebrar aquele círculo de agressividade e violência tão comum nas periferias das grandes cidades brasileira.
Quando veio trabalhar em uma escola situada dentro de uma das favelas mais violentas do Rio tinha sentido medo, mas, agora, estava feliz com alguns resultados obtidos,  alguns alunos tinham dificuldade de aprendizado, e conseguiu fazê-los aprender a ler e escrever corretamente, outros tidos como problemáticos tinha conseguido se integrar, pequenos progressos tinham sido feito, ainda não era o ideal, somente o começo, costumava dizer aos descrentes.
Na última aula, planejou uma atividade e colocou em prática, pediu para cada criança fazer um desenho sobre aquilo que elas lembravam de melhor durante todo o ano. Já sabia mais ou menos o que iria receber, conhecia cada criança como se fosse seu filho ou filha. Ao final do trabalho, olhou cada um com atenção, e tinha ocorrido como o previsto. Uma das crianças tinha escolhido um passeio da escola para retratar, outra um brinquedo do dias das crianças, outra uma festa da comunidade, uma em especial lhe chamou a atenção, era de um aluno retraído, apesar dos seus esforços, ele tinha sido judiado demais pela vida, ficava sempre quieto no final da sala, poucas palavras, sem amigos.  Não havia como tirar uma conclusão, no papel estava apenas desenhado uma mão, intrigada a professora perguntou:

- Não entendi seu desenho Roberto. O que significa?

O aluno a olhou com um sorriso sincero como só as crianças ou os que têm seu espírito no coração têm, e respondeu:

- É sua mão professora, no ano que vem eu quero a senhora me dando ela novamente.

A professora se emocionou,  lembrou-se de ao longo do ano, ter pegado várias vezes  na mão do menino, fazia isso com todas as crianças, algumas vezes levando para o recreio, outras até a saída, não havia percebido que um gesto tão pequeno era tão importante para o seu aluno.
No final daquele dia passou a refletir em quantas vezes, seus pequenos gestos tinham feito a diferença para as pessoas ao seu redor, talvez mudado o dia de alguém para melhor. Desde então, no último dia do ano, deseja apenas ser a mão importante para alguém.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Pedidos Futebolísticos 2013


Fred não se machuque.

Fred continue no Flu.

Fred continue fazendo gols.

Fred faça golaços

Reabertura do Maraca.

Quero ver ao menos uma partida da Copa das Confederações.

O final daquela maldita noite.

Carlinhos não durma tanto.

Abel não me irrite com suas preferências.

Edinho vá para o inferno e leve o Anderson.

Um título e se for assim, que seja a liberta.

Que a gente ganhe todos os clássicos.

Que a gente goleie todos os jogos contra aquele time da Gávea.

Que a gente ganhe o brasileiro e o time da Gávea seja rebaixado.

Que a gente ganhe mais um estadual em cima do time da Gávea.

Que a gente ganhe a taça Guanabara e a taça Rio em cima do time da Gávea.

A política não interfira no ambiente dentro do campo.

A política não me irrite.

Os defensores de tudo e todos não me irritem.

Os corneteiros de tudo e todos não me irritem.

Tenhamos um bom presidente eleito no final do ano.

Brasil ganhe a copa das confederações.

Brasileiros que torcem contra a seleção e eu fiquemos em lugares onde não possa ouvir e nem ler.

Pedidos Não Futebolísticos para 2013


Desejo que a OI consiga me atender de uma forma minimamente decente evitando desgastes iguais ao desse ano.

Desejo não ser roubado por empresas e seus trambiques ou ficar perdendo tempo evitando esses aborrecimentos. Só nesse ano perdi alguns reais para não me aborrecer enquanto tentava evitar algumas extorsões. Cartão do Bradesco e submarino foram alguns que me aborreceram.

Desejo viagens.

Desejo serem mínimas as vezes que, irei ler argumentos como "direitos humanos para humanos direitos", "tem que matar mesmo" e coisas do tipo. Já não tenho idade para esses aborrecimentos e muitos dos que usam essa argumentação somente tomar umas balas nos cornos resolve e não serei eu a atirar.

Desejo que os petistas e anti petistas consigam junto ficar em uma caverna isolada e assim não me aborrecerem com suas estultices.

Desejo que, argumentações envolvendo: futebol, carnaval, mulatas e país de merda não cheguem aos meus ouvidos.

Desejo os politicamentos corretos e incorretos no fundo de um poço fundo onde suas vozes não podem ser ouvidas por mim.

Desejo mais presença nas praias, livrarias, exposições, cinemas, museus, etc.

Esse ano passei muito tempo em hospital, espero diminuir muito essas idas.

Desejo paz e pessoas atormentadas bem longe de mim.

Desejo que não me tirem por babaca.

Deus nosso senhor sempre me guie.




quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Metas para 2013



Ir ao museu do futebol.

Não me estressar com o Carlinho.

Ir à fortaleza de Sta Cruz em Niterói.

Ver mais de vinte jogos do Flu.

Não xingar o Abel muitas vezes.

Estudar.

Voltar ao tratamento da tendinite.

Viajar.

Ler um livro por mês.

Comprar um livro por mês.

Resolver uma pendência pessoal.

Escrever no mínimo doze post nesse blog.

Resolver uma pendência na justiça.

Pagar promessas feitas nesse ano.

Ir à praia mais de cinco vezes no ano.

Ver no mínimo oito filmes e ao menos cinco no cinema.