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quarta-feira, 17 de julho de 2024

Uma Vitória Inesquecível

 

  As memórias de uma vitória que uniu o país inteiro ainda estavam vivas. Aquela final da Copa do Mundo de 1994 foi um marco na vida dele, um dia que ficou gravado na memória de todos os brasileiros.

          - Lembra do Galvão narrando? - disse ele, enquanto abria a champanhe.

           - Como esquecer? A voz embargada, a tensão no ar... 

          - E quando o Baggio chutou pra fora? - Ele levantou a taça, revivendo o momento.

           - Ah, aquele momento... 

         - Eu achei que ia ter um infarto ali mesmo.

Eles brindaram, as taças tilintando num som que reverberou pelo tempo, misturando o passado com o presente.

- Sabe, a vida é feita desses momentos - ele disse, com um olhar pensativo.

- É verdade. A gente precisa celebrar mais, agradecer mais... 

 - Trinta anos. Parece que foi ontem.

Riram, brindaram mais uma vez e beberam, saboreando a champanhe e as memórias.

- Às vitórias passadas e às que ainda virão 

- À vida e aos momentos inesquecíveis 

Aquela noite, como tantas outras, ficaria guardada no coração deles, uma prova de que, apesar do tempo passar, certas vitórias são eternas.

 

Trinta Anos

-   Para que essa champanhe, homem?

-  Comemorar.

-  Hã?

-  Comemorar vitórias conquistadas faz bem ao espírito. Temos que celebrar nossas conquistas.

-  Jesus. Enlouqueceu de vez.

-  Hoje é dezessete de julho.

-  E?

-  Não lembra mais? O terraço, a TV a cores, aquela tosse infinda, um frio, suas preces no banheiro...

-  Brasil, Itália, 94?

-  Sim, lembra né?

-   A narração do Galvão quase chorando quando foi pros pênaltis.

-  A tensão em volta. Todos com o coração nas mãos.

-  Eu lembro de tanta coisa.

-  Devemos comemorar?

-  Abre essa champanhe, caralho. Trinta anos.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Chatos na Copa

Eu fico imaginando os parentes do Jamil Chade.
Janeiro
Parentes - Esse ano é de copa. Estou ansioso.
Jamil - Evento da FIFA com vários presos?
Fevereiro
Parentes - Carnaval é o começo da copa.
Jamil - Carnaval é bancado por bicheiros. Parece com a FIFA.
Março
Parentes - Ansioso pelo álbum da copa.
Jamil - Fico imaginando quantas árvores foram cortadas para vocês se divertirem com isso. A FIFA devia reflorestar as matas.
Abril
Parentes - Completei o álbum. Feliz.
Jamil - Enquanto isso crianças na África não podem colecionar. E a FIFA tão rica não doa para eles.
Maio
Parentes - Um mês para a copa e já estou me preparando para assistir vários jogos.
Jamil - E eu me preparando para investigar todas as corrupções da FIFA.
Junho
Parentes - Pqp! Começou a copa do mundo.
Jamil - Que jogo horroroso. Imagina com 48 seleções.
Parentes - Caralho, Cristiano Ronaldo meteu 3 gols. Que fantástico.
Jamil - Enquanto isso a goleada russa serviu pra fortalecer uma ditadura e pra FIFA chancelar o regime autoritário.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

As Copas que eu Vi

  Minha vida é marcada pelas copas do mundo que eu vi.  Entre uma copa e outra a vida vai mudando. O tempo passa e os sentimentos mudam e às vezes passo a ver copas antigas com outros olhos. Às vezes, só às vezes, até relevo algum vilão.
Esse é o último texto pré copa. Quando a bola rolar amanhã estarei vivendo nova história e que espero contar em 2022 e comecei em 1986 no México.

  1986 – A mão operada,  tristeza na rua, eu não tinha álbum, mas tinha as figurinhas vindas em chicletes ping pong.
Morava na primeira casa, onde eu vivi toda a infância, inexistente hoje em dia.
Vi o último jogo na casa da (saudosa) Tina e Jurema. Não lembro quem estava comigo, mas eram muitos. Voltei desconsolado pela calçada. Nunca me esqueço do clima triste.

   1990 –  Parte na casa da frente e parte na casa dos fundos colecionei meu primeiro álbum e até hoje o guardo incompleto. Rasgado, faltam duas figurinhas, o quero assim.
Lembro que contra a primeira fase foi na primeira casa e o jogo contra a Argentina na segunda. Difícil conter o choro, a decepção, tantos reunidos, saudosa Ida, saudades tio, o moleque virou um esquerdista mais radical do que vocês, veja só, tantos gols perdidos.

   1994 – Taffarel, Romário, Galvão narrando. Gol contra  Holanda, final no terraço da Dina, Jesus, só a imprudência adolescente para me fazer assistir a disputa de pênaltis.
Estávamos na casa de trás, álbum completo, guardado nos  meus pertences, parte da copa em uma TV preta e branca toda ferrada. Os tempos eram duros, mas eu tinha esperanças de melhoras.

   1998 – Um dos piores anos da minha vida. A derrota pra França foi mais uma dos momentos ruins.
O machismo idiota dizia “homem com foto de homem é gay” e a idiotice dos adultos dizia “colecionar álbum é coisa de criança”. Também por isso não tive o álbum, não comprei depois e hoje um custa mais de 500 reais. Não tenho.
A seleção foi até a final, a tremedeira do Ronaldinho nos custou um título e eu necessitei crescer na base da porrada.  A vida exigia.



   2002 – Um novo caminho, novos amigos, começa de sonhos e uma birra com a seleção. Detestava aquele time, não confiava em uma boa campanha,  odiei a polêmica da imprensa forçando a barra pro Romário ser convocado. Estávamos de volta à casa da frente já toda modificada, finalmente tinha um emprego e uma TV a cabo (um luxo que eu me permiti).
Assisti a final com dona mãe e quase chorei junto com o Ronaldo no ombro do Felipão.
Não colecionei o álbum, mas comprei completo tempos depois. Quase não mexo nele. É como se fosse um intruso junto com os outros que colei cada figurinha.

   2006 –  Minha vida iniciava um novo ciclo e eu estava lutando muito para estabilizar tudo. Várias mudanças e definitivamente eu tinha começado a assumir várias responsabilidades.
A copa de 2006 não foi das melhores e pra piorar era o auge de uma geração chata pra caralho em época de copa. (dá pra escrever outro texto somente sobre isso.)
Estávamos no apartamento, a TV a cabo tinha um delay monstro e a vizinhança gritou gol antes de eu ver. Por isso procurei uma antena velha e vi os primeiros jogos na analógica.
Zidane deu um recital comigo em um plantão vendo a derrota. Botafogo estava silencioso, triste, outra tarde melancólica guardada na mente.
Voltei a colecionar os álbuns da copa e alegremente percebi que tinha virado uma febre. Curti muito a Itália voltando a ser campeã do mundo.

    2010 – O ano que o Flu foi campeão brasileiro, eu estava terminando a faculdade, tentava me equilibrar perante os vendavais da vida.
 Gostava da seleção do Dunga, mas sabia que ia dá merda se o Kaká não jogasse bem. Não jogou. A derrota deu aos detratores do Dunga o que lhe tinham sido tirados em 1994.
Vi aquela derrota no apto e lamentei não ter chegado a final. Pela primeira vez colecionei um álbum de forma fácil.

   2014 – Começo de uma reconstrução que nortearia os 4 anos vindouros. Copa em casa, Espanha e Chile ficará eternamente no meu coração, uma seleção covarde e o auge da chatice daqueles citados em 2006. 7 a 1, humilhação que eu só vi os primeiros 20 minutos e abandonei o jogo. A copa das copas. Uma primeira fase com média de gols alta e gols lindos. O álbum foi fácil de colecionar, esperado com ansiedade por vários.

   2018 – sendo escrita a partir de amanhã.





Seleções Outsiders nas Copas que eu Vi


Copa do mundo começa nas eliminatórias.  A reunião dos 32 países (já foram menos e em breve serão mais) é a celebração de uma conquista: Participar de um dos três maiores eventos esportivos no mundo.
Costumo dizer que os três gigantes (Brasil, Itália e Alemanha) chegam (quando chegam) pra ganhar.  Outras grandes chegam pra tentar ganhar. As médias sonhando com uma final redentora. E tem as outsiders vivendo um sonho que raramente chega até a semifinal.
No penúltimo texto antes da copa começa listo uma equipe para cada copa que eu vi. Vamos a ela:

1986 – Marrocos ou Dinamarca? México chegou as quartas, mas conta muito o fator casa. Espanha não era exatamente uma desconhecida, Bélgica e Polônia idem.
Marrocos conquistou a vaga com dois empates e uma vitória. Dinamarca tratorou seus adversários e dizem ter inaugurado uma nova forma de jogar: O 3-5-2. Fico com o país nórdico.

1990 – Não tenho dúvidas na escolha. Camarões parecia apenas mais uma zebra africana na estréia. Merecia muito a semifinal.

1994 - Bulgária parecia fadada a sair na primeira fase. Estreou tomando uma “porrada” da Nigéria. Ganhou do horroroso time da Grécia e da favorita Argentina.  Nos pênaltis o México nas oitavas e nas quartas a poderosa Alemanha. Uma semifinal histórica.

1998 - Croácia chegou à semifinal e eu acho uma injustiça não ter ido à final.  E tenho dito. Dirão ser despeito, mas eu não consigo ter o menor respeito por aquela França.

2002 - Senegal ou Turquia? Eu fico com Senegal por motivos de considerar injusto mais uma vez uma seleção africana caindo nas quartas.

2006 – Não foi uma copa inesquecível (existem copas esquecíveis? Não, não existem. Perdoem meu exagero). Escolho Portugal apresentando ao mundo Cristiano Ronaldo e com Deco (jogou no meu clube. Quanta honra) no seu meio campo.

2010 - Difícil escolher alguma.  Cito a seleção ganesa mesmo não apresentando um futebol vistoso. Chegou até as quartas e perdeu pra camisa uruguaia.

2014 – Costa Rica perdendo nas quartas ou Argélia com sua seleção significando resistência? Difícil escolha. Fico com as duas e me permitam fazer isso.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Artilheiros Inesquecíveis nas Copas


A copa vai chegando e eu posto mais um texto sobre lembranças das copas vistas. Um amigo sugeriu  um post sobre artilheiros. Eu pensei em fazer essa lista com os “9” que eu vi ou listar somente pelo número de gols.  Porém a lista na Wikipédia não está confiável  e eu preferi lembrar jogadores marcantes em cada copa. Craques ou artilheiros, atacantes ou não, se estão nessa lista é porque foram destaques pelos seus gols.
Ronaldo  - Em 2002 eu não depositava esperanças em um título brasileiro. Menos ainda na recuperação do Ronaldo. Sorte do Brasil que eu sou torcedor e o médico da seleção era competente.  Campeão mundial,  artilheiro com 8 gols.
Lothar Matthaus –  Na copa de 90 o alemão foi um dos destaques.  A média de gols nessa edição foi fraca e não foi preciso muitos gols para o craque levar a Alemanha ao esperado título.
Lionel Messi – Dispensa comentários e adjetivos.  Craque, merecedor de figurar entre os gênios do futebol. Em 2014 fez 4 gols e chegou até a final.
Michel Platini – Meus pesadelos com a França começaram por causa da seleção com Michel Platini.  Um dos seus gols na copa de 86 dói até hoje.
Emilio Butragueño -  É estranho como esse jogador é pouco lembrado. Eu tenho uma revista Placar com vários artilheiros entre a década de 80 e 90 e ele está lá. Na copa de 86 fez cinco gols.
Roger Milla – Camarões em 90 se destacou e por pouco não bateu a  favorita Inglaterra. Um dos responsáveis por isso só entrava no segundo tempo devido à condição física. Veterano, Milla foi um dos destaques da seleção camaronesa.
Romário –  O melhor atacante que eu vi jogar. Em 90 ele passou em branco e em 94 fez história.  
Diego Maradona -  O maior jogador argentino que jogou pelo seu país só não fez chover em 86. Inclusive um dos seus gols nessa edição é seguramente um dos dez mais bonitos em uma copa do mundo.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Goleiros nas Copas Que Eu Vi

No texto de hoje sobre copas do mundo elenco os goleiros que não esqueço. Não necessariamente pelas performances na competição. Vamos à lista.

Buffon – Goleiro com uma carreira invejável, colecionador de títulos e marcas importante; Campeão

com a Itália em 2006. Sim, eu sei das inclinações fascistas dele, porém isso não me impede de admirar uma carreira tão vitoriosa.
Julio Cesar - Conseguiu tomar 7 gols em uma semifinal de copa do mundo.

Taffarel - Naquela final eu tinha uma certeza. Ao menos um pênalti ele iria pegar. Ao menos um, pensava esperançoso.

Preud´Home – Teve uma das atuações mais fantásticas que eu vi em uma copa. Em 94 o belga conseguiu fazer defesas memoráveis. Não consigo me recordar de outro igual entre 86 e 2014.

Peter Shilton – Jogou pela seleção entre 1970 e 1990. Na copa da Itália foi com o english team até a semifinal. Um goleiro de respeito.

Rinat Dasayev – Na copa da Itália só jogou uma partida. Eu fiquei super orgulhoso de ter sua figurinha no meu álbum. A fama era devido à copa de 86 e a Euro posterior (URSS chegou à final). Era tido como

um legítimo sucessor do Yashin.

Chilavert – Em 98 o Paraguai quase conseguiu eliminar a França nas oitavas e um dos motivos foi o

goleiro. Eleito anteriormente como o melhor do mundo (mais de uma vez) foi um dos grandes nomes dessa copa. Costumava bater faltas com maestria.

Walter Zenga - Band ainda era bandeirantes, tv a cabo não existia e campeonato estrangeiro acessível era o italiano nas manhãs de domingo. E foi

pela televisão que vi esse goleiro atuar várias vezes. Com a seleção italiana caiu na semifinal da copa de 90.

Carlos – Goleiro na copa de 86 eu não me lembro de muita coisa. Está na

lista exclusivamente por causa do jogo contra a França. Passei anos olhando pra ele como um azarado. O pênalti batendo na trave, voltando e sendo convertido foi ao lado do "outro lá" um exemplo da falta de sorte.

Tim Howard -O goleiro dos EUA em 2014 conseguiu ajudar sua seleção a chegar as oitavas de final. Contra a Bélgica, fez impressionantes 14 defesas mas não conseguiu evitar a derrota.

Esqueci alguém?

Está chegando à copa e nada mais importa.

domingo, 3 de junho de 2018

Chatices da Copa


   Continuando minha série de textos e listas sobre a copa do mundo. Dessa vez sobre os clichês, senso comum, aquelas tolices ditas por politizados ou não.
   Saudosismo da copa de 82 - Já tiveram documentário, matérias, reprises de jogos, análises táticas e a flapress não admitindo que um jogador na lista dos 30 melhores (com esforço e fora do top10) do Brasil é menor do que a copa.
   Torcedores do Messi (aka meu Barcelona) - Teve um tempo que a ESPN influenciou torcedores formando para si um público torcedor de clube europeu, vira latas e uma mistura de Flavio Gomes, Mauro Cesar com Trajano. Eles estão por aí dizendo que copa do mundo não vale nada e a UCL é muito melhor.
    O internauta da selenike - Sério. Quando você para naquele bar do bairro, joga uma sinuca, bebe uma cerveja nacional e comenta sobre a copa alguém fala "selenike"? Pois é. O cara da selenike é aquele entre 25 e 40 anos criado vendo TV a cabo, indo pra baladas (baile de favela nem pensar), formados em jornalismo ou publicidade que te enche o saco na internet.
    A não convocação polêmica - Na lista de 23 jogadores sempre tem um que desagrada. Ok. Porém é necessário audiência, pagar de especialista e o cético (seleção é coisa de empresário), o Jamil Chade (é tudo coisa de empresário) começa a lembrar de fulano. E logo fulano vira unanimidade. Exemplos: Ganso e Palhinha.
    O torcedor de time torcendo pra jogador - Puta que pariu! Cara, você é chato torcendo pro mesmo time que eu e pode ficar quieto durante a copa. Mas não. Está lá o tricolor torcendo pro Thiago Silva e ignorando todo o resto. (pode ser o flamenguista torcendo pro Guerrero, o corintiano pelo Cássio).
     Torcedor de time dizendo que só torce pro seu time - Você já sabe que a pessoa é mala, enche o saco, ele não vai torcer pra seleção, mas ele está lá dizendo pra Deus e o mundo: Minha seleção é o (insira o clube). Só torço pra ele.
    Torcedor brasileiro torcendo pra Argentina - Não necessita de explicação.
     "Ixquerdista" que odeia copa do mundo - A cada quatro anos um militante sonha com o brasileiro odiando copa do mundo. Ele começa a esperança dizendo que as ruas não estão enfeitadas (a tradição está acabando, porra. Gás de cozinha está caro e a vizinhança nem bom dia dá quanto mais união pra pintar rua). Então aqui e acolá algumas ruas tentam manter a união. Casas colocam bandeiras, churrascos são combinados, pai pega a molecada pra torcer junto e a mala começa a vociferar: enquanto te roubam você grita gol!
   Direitistas que odeia copa do mundo - Quase a mesma coisa com a diferença dele não sonhar com brasileiro odiando a copa.
    Ele já sabe que o brasileiro vai torcer e não se conforma. Vai escrever por aí "eu torço contra porque enquanto te roubam você grita gol!!!!


sábado, 2 de junho de 2018

Seleções Inesquecíveis nas Copas


Copa do mundo sempre deixa uma seleção inesquecível. A minha lista é essa:

1986 - Dinamarca. A eterna dinamáquina que escutei seus gols em um rádio.

1990 - Camarões. Uma injustiça não ter passado pra semifinal. Merecia muito.

1994 - Romênia comandada por Hagi se tornou inesquecível.

1998 - Paraguai e sua defesa monstra. Um dos maiores zagueiros que eu vi jogar.

2002 - Senegal desclassificou a favorita França, passou pelas oitavas e ficou nas quartas.

2006 - Portugal apresentando Cristiano Ronaldo para o mundo (foda-se a carreira nos clubes. O importante é copa do mundo).

2010 - Seleção do Uruguai honrando sua tradição. Pena que isso iniciou uma torcida de brasileirinhos vira latas mais falsa do que nota de 3 reais.

2014 - A façanha da Costa Rica foi impressionante. Merece ser lembrada por muito tempo.

2018 - Esperando...

terça-feira, 29 de maio de 2018

Gols Inesquecíveis em Copas do Mundo.


E continuo as minhas lembranças das copas. Vamos a mais uma. Gols inesquecíveis que eu vi.
1986 - Ver eu não vi, escutei pelo rádio a Dinamarca tirar o Uruguai pra nada. As narrações, os gols, o narrador não lembro mais. O que resta é somente a lembrança de ter escutado a surpresa de todos. E surgia a Dinamáquina.
1990 - Estréia da Argentina e o primeiro jogo da copa. Era praticamente a minha primeira copa, com TV, eu tendo toda a dimensão do evento e Camarões me chocou. O autor do gol eu não lembro, mas o lance ainda está nas memórias. Bola na área, lance fácil pro zagueiro e frango do Pumpido. Camarões seria a queridinha de muitos brasileiros até parar na Inglaterra.
1994 - Os germânicos me colocavam muito medo em 94. Três finais seguidas, uma copa conquistada, capacidade terrível de virar jogos e fama de sangue frio. Eu temia os germânicos até que Stoichkov resolveu me dá esperanças. Pensei: Que venha a Itália latina tão emotiva quanto à gente. E só sosseguei quando foi eliminada.
1998 - O lindo gol do Owen contra a Argentina. Foi um dos melhores jogos daquela copa e me deixou essa lembrança. A partida do jogador só parando até a conclusão final, os toques na bola e argentinos eliminados.
2002 - Outra zebra africana desbancando a seleção campeã do mundo. Senegal fez um gol chorado e iniciou uma das piores campanhas francesa em copas.
2006 - Toda a construção do gol é uma obra de arte. Fernando Torres contra a Ucrânia fez um daqueles gols que é necessário levantar para assistir o replay. Ficar sentado é ser insensível.
2010 - Forlán contra Gana. O renascimento do Uruguai foi de acordo com a sua história. Existem seleções gigantes pelos títulos, craques e desempenho em copas. E existe o Uruguai, país pequeno, gigante pela garra que várias vezes usou pra se destacar.
2014 - O peixinho do Van Persie foi um dos momentos marcantes na copa. A primeira fase foi cheia de gols e eu me lembro de ter visto e revisto várias vezes a obra prima holandesa.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Gols inesquecíveis do Brasil

É hora de começar a escrever sobre copa do mundo e as lembranças que eu eu trago. Começo com os gols inesquecíveis do Brasil nas copas que assisti.

86 - Lembro pouco mas me recordo do Josimar e seu golaço. A narração do Osmar Santos merece ser ouvida.

90 - Gol do Careca contra a Suécia. Estávamos ainda na primeira casa e eu começava a ter esperanças.

94 - Branco decidindo o jogo contra a Holanda. A narração do Galvão é linda.

98 - Gol do Rivaldo contra a Dinamarca (segundo).

2002 - Gol do Ronaldo contra a Turquia. O alívio.

2006 - Gol do Ronaldo contra Gana. Seleção odiável.

2010 - O primeiro gol do Brasil. Tive que colocar uma antena na TV analógica por causa do delay. A rua inteira comemorava enquanto na TV o jogador ainda estava chutando.

2014 - Primeiro gol do Brasil contra a Croácia. Só então eu comecei a curtir a copa.

Aguardando 2018. Vai ter copa.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

É Tetra


Talvez por causa da frustração recente com a seleção ou pelo término da copa do mundo eu demorei a me dá conta que dia era hoje. Estava deitado quando me lembrei que dezessete de julho não era uma data qualquer e fui no Google pesquisar, digitei "17 de julho", "tetra" e estava lá, 20 anos da quebra do jejum, de um dos dois momentos mais especiais na minha vida quando se trata de futebol, porque não dizer, do esporte em geral, com certeza um dos dez mais da minha vida.
Os menores ainda lamentam a vergonhosa derrota e começam a temer um longo jejum e não sabem que vivi uma fase pior do que essa que estamos vivendo não obstante a vergonha ainda presente causada por aquela derrota inesquecível. 
Vinte e quatro anos sem ganhar uma copa do mundo, títulos menores perdidos, eu só tinha visto a seleção campeã em oitenta e nove, dentro de casa, visto não, ouvido, por causa do monopólio da odiosa globo o jogo não passou ao vivo para o Rio de Janeiro me forçando a escutar em um rádio a conquista com um gol do Romário.
 As eliminatórias foram dramáticas, chegamos ao último jogo sem garantir a classificação, tendo que empatar com um Uruguai que ainda nos assombrava por causa de cinqüenta, com um time e técnico contestado, mas tendo Romário, o baixinho, o herói que no jogo final não fez gol permitindo a decisão nos pênaltis, novamente as penalidades igual a oitenta e seis. 
Era uma seleção corajosa, que disputou jogos épicos, sem tremedeira, sem choros, capazes de decidir uma copa do mundo nos pênaltis sem desabar emocionalmente.

O grito eternizado do Galvão foi o desabafo de todo um país estava cansado de esperar, torturado pela perda de um ídolo, esperançoso com um novo plano econômico, querendo dá certo, precisando de um caminho para deixar a inflação galopante e torturante no passado e tentar um futuro melhor.

domingo, 13 de julho de 2014

Teve Copa

Teve Copa

Não teve caos nos aeroportos, apagões, transportes públicos ou colapso nos hotéis.

Teve (poucos) blacks bloc

Não teve ataques do PCC ou CV.

Teve greves.

Teve gafes e falhas.

Teve festa.

Teve corrupção.

Não teve promessas cumpridas.

Teve seleção dando vexame. E teve a seleção ressignificando o conceito de vexame.

Teve zebra.

Não teve indiferença.

Teve ruas enfeitadas e bandeiras nas janelas.

Teve reclamações das bandeiras nas janelas.

Teve patrulhamento.

Teve muita repressão policial para poucos manifestantes e prisões arbitrárias.

Não teve a copa das manifestações.

Não teve seleção brasileira no maracanã.

Não teve mortes ou feridos nos estádios.

Teve gente torcendo para que tivesse mortos e arquibancadas desabando.

Teve muitos gols.

Não teve Fred. Nem meio campo, ataque, técnico e jogadores.

Teve Messi. Mas nem tanto.

Não teve Cristiano Ronaldo.

Não teve discursos da Dilma.

Teve vaias a Dilma. E textos analisando as vaias no estádio.

Teve ingressos baratos.

Não teve jornalista dinarmaques.

Não teve os confrontos entre barras bravas, holigans, ultras e torcidas organizadas.

Teve brigas em vários lugares.

Teve Alemanha campeã.

Não teve Uruguai na final.

Teve a copa das copas.

Não teve a copa que merecíamos ter.

Teve a copa que conseguimos fazer.

Não teve a copa que podíamos fazer.

Não teve a copa problemática que torceram para ser.

Teve uma copa que foi muito legal de se ver.


Teve copa, quando terá outra no Brasil eu não sei

Considerações Finais Sobre a Final (Saideira)

I) Argentina começou a perder essa copa quando fez do Maraca a sua casa. Maldição do Maracanazo se fez presente novamente.
II) Alemanha começou a ganhar essa copa quando conquistou a simpatia do povo brasileiro.
III) A bola pune. Não se perde gols em finais.
IV) Messi não é nem igual ao Maradona quanto mais melhor do que Pelé. Desculpa, geração ESPN.
V) Comparem Messi com Di Stefano e outros sem copa.
VI) Falam tanto da torcida argentina que ela ia fazer acontecer e pelo que eu ouvi e vi pela TV a torcida tricolor em finais já fez muito melhor.
VII) Gigante adormece mas não morre. Alemanha é umas das três maiores do futebol mundial.
VIII) Argentina continua sendo mais um produto de marketing da Globo e uma forma de brasileiro ser antiBrasil.
IX) Maracanã teve uma final digna e uma campeã merecida.
X) Ontem um portal entrevistou um argentino que disse ter vindo pro Brasil para ser campeão olhando na cara dos brasileiros. Um abraço fraterno para esse rapaz.

Fatos da Copa

Peter Siemsen da copa (banana) – Árbitros

 Cenas lamentáveis da copa – Pepe contra a Alemanha. Jornalistas aplaudindo o Neymar.

Personagem da copa - Jogadores da Alemanha

Decepção da copa – Fred

Maior raiva da copa – Todas as vezes que o Neymar não tocou a bola.

Momento mais emocionante – Penaltis contra o Chile

Zebra da copa – Costa Rica

Golaço da copa – David Villa de letra contra a Austrália.

Golaço da copa (fora dos campos) – Polícia mostrando o cambismo  padrão FIFA.

Político da copa – Cabral permitindo que a seleção não jogasse nenhum jogo no Maracanã.

Viadagem da copa – Luis Roberto e seus negros maravilhosos.

Mala da copa – Pré jogo da Globo. Olodum.

Aposentado da  copa – Galvão Bueno sem voz.

Chatos da copa – Parte do povo brasileiro (como sempre ocorre em todas as copas)

Vexame da copa – Brasil

Imagem da copa – Jornalista da Costa Rica tentando escrever a matéria enquanto chorava.

Previsão errada da copa – Não vai ter copa, vai ter greve.

Pior comentarista da copa – Edinho

Fato inexplicável na copa – Hulk titular. Hulk no banco. Hulk na seleção.  Hulk convocado.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tristeza (Carla V)

- Pai

- Oi, Carla.

- Você ainda está triste?

- Com a seleção?

- Sim. O pai da Raisa falou que isso é bem feito para quem fica torcendo. Eles ganhando dinheiro e a gente chorando.

- Ele é um tolo. 

- Então pode chorar por causa de futebol?

- Pode sim, meu amor. Nessa vida podemos chorar sempre que tivermos vontade. Não é vergonha chorar de tristeza, mesmo que estejamos tristes por causa de futebol.

- Mas você não chorou.

- Não, eu já vi muitas eliminações, vexames, tristezas, aprendi a lidar com esse tipo de dor sem precisar chorar. Mas não me orgulho disso.

- Por quê?

- Porque eu preferia que não tivesse vivido dores suficientes para evitar o choro. Queria chorar igual você chorou como se fosse uma das minhas primeiras decepções.

- Eu odeio a seleção. Nunca mais vou torcer por ela.

- Meu amor, se você se apaixonar por futebol igual me apaixonei, se você amar um time ou a seleção igual a mim sempre irá torcer. Sabe por quê?

- Não

- Porque sempre tem um próximo jogo, uma próxima competição, outra copa do mundo. Essa é a lição, Carla, que o futebol me deu. Choramos hoje, mas o mundo não para. Sempre tem um próximo jogo.

- Você vai continuar torcendo, pai? Mesmo depois dessa vergonha?

- Para a seleção eu tenho um motivo para torcer meu amor.

- Qual?

- Senta aqui que eu te digo. A partir de agora, a cada copa eu estarei com você e a cada vitoria da seleção você me ligará ou vai me procurar para falar sobre copa do mundo. Vamos lembrar dessa e eu te direi que enxuguei suas lágrimas durante o jogo e sofri mais por você do que pela seleção. Entendeu? Copa do mundo agora será algo que vai te fazer lembrar-se de mim e eu de você.

- Eu não sou boba por ficar chorando porque perdeu?

- Não, você não é. Bobo é quem não se permite chorar.

Pensou em dizer para a pequenina que os torcedores assinam um contrato onde está previsto o sofrimento e que são mais decepções do que alegrias, que lágrimas por causa de futebol são comuns aos torcedores, algumas caem da face e outras são invisíveis, mas não seria maldoso em quebrar o encanto da pequenina. Apesar da vergonha brasileira ela tinha ficado fascinada com o futebol, a copa do mundo, nos gols do Brasil comemorava, deitava no seu colo para acompanhar outros jogos, tinha certeza que iria virar uma torcedora e isso o fazia feliz.

Outro dia iria ensiná-la que futebol é assim mesmo, mas como disse o poeta disso a gente nunca lembra quando ganhamos. Iria ensinar que ser torcedor é sempre ter esperanças em dias melhores, é um ato de perseverança, de espera pelo surgimento de um ídolo, por um título, uma vitoria épica. Sim, iria ensiná-la, enxugaria suas lágrimas quando ela chorasse como o fez naquela maldita quarta feira, iria praguejar baixinho quem por acaso fizer sua pequena triste, mas estaria ao seu lado, torcendo juntos. Iria viver para os dois comemorarem juntos um Brasil campeão do mundo, sim, iria, não partiria desse mundo sem isso.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Brasileiro

O meu povo

Compara taça copa do mundo com prêmio nobel.

Sente raiva de quem ganha bem mesmo que exerçam sua profissão honestamente.

Odeia que um jogador de futebol seja rico e ocupe um espaço na sociedade que não é "o seu lugar".

Compara professor com jogador de futebol.

Compara escolas com estádios.

Torce contra uma seleção brasileira em uma competição esportiva achando que isso é um ato político.

Analisam o futebol com viés para uso político sem nunca ter lido um livro a respeito.

Tem a necessidade de parecer politizados mas por preguiça intelectual ou desonestidade limitam-se a repetir teorias surradas argumentativamente insustentáveis.

Se ressentem quando questionados, recorrem ao ad hominem, a carteiradas intelectuais.

Torcem para partidos políticos como se torcessem para um clube de coração.

Torcem para candidatos como se torcessem para um atleta da sua estima.

Torcem contra ou a favor do Brasil (país) como se estivessem torcendo para o time rival ou para o seu time.

Acham que torcer para uma seleção de outra nacionalidade é uma forma de protesto.

É torcedor de futebol, conhece a corrupção das federações, confederações, clubes, mas prefere que nada seja mudado se isso garantir que seu rival se prejudique.

É torcedor de futebol, entende o que está se passando, mas aceita gentilmente ser pautado, seja pela ESPN, SPORTV, O Globo, o que for.

O nosso problema é o futebol ou nosso povo que precisa ir adiante, deixar de ser criança e encarar a vida adulta sem desculpas?

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Considerações Sobre A Final da Copa do Mundo

Final da Copa do Mundo

Argentina não é uma seleção de covardes.

Por merecimento a Alemanha merece ganhar essa copa.

Mas como futebol não é merecimento...

Se fosse na Europa, Alemanha seria franca favorita. Mas, aqui, com Messi, talvez tenhamos mais um sul americano ganhando em "casa".

É necessário eu me preparar para o dia seguinte a uma Argentina campeã do mundo. Metade da internet irá se dizer torcedor da Argentina.

Apesar de ter decidido alguns jogos, Messi mostra que está muito distante do Maradona em copas do mundo. Em clubes? Podem discutir a vontade que eu não me interesso por futebol europeu.

Holanda mais uma vez nada para morrer na praia.

Brasil deu sorte. Holanda empatou com a Costa Rica, tem condições de ganhar do Brasil só de 3 a 4 gols.

O maracanã vai receber uma final digna.

Uma pena que a gente não tenha formado uma seleção boa o suficiente para uma final com os platinos.

Apesar de tudo, valeu a pena ter vivido essa copa no Brasil. Foram dias especiais, mágicos. Uma pena que a copa no Brasil goleou o Brasil na copa.

Valeu a pena ter torcido para o Brasil apesar de tudo ter terminado em um vexame. Torceria da mesma forma novamente.

Não valeu a pena ter acreditado em alguns jogadores dessa seleção.


Se a FIFA quiser fazer outra copa no Brasil nas próximas décadas, contanto que a gente não precise reformar estádios e tenha concluído todas as obras que deveriam ser terminadas agora, eu apoio.


Se a Argentina for campeã, Dilma vai entregar a taça sob vaias. Petistas dirão que vaiaram a seleção argentina, antipetistas dirão que vaiaram a Dilma, Sakamoto vai culpar a xenofobia e Pondé vai dizer que é por causa dessas vaias que ele não pega ninguém.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Considerações Sobre Essa Tragédia

Considerações sobre essa tragédia (Aquilo que eu nunca imaginei escrever)
1) Escrevo sem o jogo ter acabado mas não importa que saia mais gols. O vexame é o maior de todos os quase cem anos da seleção brasileira.
2) Essa derrota era para mudar tudo no futebol brasileiro mas isso não vai ocorrer. Que cause amplas mudanças no futebol da seleção brasileira.
3) 1950 acabou hoje. Eu arrisco dizer que essa derrota nunca será superada.
4) Tomei medidas preventivas quanto a quem, com certeza, iria misturar futebol com política em caso derrotas. A esses deixo a reflexão: Vejam como essa derrota não vai mudar nada a política nacional e em 2018 sejam adultos o bastante para não usar isso como argumento conforme fazem todas as copas.
5) Não estou me importando com quais culpados sejam eleitos. Exceto aqueles que não participaram dessa partida todos merecem ser criticados.
6) Já dizia o poeta, futebol é assim mesmo mas...
7) Todo o meu respeito a Alemanha. Um time bem treinado, eficiente e que merece ser tratado com educação de agora em diante. No futebol se demonstra respeito pelo adversário jogando a sério.
8) Tem que jogar sábado sim. A vida segue, sempre. Tem que entrar em campo, ouvir o hino e começar o processo para resgatar a seleção brasileira.

domingo, 6 de julho de 2014

Um Ano

     Eu aposto que aí de cima está vendo a copa do mundo sendo realizada aqui. Claro que estaria feliz com o sucesso e atribuiria parte dele ao PT, e claro que nem adiantaria eu discordar, eu nem tentaria.  Esses dias vendo os jogos dessa copa lembrei da copa de 90, minha mãe também lembrou, aquela mesa vermelha levou muita porrada, os copos de cerveja sendo derrubados em um dos gols. Depois que eu me dei conta de quanto o Careca era bom, enquanto sua admiração ele já tinha, você nem deve lembrar mais, mas eu lembro. Também lembro que após o jogo contra a Suécia de você manifestando preocupação enquanto eu empolgado não entendia o porque, tínhamos conseguido a vitoria. Não me lembro com quem você estava conversando, só sei que estávamos em frente ao nosso portão, naquela calçada que era de terra.
    Os outros jogos não lembro de quase nada, mas o contra a Argentina, sim. A Ida estava naquele Brasil e Argentina, Lino, Dita, meu pai viajou naquele dia, depois do jogo, todos na sala, lembro-me que nos minutos finais eu desisti de assistir enquanto vocês ainda tiveram esperanças nos lances finais. Final de jogo, enquanto eu segurava as lágrimas você bebia e dizia que era para esquecer a derrota.
Lembro disso tudo, futebol e música era o que mais a gente conversava quando estávamos juntos, o que será que você falaria dessa seleção? E do Neymar? Nessa copa as vezes pensei nisso.
    Faz um ano que você se foi e eu ainda não me acostumei. Saudades de você, onde quer que esteja, olha pelo teu sobrinho que ainda hoje tenta lidar com a saudade.