segunda-feira, 28 de março de 2016
Uma História Real? (Final)
sábado, 26 de março de 2016
Uma História Real? (IV)
quinta-feira, 24 de março de 2016
Uma História Real? (III)
Uma História Real? (II)
(continua)
segunda-feira, 21 de março de 2016
Uma Historia Real?
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Espera
domingo, 8 de novembro de 2015
Chumbo Quente
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Nostalgia
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Sanidade
domingo, 16 de agosto de 2015
Perfil
Era por isso que estava sozinho, pensava, remoendo o passado e temendo o futuro, ele precisou ser forte e por isso o coração ficou frio demais.
domingo, 17 de maio de 2015
Escravos
O problema maior não é de quem se cala, cada um sabe a dor que sente e pelo que deve lamentar, é quem se cala e não aceita ouvir os lamentos dos seus semelhantes.
sábado, 1 de março de 2014
Carla e o Carnaval
I
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Natal (Parte IV)
Natal (parte II)
Não precisavam ser apresentados, pois eram velhos conhecidos. Não foi um encontro amistoso ou com demonstrações de afeto das duas partes, mas a rispidez estava somente de um lado.
( continua)
Natal (Parte I)
domingo, 11 de agosto de 2013
Pai
Eram pequenos cadernos com páginas datilografadas. Cada um dos cadernos tinha um ano na capa, e lá dentro estavam algumas datas com anotações. Um diário, pensou, não aquele que sempre vem à mente quando citamos um. Não era escrito à mão; parecia ter sido digitado em um computador e não parecia ser organizado. Misturavam-se ali coisas pessoais com acontecimentos no mundo e no seu país. Em uma mesma data, tinha algo pessoal escrito junto com outro fato totalmente diferente. Dava para entender, é claro, mas isso o distanciava da imagem que ela tinha de um diário.
Ficou folheando alguns anos, leu mágoas e alegrias, descobriu como ele havia se sentido diante de alguns acontecimentos, sorriu. Era como se fosse um Forrest Gump contando a história a partir daquelas páginas, e percebeu que os anos se sucediam até o dia da sua morte. Inconscientemente procurou o ano da sua chegada ali. Tinha a esperança de ser citada e um medo de descobrir o que não queria. Se quisesse que ela visse, tinha avisado antes de morrer sobre a existência dos cadernos. Parecia estar cometendo uma invasão de privacidade, mas não ia desistir pelo meio. Era curiosa e agora ia até o final.
Achou o ano e, trêmula, começou a leitura. Já não lembrava o mês que tinha chegado, por isso ficou lendo data por data até encontrar. Uma nota fria informava que tinha decidido dar guarida a uma menina que, morando em um orfanato, tinha suas chances de ser adotada reduzidas. Era um texto frio, sem emoção. Entristeceu-se, mas não se surpreendeu. O escrito era exatamente como o escritor vivia a vida, sem mostrar muitos sentimentos, uma pessoa dura.
Ia desistir. Para que reabrir velhas feridas? Aquilo ali tinha sido largado para ser esquecido. O lugar adequado dele realmente era aquele baú velho sem ninguém abrir. Teimosamente, pegou outro ano aleatoriamente e, se recriminando por isso, começou a leitura. Era o ano do seu primeiro namorado, e ele escrevia que tinha sentido ciúmes, mas o garoto parecia ser legal. Sorriu, mal se lembrava desse namorico. Não tinha durado muito, e ele tinha dado tanta importância que tinha escrito sobre o fim do relacionamento e a preocupação para que não ficasse triste.
O tempo ia passando, os acontecimentos se acumulando, e para cada um que a envolvesse, ele dedicava algo. Ali, descobriu que ele chorou no banheiro, escondido, quando ela se formou, e para não deixar que percebessem, lavou o rosto e se controlou quando foi lhe dar um beijo. Quando foi para a mesa de operação por causa de uma apendicite, o velho, duro na queda, fez promessas ao seu santo de devoção. Logo ele, que dizia não acreditar em religiões e achava que aqueles santos eram só para decorar a casa.
No seu último ano, relatou estar doente. Dia após dia, foi se despedindo da vida. Na última anotação, agradeceu pela filha que Deus tinha dado e por estar indo antes dela. Filha, ele a considerava como tal. Ali, naquele lugar onde não precisava se esconder de ninguém, deixava seus sentimentos à mostra. Ele considerava-se seu pai. Chorou, molhando as páginas, e se arrependeu de quantas vezes duvidou do sentimento paterno dele e não considerou a hipótese de morar naquela casa por uma circunstância qualquer que não fosse o amor nutrido por ele. Agora, tinha certeza. Tinha sido sempre a filha dele, a moleca que, como ele escreveu, o fez feliz até o último dia
domingo, 14 de julho de 2013
Culpa (III)
segunda-feira, 8 de abril de 2013
FIM (II)
sexta-feira, 15 de março de 2013
Madrugada
Outra madrugada insone em um lugar com a janela aberta, dando para um muro de concreto, frio e silencioso, sem nem ao menos um vento no rosto. Está frio; madrugadas são frias. Eu gostava disso. Ah, como eu gostava de sentir essa friagem enquanto caminhava de volta para casa. A mente diz que eram bons tempos, mas é mentira. É apenas saudosismo, idealizando e romantizando o passado. Não eram tão bons, mas eu gostava daquela vida que já não tenho mais. Talvez seja por isso que o que não temos e não podemos mais ter é o que nos faz muita falta e nos faz sentir saudades.