quinta-feira, 24 de março de 2016

Uma História Real? (II)


Pela sociedade que se via como “pessoas de bem” eram vistos como baderneiros, integrantes de gangues, preconceito reforçado pelas pichações e grafite nas paredes (com palavras de ordem e protestos). Com idades entre dezesseis e vinte e cinco anos, excluídos por conta da sua cor, música, linguajar, parte de grupos marginalizados, não aceitos pela sociedade eram exemplos a não ser seguidos, pois não querendo mudar o mundo também não aceitavam se sujeitar a eles.

A revolta na mente e a vontade de lutar sempre presente e o caldeirão explodiu. Um dia a polícia atirou e matou um deles. “Um artilheiro diante do gol não pode errar” justificou o governador. O cidadão de bem não pensou muito ao decidir que era um bandido. O morto era um dos mais ponderados no grupo e sua morte causou revolta, não era a primeira vez que matavam inocentes e depois incriminavam sujando a sua memória tratando como um fora da lei, à mídia noticiava a versão policial como verdade absoluta, as pessoas aceitavam o fato e tudo ficava na sua normalidade. Dessa vez  alguns líderes tinham decidido que seria diferente, pelas ruas da cidade um aviso correu a periferia, todos que se identificassem com a situação deveriam comparecer em determinado local, a morte do amigo não iria ficar assim.

(continua)

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