Pela
sociedade que se via como “pessoas de bem” eram vistos como baderneiros, integrantes
de gangues, preconceito reforçado pelas pichações e grafite nas paredes (com palavras
de ordem e protestos). Com idades entre dezesseis e vinte e cinco anos, excluídos
por conta da sua cor, música, linguajar, parte de grupos marginalizados, não aceitos
pela sociedade eram exemplos a não ser seguidos, pois não querendo mudar o
mundo também não aceitavam se sujeitar a eles.
A
revolta na mente e a vontade de lutar sempre presente e o caldeirão explodiu. Um
dia a polícia atirou e matou um deles. “Um artilheiro diante do gol não pode
errar” justificou o governador. O cidadão de bem não pensou muito ao decidir
que era um bandido. O morto era um dos mais ponderados no grupo e sua morte
causou revolta, não era a primeira vez que matavam inocentes e depois
incriminavam sujando a sua memória tratando como um fora da lei, à mídia
noticiava a versão policial como verdade absoluta, as pessoas aceitavam o fato
e tudo ficava na sua normalidade. Dessa vez alguns líderes tinham decidido que seria
diferente, pelas ruas da cidade um aviso correu a periferia, todos que se
identificassem com a situação deveriam comparecer em determinado local, a morte
do amigo não iria ficar assim.
(continua)
(continua)
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