O
país era imenso e mal administrado permitindo que algumas cidades virassem
feudos controlados pelos poderosos da política local que não permitiam a
ninguém contestar o seu poder. A desigualdade social causava diversos tipos de
violência, a polícia era usada pelo Estado para reprimir e o fazia muito bem.
Dizem as más línguas que era a única função exercida com competência. Sua
democracia era frágil e por algumas vezes já tinha sido alvo de ditaduras e
políticos sempre dispostos a tudo pelo poder.
Aquela
cidade era rica, bonita e para os turistas um lugar aprazível, mas ficava muito
distante da capital e por isso o governo federal não a olhava com a devida
atenção deixando as oligarquias ali reinantes impor suas vontades sem ser
incomodadas por ninguém. Para
estrangeiros um paraíso, para nativos um inferno, exceto para nativos capazes
de se isolar umas das regiões capazes de lhe dá segurança, conforto, segurança à
custa do sangue derramado e outros interesses atendido.
Por
muitas décadas foi assim, o poder passando entre poucas famílias unidas por laços
matrimoniais ou sanguíneos permitindo a
dominação do povo que sustentava tudo com o suor do seu trabalho sendo
explorado diariamente.
As
coisas começaram a mudar quando um grupo de meninos se tornou adolescentes e
começaram a ter idéias que causavam arrepios e rejeição na elite como, por
exemplo, lutar contra as injustiças sociais. Alguns se consideravam de
esquerda, tinham um conhecimento rudimentar do marxismo e achavam que aquilo
bastava, outros simplesmente tinham a revolta dentro de si e queriam mudar
aquela situação.
“Mudar”
deveria ser o verbo predileto de qualquer jovem. Ao lado de “subverter”, “revolucionar”,
“modernizar”, querer ser agente de
mudanças. Infelizmente gerações anteriores tinham feito o contrário e apoiado
um retrocesso, amantes de uma ordem estatal garantida à bala e porrete
preferiram dá voz a quem deveria ser repudiado.
(continua)
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