segunda-feira, 21 de março de 2016

Uma Historia Real?

O país era imenso e mal administrado permitindo que algumas cidades virassem feudos controlados pelos poderosos da política local que não permitiam a ninguém contestar o seu poder. A desigualdade social causava diversos tipos de violência, a polícia era usada pelo Estado para reprimir e o fazia muito bem. Dizem as más línguas que era a única função exercida com competência. Sua democracia era frágil e por algumas vezes já tinha sido alvo de ditaduras e políticos sempre dispostos a tudo pelo poder.
Aquela cidade era rica, bonita e para os turistas um lugar aprazível, mas ficava muito distante da capital e por isso o governo federal não a olhava com a devida atenção deixando as oligarquias ali reinantes impor suas vontades sem ser incomodadas por ninguém.  Para estrangeiros um paraíso, para nativos um inferno, exceto para nativos capazes de se isolar umas das regiões capazes de lhe dá segurança, conforto, segurança à custa do sangue derramado e outros interesses atendido.
Por muitas décadas foi assim, o poder passando entre poucas famílias unidas por laços matrimoniais ou sanguíneos  permitindo a dominação do povo que sustentava tudo com o suor do seu trabalho sendo explorado diariamente.
As coisas começaram a mudar quando um grupo de meninos se tornou adolescentes e começaram a ter idéias que causavam arrepios e rejeição na elite como, por exemplo, lutar contra as injustiças sociais. Alguns se consideravam de esquerda, tinham um conhecimento rudimentar do marxismo e achavam que aquilo bastava, outros simplesmente tinham a revolta dentro de si e queriam mudar aquela situação.
“Mudar” deveria ser o verbo predileto de qualquer jovem. Ao lado de “subverter”, “revolucionar”, “modernizar”,  querer ser agente de mudanças. Infelizmente gerações anteriores tinham feito o contrário e apoiado um retrocesso, amantes de uma ordem estatal garantida à bala e porrete preferiram dá voz a quem deveria ser repudiado. 

(continua)

Nenhum comentário:

Postar um comentário