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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Vingança

Quando se fala em vingança, geralmente as pessoas têm um preconceito tratando esse sentimento como se fosse uma coisa má e que deveríamos evitar fazer uso da mesma, não discordo de quem pensa assim, mas preferi fazer o inverso e não ter a menor vergonha de me vingar quando preciso e não considerar esse ato como algo maléfico. O conceito de vingança pode ser confundido com a da justiça com as duas se confundindo em algumas situações tornando-se algo único e é essa minha visão a respeito desse assunto. 
Conselhos bons são aqueles vendidos por advogados em escritórios ou outro profissional qualquer sobre a sua área, por isso não leve a sério o que eu vou escrever, afinal é de graça, embora me considere um profissional não vou cobrar pelos meus escritos aqui.
Quem sou eu? Não importa, cresci nas ruas, em lugares onde somente os fortes sobrevivem e aprendi muito bem a arte de me vingar, somente assim cheguei aos oitenta anos sem nenhuma conta em aberto podendo morrer em paz. A certeza que eu tenho é de em todas às vezes ter sido justo, nunca passando da medida indo além do necessário, afinal de contas, sempre me vinguei para obter justiça somente.
Não se vingue de quem você ama, seja amigo (a), namorada (a), família, não importa o que aconteça. Em determinados momentos eu duvidei se em uma situação extrema seria capaz disso, mas, um dia alguém destruiu a minha vida e eu mesmo magoado (sentindo muito ainda o que tinham feito comigo) e tendo oportunidades não reagi como seria o meu normal. Não perdoei, aí vocês querem demais (sorriso), para que isso me ocorra terei que morrer e retornar em uma vida bem diferente dessas. Sou assim, só dou o troco nos inimigos ou quem teve a idéia idiota de se colocar no meu caminho.
Uma vingança não deve ser posta em prática se depois ainda permanecer algum ressentimento, nesse caso é melhor não fazer nada. Ao se vingar tenha a certeza de ser o último ato, ela é o ponto final de uma historia, a conta em aberto finalmente sendo fechada, cobrada e paga. Vingar-se e ainda continuar com o ressentimento dentro de si fará mal, pois não o libertará.
Liberte-se ao se vingar, faça disso o começo de uma nova vida sabendo que não há mais motivos para ainda ter em seu coração essa situação. Não se sinta melhor deixando o destino fazer justiça por você, achando que não está se vingando, você está sim, só de se sentir melhor sabendo do seu inimigo passando alguma dificuldade estará saboreando o prato frio, apenas não teve coragem ou vontade de fazer com suas próprias mãos digamos assim.
No calor do momento evite algum ato vingativo, isso pode lhe trazer problemas, é melhor esfriar a cabeça e saber se realmente é isso o desejado. Lembre-se você não irá fazer algo elogiável e ninguém irá lhe parabenizar por isso, portanto faça quando tiver certeza de uma forma que não lhe prejudique e nem a ninguém inocente, quem deve lhe pagar é somente quem te deve. Portanto nada de envolver quem não tem nada com o assunto para chegar ao seu intento, isso é transformar sua vingança em um ato vil e perder a legitimidade do seu ato.
Não se arrependa pelos seus atos, pense bem antes de fazer, planeje e vá adiante. Depois de feito tenha a certeza de ter tomado a melhor decisão, não olhe para trás, siga adiante. A justiça foi feita, a vingança foi aplicada, já não há motivos para você permanecer ligado à pessoa.  

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Vingança

Voltou aquela cidade porque ainda tinha amigos naquele lugar. Eram poucos é verdade, mas sempre era motivo para voltar. O fato de ter passado tanto tempo ali dava uma sensação agradável de ambiente familiar e o deixava a vontade quando retornava. Os riscos de lembranças desagradáveis a cada volta eram freqüentes como foi dessa vez, feridas não cicatrizadas daquelas que nós mentimos para nós mesmos dizendo ter esquecido, mas algo o atraía ainda, talvez o desejo de que voltasse a ser feliz ali como já tinha sido um dia.

No principal ponto de encontro da cidade entrou e satisfeito reconheceu uma amizade da antiga a quem cumprimentou efusivamente, ia seguindo para seu lugar preferido quando se surpreendeu ao escutar um nome ser chamado. Não existiam muitas pessoas com um nome tão peculiar (na verdade só lembrava de um), virou-se e reconheceu aquele rosto, por alguns instantes parou, não poderia ser ele pensou, naquele lugar depois de tanto tempo era coincidência demais. 
Não foi reconhecido, era impossível isso ocorrer, tinha certeza que ele nem lembrava mais do ocorrido há cinco anos atrás em um lugar bem diferente. Já tinha esquecido de tudo, quem bate esquece, quem apanha nunca, ainda mais quem tem uma memória tão boa a ponto de se orgulhar de nunca esquecer uma ofensa ou uma ajuda mesmo que passe muito tempo.
Encontrou uma mulher amiga de muito tempo, conversou animadamente e depois de algum tempo perguntou se conhecia aquela pessoa e de onde ele tinha vindo. Após a resposta  sentiu o desejo de vingança se tornar intenso.
Tanto tempo depois e lá estava ele, tranqüilo sem suspeitar estar tão perto de um inimigo, a hora da cobrança tinha chegado e não teria perdão. Não tinha esquecido os momentos difíceis que passou, quantas vezes teve que engolir ofensas sem dar motivos. Anos atrás estava fora do seu território, em terras estrangeiras, lutando para sobreviver, sem forças para reagir. Tinha resistido por necessidade, não tinha para onde ir e teve que agüentar humilhações sem necessidade do seu inimigo.
Acariciou a arma na sua cintura, sentiu o coração bater mais forte e o sangue esfriar. Conhecia-se quando estava assim ocorria uma transformação com o desejo de sangue presente. Nessa noite ele teria o troco, para aprender que não se faz o mal aos outros impunemente. 
Esperou à hora adequada e caminhou na direção do desafeto, passos firmes, com o sabor de vingança na boca, um sorriso frio e assustador no rosto, faz a pergunta "se lembra de mim?" com um jeito frio no olhar, recebe uma negativa como resposta, não se lembra mais, tanto tempo, tudo foi esquecido, quem há de se lembrar de algo tão bobo depois de tanto tempo. Ele se lembrava e fez questão de relembrar enquanto puxava a arma. Ao terminar de falar disparou, arma no automático, pontaria certeira sem chances de sobrevivência.
Saiu dali rapidamente, adrenalina a mil, tinha se vingado de mais um, tinha feito justiça, mais uma conta em aberto que tinha sido fechada.