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terça-feira, 23 de abril de 2019

Dia do Livro

Dia do livro e eu lanço cinco que eu tenho na estante:
À Sombra Das Chuteiras Imortais - Nelson Rodrigues‎ - Ver o futebol além das quatros linhas com aquele pseudocientifismo ou sem a moda atual de odiar/torcer contra tudo e todos. Um dos melhores livros que tenho na estante.
O Manifesto Comunista - Friedrich Engels e Karl Marx - Simples, didático, fascinante e eterno. Não é difícil entender a dinâmica do capitalismo e porque o comunismo merece chances e pode um dia derrubar todo o sistema atual.
O 18 de Brumário de Luís Bonaparte - Karl Marx - Nas suas primeiras linhas Marx já mostra a que veio. Perspicaz consegue esmiuçar a tomada do poder por um bufão e como isso desencadeou uma severa crise política na França (é difícil ler e não comparar com outras antas que conseguem ser eleitas ou chegar aos cargos executivos).
O Poderoso Chefão - Mario Puzo - Eu li o livro antes de ver o filme. E quando iniciei a leitura não consegui parar. Uma trama fascinante mostrando os bastidores da máfia italiana nos EUA. Recomendo a todos.
Febre de Bola - Nick Hornby - Você é fanático pelo seu time? Consegue dizer corretamente o time titular de 84 e ainda lembra os reservas? Sim, somos malucos, obcecados, fanáticos e seguimos a nossa vida tendo o futebol a nos marcar. Hornby conta com maestria toda essa maluquice.



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Vai em Paz, Skidmore.

Alguma noite de 2004. Palestra concorrida no CCBB. Fiquei na fila imensa ansioso pela espera e consegui entrar. Tive conhecimento do evento através de um folder mostrando que vários convidados, por ocasião do aniversário de quarenta anos,  iriam falar sobre a ditadura civil militar do Brasil.
O palestrante para minha surpresa era bem humorado com uma simpatia que logo me conquistou. Avisado que iria dedicar um momento aos seus leitores quando terminasse de falar corri para comprar seu livro na livraria; Estava sem dinheiro no bolso.
- Vocês aceitam cartão?
- Infelizmente não. Na livraria eles aceitam. Deve ter para vender lá.
Sim, tinham para vender e aceitavam a minha “bandeira” (que sorte). Livro nas mãos, sorriso no rosto esperei ansioso a dedicatória. A palestra acabou tarde da noite, o CCBB estava para fechar, a fila grande e eu esperando pacientemente a minha vez.  O funcionário pouco educado tenta expulsar os gatos pingados que ainda restavam não obstante protestos educados dos últimos restantes esperando sua vez. O autor com uma simpatia imensa atendia um a um sempre tendo algumas palavras agradáveis.
- Qual o seu nome?
- Alan.
- Com dois ll?
-  Não, com um só.
Eu queria sentar e conversar com ele sobre a política brasileira, diretas já, Tancredo Neves, as minhas lembranças sobre os últimos anos dosa governos militares. Não foi possível.

 O livro virou um dos meus pequenos tesouros. A lembrança permanece. Vai em paz, Skidmore.




sábado, 11 de junho de 2016

15 Obras e autores importantes para mim

1) Nelson Rodrigues (tudo o que envolva futebol)


2) Sidney Sheldon - Seus livros me acompanharam em momentos difíceis. No final a fórmula estava esgotada e eu lia coisas melhores.


3) Nick Hornby - Seu "Febre de Bola" fez com que eu conseguisse me entender.


4) Mario Puzzo além da sua obra prima tem "O Siciliano" me marcando.


5) Erico Verissimo com seu "cap Rodrigo" e toda a trilogia (que ainda nem terminei).


6) João Saldanha o João sem medo. Seu livro "subterraneos do futebol" me marca ao mostrar o quanto somos atrasados.


7) Karl Marx . Dispensa explicações.


8) Mario Filho com seus livros sobre o negro no futebol brasileiro e a copa de 62.


9) Eduardo Galeano. Dispensa explicações (II)


10) Frei Betto e o seu "Entre todos os homens"


11) Sun Tzu com "A Arte da Guerra"


12) Maquiavel com "O Príncipe".


13) George Orwell com "A revolução dos bichos"


14) Gilberto Freyre com "Casa Grande e Senzala"


15) Luiz Puntel escreveu pra coleção vagalume um livro sobre a ditadura civil militar brasileira. Eu adolescente li esse livro sobre uma família perseguida. Nunca esqueci.

domingo, 20 de maio de 2012

Livros


Compro livros por prazer, mais do que posso ou quero ler, por isso não é raro eles chegarem lá em casa irem para a estante e só serem lidos, dois, três anos depois ou mais.
Geralmente não tenho pressa, gosto de olhar para a biblioteca e saber que a qualquer momento posso pegar um da coleção, folhear e viajar por suas páginas sem nunca ter feito isso antes. Nada contra a reler livros, já fiz isso outras vezes, mas sendo a primeira vez tem algo especial na leitura, ainda mais se essa atividade me envolve, transporta para outro mundo, me faz descobrir algo interessante.
Não gosto de arrumar meus livros, vou colocando-os na estante sem critérios, autores e assuntos misturados sem levar em conta nenhum motivo para um ficar ao lado do outro, chegam em casa e eu coloco-os lá junto aos outros até o dia que por algum motivo eu vou mexer, minha biblioteca pode ser considerada uma anarquia ou como queiram uma bagunça, onde a qualidade literária também não é levada tão em conta. Explico aos leitores, existem livros reconhecidamente escritos por escritores de qualidade inferior, tem os clássicos consagrados e por aí vai. Por isso, muitas vezes um Paulo Coelho está junto ao Karl Marx em perfeita harmonia e não gosto de ninguém falando mal deles, se estão na estante são por algum motivo especial para mim.
Essa semana sem nada para fazer resolvi olhar quais livros tinha, fui retirando de onde estavam e folheando, sorri para alguns, outros lembrei de onde estava quando comprei presentes queridos dedicados e agora lembranças de quem nem vejo mais, livros comprados em eventos, da faculdade, tantos e tão diferentes, então lá no fundo, bem discreto e certamente escondido tinha um rosa, fino, quase passando despercebido. Não o reconheci logo, peguei querendo saber de qual se tratava e quando vi a capa lembrei porque ele estava guardado em um lugar esquecido. O abri com certo medo, lembranças despertando, na primeira página a dedicatória escrita e eu sabendo que atrás daquelas palavras tinha outra não escrita, a marca na orelha que para desavisados era um borrão qualquer e somente eu sei qual o significado.
Sentei na cama, as folhas passando em minha mão e eu sem ler, estava ali e viajava para longe, um tempo saudoso e distante. Respirei fundo e assim como quem fechar um baú o recoloquei o livro no lugar de antes e outros a lhe esconder novamente, tudo voltava ao normal na minha biblioteca e na minha vida.
O tempo passa, lembranças ficam.