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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

30 opiniões sobre rap

Estou com vontade de escrever então lá vai. Trinta opiniões sobre rap:


1) A única coisa que eu curto do Criollo é a adaptação de "cálice".


2) Não acho que as músicas sejam ruins elas são chatas.


3) "Tempos difíceis" e "negro limitado" são chatas também.


4) O final de "Castelo Triste" é tristemente bonito.


5) Só soube do drama do Eduardo quanto ao irmão dele no orkut (fiz um tópico perguntando).


6) O rap foi a causa de eu arrumar amigos. Inimigos nunca.


7) Não consigo respeitar a comercialização atual do rap. É destrutiva.


8) Rap nacional é conservador.


10) Por ser conservador aceitou o PT no poder e não continuou em busca de mudanças.


11) Eu respeito muito o Pavilhão 9.


12) Tenho dificuldade de escutar rap novo. Acho pouca coisa original.


13) O CD solo do Edy Rock (o último) é sensacional.


14) O CD solo do Eduardo mostra o quanto ele é um letrista genial.


15) Ainda tem muito rap do Facção Central que eu não compreendi inteiramente (citações, gírias, rimas).


16) Câmbio Negro é um puta grupo de rap.


17) Planet Hemp também.


18) Eu curti os dois primeiros CDs solos do D2.


19) Assistir o filme do NWA me fez sentir em um show de rap em alguns momentos.


20) Festival Hutus faz muita falta. Foram os melhores eventos que eu fui.


21) O melhor show que eu fui foi no hutus 2003.


22) Formou parte do que eu sou.


23) Do "segundo" escalão eu curti muito o Faces da Morte.


24) Certas músicas do Inquérito são pura poesia.


25) "Soldado do Morro" é a perfeita narração do "movimento".


26) Sabotage, infelizmente de forma póstuma, mostrou que não é superestimado.


27) A melhor troca de diss foi entre Marechal e Cabal.


28) A diss do Cirurgia Moral pro Gog e a do Nocivo pro Emicida são as melhores que eu escutei.


29) Último show que eu fui à abertura era do Felipe Ret. Quase dormi.


30) Rap educa, revoluciona, transgride, muda pra melhor.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Não Seja Loki, Mano

Já fui a vários shows dos racionais e em todos eles tem um pequeno discurso político. Quase sempre do Mano Brown só uma vez, eu lembro, foi o KL se dirigindo ao público. Falou da Chacina na Baixada Fluminense, uma delas, a que matou mais gente nessas últimas décadas.
Essa semana em uma revista estava à notícia de mais uma declaração do cara que tem todo o meu respeito e admiração. Penso ter sido no show da Mangueira (manga rosa), não importa, o relevante, pelas palavras ditas, é o Brown não ter se ligado que a favela silenciou porque a Dilma (PT) nunca fechou com a favela. Assim como outros petistas falta autocrítica e humildade para reconhecer que foram derrubados pelos alicerces usados para manter o poder. Não coloca a culpa no povo, mano. Não faça isso com a gente.
Nosso povo silenciou por não querer se meter em uma "treta burguesa" por causa do poder. Por não perceber o risco a democracia e só não percebeu isso por não usufruir a dita cuja no seu dia a dia. Sim, irmão, o “proceder” correto era defender a democracia a qualquer custo, mas quem de nós, da periferia, a conhece no seu dia a dia? Palavra bonita dita por engravatados e pessoas com bom linguajar e desconhecidas pela nossa gente.
Deveríamos ter defendido o PT? Por quê? Sim, a favela teve conquistas, querem tirar o pouco conseguido, e isso ocorreu em parte do governo Lula e Dilma, mas foi pouco demais diante do que precisamos e merecemos. “Minha média é dez, nove e meio nem rola”, lembra? Queremos muito. Tivemos pouco.
A Globo é a mesma de sempre. Não mudou nada.  A manipulação midiática também. Comece por “casa” a sua crítica. Você não cedeu a TV aberta, tentou se manter “firmão” é verdade, mas eu me lembro de outros integrantes do Racionais indo em programa televisivos. Assim como, não sejamos desmemoriados, faz muito o rap nacional não rejeita a grande mídia.
Tempos difíceis virão eu tenho certeza. E infelizmente os castelos de areia tipo "favela tem vídeo game e vocês chorando miséria" vão cair. Não adianta colocar a culpa no povo por erros que não são nossos. Não adianta ressentir pela favela ter se recusado a "comprar" um barulho de quem estendeu uma mão e deu pão e estendeu a outra mão dando tapa.
Continuo sendo um dos cinqüenta mil da década de noventa. Um daqueles que te seguiu e depois alçou vôos maiores. Os moleques de hoje farão a mesma coisa. Não se preocupe. Seguem-te hoje e amanhã, se Deus quiser, estarão por aí militando, lutando, se opondo tendo parte de si formada pelo seu rap e pelas suas palavras.


domingo, 10 de maio de 2015

Mãe (dialogos) IV

- Eu odeio essa música.

- Hum.

- Porque a mulher fica chorando?

- Porque o filho foi assaltar um banco e morreu na porta giratória.

- Eu to falando. Música de bandido. Isso tinha que ser proibido para não colocar coisas nas cabeças das crianças.

- Eu não sou criança. Já sou adulto. Esqueceu?

- Já foi e se não sou eu te colocando um freio nem sei o que teria sido feito de você.

- Humrum.

- Não quero mais escutar essa música aqui em casa.

- A música é do racionais, não é apologia ao crime e não tem nada demais.

- Se não tivesse a mãe não estava chorando.

- Todo rap do racionais tem alguém chorando, morto, com tiro, caído no chão, etc. Esse é só mais um.

- Música de bandido, tinha que ser censurado.

- Censura acabou.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Comentário Acerca do Novo CD do Eduardo

  Senhores permitam-me um daqueles textos grandes (que não merecem a leitura de muitos) nesse espaço.
    Eu li ali uma crítica as novas músicas do Eduardo e sinto-me a vontade para discordar, pois quem me leu sobre rap nacional já está ciente da minha rabugice que não perdoou nem os racionais (de quem eu sou fã declarado).
    Criticar o Eduardo por ser repetitivo?  No último CD do FC ele fala de: def física, prostituição, pedofilia, bala perdida, resgate, religião, rebelião na cadeia. Disso é o que eu lembro. Se formos analisar música por música eu me lembrarei de mais e o cara considera repetitivo?
    Se me disserem que o Eduardo novamente repete a mesma fórmula no flow/ritmo musical e apela para o cenário violento da periferia eu aceito. Nas duas músicas divulgadas e na capa do CD isso fica evidente. E aí fica a pergunta: O seu público quer algo diferente disso? Espera algo diferente?
    Ora, quem se dispõe a escutar qualquer música composta pelo Eduardo espera a violência nas letras e sempre tendo como cenário as favelas, periferias, vielas seus problemas e ele no último CD conseguiu fazer um trabalho original. Nesse é necessário esperar as outras 30 músicas, mas pelas duas divulgadas é exatamente o esperado por quem curte o FC e agora curtirá a carreira solo do Edu.

    Por fim, sim, eu bem sei o quanto são chatos os talifãs e toda aquela conversa chata de "realidade" ali enado" "boy" e bla bla. Não me incluam entre esses.

* Texto publicado originalmente no facebook.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Quando A Crítica É Ofensa

    Em outra ocasião já comentei aqui sobre a minha relação com o rap nacional até os dias atuais e embora já tenha ocorrido várias coisas que eu discordo desde que eu comecei a escutar esse ritmo na década de noventa, ainda respeito e curto o trabalho do grupo Facção Central.
    Para quem não conhece esse grupo sempre optou por letras fortes onde a favela, crimes, violência e preconceitos são mostrados de forma crua, sem a preocupação de amenizar e muitas vezes chocante. Por isso, ao divulgar a capa do seu livro, Eduardo (um dos vocalistas) não me surpreendeu e escolheu uma imagem forte onde um homem segura uma criança banhado de sangue.
   Não me surpreendi, mas achei apelativa, em um Brasil onde programas jornalísticos e a internet dispõem de imagens fortes para quem quiser ver, acho que esse conceito do choque ficou banalizado e o escritor poderia ter feito algo diferente, até mesmo para não correr o risco de limitar o seu leitor apenas aos que escutam sua música.
   Essa é minha opinião e a crítica não é desmerecendo o trabalho do designer (achei muito bem feito) e nem o livro é simplesmente uma questão de gosto, algo muito pessoal e que deveria ser entendido como tal. Não foi, ao postar essa opinião em uma comunidade do Orkut (ainda sou um dos que resistem a migrar de vez para outras redes sociais embora perceba que isso não vai demorar, pois a cada dia esvazia mais) fui atacado de várias formas por talifãs (termo criado pelo jornalista Maurício Stycer) que em vez de debater o porquê de eu achar apelativo, preferiram ir pelo caminho do ad hominem o que é irritante, diga-se de passagem.
    Ora, aos ataques pessoas respondi da mesma forma e a quem se limitou a discutir o conceito de apelativo também o fiz assim e como outros concordaram comigo, percebi que, não foi somente eu que entendi dessa forma, isso invalida a tese do exagero ter sido somente meu.
   De tudo fica mais uma demonstração que a vida me deu de como as pessoas ainda não aprenderam a diferenciar uma crítica da ofensa e pior, são incapazes de perceber que estão tratando com uma pessoa que curte tanto quanto eles o grupo apenas não usa antolhos e nem é tão manipulado a ponto de bater palmas para todos os seus atos e trabalho.
   Ter uma opinião e defende-la não é uma forma de causar tumultos ou provocar outras pessoas, torna-se isso por causa dessa mania que temos de tomar uma opinião contrária como se fosse uma cusparada no rosto.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Nostalgia

   Eu sempre olho enviesado para o saudosismo e me policio para não ser um, daqueles chatos e/ou idiotas achando que tudo antigamente era melhor. Seja o futebol, a educação das crianças ou qualquer outra coisa, sempre escuto aquela frase “bons tempos”. Por isso reluto em dizer isso (ao menos em público, pois com meus botões sempre me pego fazendo isso), mas está batendo maior saudade do rap nacional de quanto ele ainda estava virando moda, mas não tinha se desvirtuado tanto. Sim, o hiphop nacional já não é o mesmo, parte parou no tempo a outra parte seguiu um caminho que eu não simpatizo e eu penso “tempos bom eram aqueles” onde ser um “mano” era uma identidade, um compromisso com algo.
  Eu escutei racionais a primeira vez na década de 90 quando ele já era um sucesso e encontrei nesse movimento uma ideologia adequada aos meus sentimentos, o rapper, fosse o Mano Brown ou o MV Bill me representava, falava por mim. Na segunda metade da década passada eu enveredei por outro caminho, fui buscar conhecimentos em outras fontes, ansioso por saber mais e me afastei do rap nacional. De longe fiquei olhando por alguns anos, deixando de lado a minha identidade de “mano” para ser outro mesmo deixando claro ter permanecido um ouvinte desse ritmo musical.
   Eu mudei meu caminho e quem trabalhava com rap também, cada um sabe onde o calo aperta o que quer da vida e como conseguir isso e quando eu tentei voltar ao movimento triste percebi uma estagnação e uma deterioração no pensamento da geração que veio atrás da minha.
   O rap cada dia mais está perdendo espaço para o funk, foi seduzido e está sendo usado e os que tentaram permanecer com a proposta de mudar o Brasil de alguma forma não se deram conta, o tempo passa, os pensamentos devem ser reciclados, muita coisa mudou.
   Hoje eu comecei a escutar um rap qualquer, e mais uma vez pensei comigo “bons tempos aquele”.