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quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Mensagem Para o Passado (III)

2014 – Vai ter golpe.

2015  – O Brasil e você vão pagar caro.

2016 –  Chegou. Curta.

2017 – Se prepare para o pior.

2018 – Será pior do que você espera.

2019 – Seu mundo acabou.

2020 – Vai ter vacina.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Gatilho

     Começa a ficar recorrente as pessoas chamando de "gatilho" o que é apenas "inveja".
Explico. Imagina uma situação pavorosa vivida por você. Ex: Flamenguista nos fla Flus com o Ezio no ataque. Ou o Fred. Ou o Hercules. Ok, todo fla Flu é pavoroso pra eles eu to ligado. Mas imaginem aí.
Então sempre que eu cito o Ezio isso aciona no cérebro da pessoa uma série de sentimentos ruins acarretando crise de ansiedade ou algo assim.
     Falando sério agora, Em uma pessoa depressiva ou com problemas para lidar com situações como violência doméstica, urbana, lembranças dolorosas, isso causa problemas sérios. Pessoas assim merecem um aviso a respeito do assunto. É até uma gentileza da sua parte ao postar vídeos, imagens ou contar uma história. E qual o problema até aqui, Alan? Tudo começa a complicar quando o militante padrão, uma geração mimada pelos pais, pessoas incapazes de lidar com a vida começaram a confundir com "inveja". E não me venham com inveja "branca" (o termo além de tudo é racista), "boa" e ou "má". Eu sinto inveja e pronto.
    Ano passado fiquei com inveja daquele "time" ganhando a libertadores. Necessitei silenciar vários flamenguistas para não aturar as comemorações dele. Repito: Senti inveja. Queria para mim algo igual. Sinto inveja de quem dirige, corre, come espaguete sem sujar a roupa, tem um milhão de reais.
Exatamente nesse caso (da Gávea) claro que torci contra e torcerei sempre. Porém se um amigo viaja pra Paris não fico com raiva ou algum sentimento ruim e ver as fotos dele não me deprime. Quero ir também? Sim. Mas não dá, tenho outras prioridade, não tenho grana, sei lá. A vida é assim. Não temos tudo, as vezes temos pouco, não vamos conseguir outras coisas. É para se acomodar, ser adepto do conformismo católico, não desejar mudanças sociais? Não. Eu estou falando de aceitar suas limitações.

    Esses dias criticaram a Iza por expor seu corpo bonito. Fazer isso é não respeitar as "minas" fora dos padrões disseram alguns. Hoje eu li alguém reclamando de outro por ele comentar a nota alta na redação do ENEM (isso se não foi nota errada graças a esse asno e seus ministros) e por aí vai. As pessoas estão sentindo inveja e querendo silenciar, fazer das conquistas alheias um fardo, algo a se esconder.
     Pelo amor de Deus, gente. Cresçam.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Brasil



Um segurança eleitor do Bols.
Um supermercado.
Um bairro de rico/classe média.
Um rapaz tendo um surto.


Um tolo que se achou agente amparado pelo Estado.
Uma empresa "acreditando" em uma versão dita por um advogado de defesa.
Um bairro de rico classe/media.
Um rapaz sendo imobilizado.


Um desempregado por justa causa assinando um BO. Sem a proteção da CLT odiada pelo seu candidato eleito.
Uma empresa se desmentindo procurando desesperadamente conter os danos na imagem.
Um bairro de rico/ classe média.
Um rapaz tendo a vida terminada.


Cidadão de bens (cristãos) correndo pro facebook/tuiter para externar suas homenagens.
Cidadão de bens que amanhã ou depois só empregam quem tem "bons antecedentes criminais/referências" aka "ficha limpa".
Cidadão de bem que ao comentar pensou ter sido algum pedinte/morador de favela.


Brasil.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Você é Igual.


28 de janeiro. André Costa, secretário se segurança pública do Ceará, diz em uma coletiva:
- A partir de agora nós vamos oferecer duas opções para os bandidos, a Justiça ou o cemitério.
7 de dezembro (madrugada). O oferecimento de uma das opções causou a morte de seis inocentes. Pai, mãe, filho, cunhado, primo e mais uma pessoa.
7 de dezembro. Camilo Santana (PT) ao comentar a notícia põe em dúvida se eram reféns as vítimas e arremata:
- O fato é que estavam preparados para assaltar dois bancos e não conseguiram assaltar nenhum.
Raul Jungmann é taxativo.
- Tragédias como essa acontecem.
E você que leu isso não é muito melhor do que o governo petista ou o ministro do Temer. Não, não é. Você defende essas barbaridades, você diz que toda guerra tem vítimas, você dá piti todos os dias chamando de mimimi as lágrimas de mães e pais perdendo seus filhos, você acha que nunca vai acontecer com você. O empresário ao buscar parte da sua família no aeroporto nunca imaginou também.

sábado, 18 de março de 2017

Fraudes, liberais e minhas contestações

O escândalo das carnes adulteradas fez com que liberais voltassem a cantinela contra o Estado. E eu li as seguintes coisas:


1) Liberal que no caso das empreiteiras parte do princípio que sendo empresas altamente qualificada conseguia bons contratos, por isso gigantes e para não ter problemas pagava a extorsão estatal.


Por preguiça ou outros motivos usa o mesmo argumento pra friboi. Só que simplesmente esquece a carne adulterada e usa a as outras partes do argumento.


2) Liberal aventando a hipótese os empresários vendendo carnes adulteradas para ter lucros, pois a extorsão estatal afeta os seus rendimentos.
Torço para que não seja empresário e sendo espero que venda algo que eu não use porque né. Se ele sofrer extorsão quem se fode é o consumidor.


3) Liberal que vê mais culpa no Estado por ser ele o responsável pela fiscalização e ter todo o aparato pra isso. Concordo mas é naquela. Se tem dois culpados, os dois são filhos da puta. O policial que cobra arrego não me faz justificar os erros do traficante.


4) Liberal afirmando que toda a regulação estatal inibe a concorrência e faz com que isso ocorra. Pelo raciocínio um serviço de qualidade ruim é trocado por outro melhor quando há opções.
Bem, vamos fazer uma analogia com serviços de telefonia. Eu uso um serviço por ser obrigado e todas as empresas são ruins não me deixando chances de escolha.
Imaginem a situação onde eu sou obrigado a comer carne e vou ao supermercado comprar a iguaria. Chegando lá EU SEI que todas são adulteradas ou tem chances de ser. Eu opto pela menos pior por não ter alternativas.
Isso ocorre? Não. O consumidor não sabia que a carne era adulterada. O consumidor não vai trocar uma marca por outra por causa disso PQ ELE NÃO SABE. Ele estava consumindo algo pensando que tinha qualidade.


Por fim. Foi o Estado ou algum órgão privado que descobriu a fraude?


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Pagamento de uma Dívida

Andar pelo Rio te torna insensível. Por segurança ou para manter a sanidade desenvolvi um tipo de comportamento que me faz ignorar abordagem de estranhos.
Mais ou menos assim. Um estranho fala "só um momento" eu finjo que não escuto ou olho e continuo andando tipo pedestre no Centro ignorando quem entrega aqueles folhetos. Teve uma época que eu pegava os da terma oferecendo dez por cento de desconto, mas isso é outra história e já faz tempo que abandonei a prática.
Ontem eu saltei no Jabour, bairro que não conheço em parte pelo Alex Santos ainda não ter pago a promessa do almoço na casa dele, e fui andando até a praça preocupado com os boatos de ontem (sobre a greve) e prestando atenção no entorno.


- Você tem celular? Eu preciso de um celular. Me ajuda.


Não reparei a princípio e ia continuar meu caminho, mas preferi olhar quem tinha falado. Vi um idoso, sentado no canteiro da árvore que percebendo minha atenção voltou a falar.


- Eu preciso de um celular. Você tem?


Disse que tinha e ele me pediu uma ligação. Estava confuso e percebendo o aparelho na minha mão balbuciou os números. Disquei e coloquei em suas mãos que trêmulas não conseguiram lidar com o celular.


- Qual é o seu nome? Qual é o nome da pessoa para vir te buscar?


Dito isso fiz a ligação e informei o paradeiro do senhor dizendo a ele que aguardaria junto à chegada da pessoa.


- Não, não chore. Se acalme.


Sou um grosso e não consigo lidar com situações exigindo delicadeza com estranhos. E lá estava eu na praça tendo que acalmar uma pessoa aos prantos.


- Você mora aqui?


- Não, não moro. Namorada mora aqui.


- A gente tem sempre que ter alguém ao nosso lado. Deus fez o homem e a mulher para isso.


E assim começamos uma amizade momentânea onde cessado o pranto foi iniciado um diálogo como se fôssemos conhecidos conversando sobre a vida. Quem esperava não tardou a chegar e nos despedimos ficando comigo uma das frases.


- Muito obrigado. Você é um homem de Deus. Ele colocou você no meu caminho.


Pensei cá comigo que sim fui colocado no caminho dele. Deus ordenou o pagamento de alguma dívida contraída. Já fui tão ajudado nessa vida que ontem alguém lá em cima resolveu ser hora de ajudar.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

É só futebol. Força Chapecoense.

   Torcedor se acostuma a viver com o "se". Se aquela bola entrasse. Se o goleiro não tivesse defendido. Se o resultado fosse outro. O "se" tortura, faz o torcedor pensar em como tudo poderia ser diferente. Cada torcedor carrega consigo muitos "se",
   Torcedor se acostuma com as tragédias. A perda do título, a eliminação precoce, o vexame inesquecível. O trágico faz parte da história entre o clube e sua torcida. 
   Torcedor sente medo do seu clube acabar. Em qualquer fase ruim teimando em durar a preocupação começa. Sua paixão correndo qualquer risco é motivo de temores.
   Torcedor entende os outros torcedores. Brigam, discutem, são maledicentes mas basta acontecer algo mais do que o futebol para o sentimento comum de tristeza e solidariedade existir.
   É só futebol, dizem. Sim, é. É só futebol. A dor da perda de um título não seria tão grande quanto a essa queda do avião. Os torcedores catarinenses saberiam disso. Eu sei. Qualquer torcedor sabe. 
    E é por ser futebol que a tragédia se torna mais próxima de cada torcedor. Por cada um imaginar a dor que os torcedores da Chapecoense estão sentindo. Imaginar porque saber só eles mesmos sabem.
     Mais do que nunca o clichê "somos todos" é próprio no dia de hoje.

sábado, 4 de junho de 2016

Descansa, Ali.

Já escrevi que ficar velho é aprender a dizer adeus. Não me lembro a primeira vez que escutei falar de Muhammad Ali  , mas a primeira vez que percebi sua grandiosidade foi em 1996. E nunca mais esqueci.
Quem iria acender a tocha olímpica? Nomes eram especulados enquanto eu assistia a cerimônia de abertura. Então aparece aquele negro, empertigado, com uma altivez impressionante, tremendo por causa da doença para acender a pira. Fiquei encantado. Guardo no meu álbum mental essa lembrança.
Suas lutas dentro do ringue são tão memoráveis quanto as travadas fora dele. Sua doença é atribuída aos golpes recebidos e eu me pergunto quais foram às conseqüências dos golpes dados pela vida, o racismo, as escolhas feitas. Exteriormente o parkinson, causado possivelmente pelos socos recebidos durante as lutas, lhe deixou seqüelas e penso cá comigo o quanto lhe foi tirado para que se tornasse um lutador implacável.
Hoje quando acordei e vi as notícias me vi obrigado a mais uma despedida. Talvez eu aprenda a lidar com isso algum dia. Por enquanto não.  Hoje não.

 Um guerreiro não morre, descansa, assim diz a periferia. Vai em paz, Muhammad.  Seu lugar na lista dos imortais está guardado.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Conversa Insana


- Cara vc é de esquerda.
- Sou sim.
- Ahh então vc é bolivariano né?
- Hã?
- Ué. Vc é de esquerda logo... Bolivariano.
- Não, eu não torço pra Bolivia. Sou Fluminense. Um time do RJ e...
- A America Latina esquerdista é toda bolivariana. Vc quer negar porque está dando tudo errado. Não minta.
- Eu prefiro ser comunista, socialista, stalinista, anarquista, social democracia (forçando a barra para ser de esquerda).
- E petista? E petista? (babando de ódio)
- É, em outros tempos até petista. Hoje em dia não dá e...
- Não minta. Vocês bolivarianos agora que está dando tudo errado não reconhecem o que fizeram.
- Você me deixa ser de esquerda? Posso ser? Ou serei o que você quer?

Baseado em fatos reais.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Twitter e Linchamento

  • Um assunto polêmico é muito debatido no tuiter.
  • Várias pessoas se posicionam, emitem opiniões, divulgam textos e retuitam vários pontos de vista.
  • Eu me posiciono claramente a favor das mulheres que acusam um clube de futebol e uma marca de machismo. Não deixo dúvidas quanto ao que eu penso e isso fica evidente em tudo o que eu escrevo sobre.
  • Depois de vários posts escritos inadvertidamente escrevo dois posts irônicos tentando mostrar a estupidez de algumas opiniões quanto ao ocorrido.
  • Eu deveria ter colocado em caps locks que era ironia. Se o tuiter permitisse um letreiro luminoso seria mais adequado. Ou deveria ter avisado que não era sério. Não o fiz.
  • Não me dei conta que alguém deu RT levando a sério.
  • A partir desse RT começaram a vir outros.
  • Alguns com provocações, recriminações e claramente com a intenção de expor o que eu disse.
  • É necessário mostrar para toda a rede o quanto sou um filho da puta.
  • Explico para uma menina de forma educada que é ironia. Ela coloca a culpa em mim por uma ironia malfeita.
  • Concordo. Se alguém não entende a culpa é minha e devo explicar. Explico e digo que não muda o fato dela ter errado comigo. Silêncio.
  • Duas pessoas começam a me atacar. Um deles mesmo eu explicando uma, duas vezes, tenta de todas as formas me expor. De todas as formas tenta ter razão. Diante das minhas respostas vai embora. Sem pedido de desculpas.
  • Outra pessoa age igual ao primeiro com o agravante de ter dado “search” e retuitado posts antigos, fora de contexto e que ele achou ser comprometedor. Não são.  Mas ele achou que poderia me prejudicar com aquilo.
  • Diante das minhas respostas e exigências de um pedido de desculpas foi outro a desaparecer.
  • Outras pessoas eu não respondi. Não tranquei o tuiter. Deixei tudo exposto para quem tivesse o bom senso ou qualquer outra coisa visse o que eu escrevo.
  • Talvez por isso não tenha prosperado o apedrejamento típico do tuiter. Onde pessoas bancam os justiceiros se achando ativistas e defensores de uma boa causa. Não são. Trato a esses como canalhas capazes de destruir qualquer um.
  • Há muito tempo eu percebi que facebook, tuiter, é um lugar de linchamentos e que qualquer descuido pode ser suficiente para sérios problemas. O episódio de hoje serviu para mostrar que eu devo ter mais atenção caso contrário na próxima posso ter problemas mais sérios.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Preço e Preocupações

Uma tragédia imensurável que varre uma cidade do mapa enlameando (literalmente) tudo em seu caminho deixando para trás um rastro de tristeza, sujeira e danos incalculáveis. Pessoas mortas e desaparecidas. Famílias destruídas, sem casas, sem seus animais de estimação, sem ter para onde ir. Populações atingidas, biólogos desolados com o tamanho da tragédia ambiental, pessoas de bom senso chocadas tentando entender o ocorrido em MG e esperando, em vão como sempre, uma atitude firme do Estado defendendo sua população e o "O Globo" mancheta "Acidente em Minas obriga Vale a reduzir produção de minério."
O importante para o editor, jornal, quem decide o que vai para as bancas, o andar de cima é a perda da empresa, as divisas, o dinheiro, a produção. A indústria não pode parar, o desenvolvimento nacional importa mais e é ele o motivo da preocupação. As máquinas estão paradas, a produção comprometida, operário é fácil repor basta um anúncio oferecendo emprego, é preocupante.
A você que considera vândalos quem quebra as vidraças de bancos, que fica chocado com "baderneiros" fechando ruas, defensor ferrenho de projetos desenvolvimentistas e de agilidade nas licenças ambientais sempre prontos a defender a burguesia, donos dos meios de produção, o andar de cima, os feitores que lhe chicoteiam, pense que um dia pode ser você derramando lágrimas enquanto eles pensam apenas em operações aritméticas.

domingo, 8 de novembro de 2015

Chumbo Quente

As pessoas não perdoam mesmo que você peça desculpas por algo que não fez. Você não quis ofender, mas ofendeu dizem os detratores. Não adianta dizer, repetir, falar alto que não teve a intenção o que importa é o fato.
R esta a desculpa vinda em palavras formais ou delicadas. Um aceno de paz, a bandeira branca acenada, um jeito de dizer não briga comigo eu te quero bem. O que adianta? A pessoa é igual uma flor com espinhos ou mais fácil dizer um cacto com água que pode matar sua sede no Saara que está seu coração.
O mastro da bandeira é quebrado em sua cabeça e após um chute no traseiro mandando embora de forma categórica. No meio fio sentado resta àquela vontade de seguir em frente, tem outras pessoas para conversar, há de ter alguém que veja a vida sem precisar distribuir chumbo quente a cada “erro” do outro.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Chocante

Já faz dois dias que eu vi e até agora não me acostumei com tão triste imagem. Tantas vezes compartilhada no facebook em vários ângulos, de perto, de longe, o menino sírio morto virou símbolo de uma crise humanitária, mais uma causada por guerra, política, ambição e outras coisas mais.
Gosto de fotos e curto ficar guardando as que eu encontro na internet. Flagrantes históricos, ídolos, momentos inesquecíveis, fotografar é uma arte, penso, e a fotografia no meu HD é como uma obra de arte que eu aprecio olhar de tempos em tempos. Já são trezentas, quatrocentas, não sei exatamente, vou copiando e colando, deixando arquivada e revisitando também uso o álbum do facebook para que seja um backup e uma forma de dividi-la com outras pessoas.
Quando me deparei com a foto que chocou o mundo não tive coragem de copiá-la ou de compartilhar com alguém aquela cena tão comovente. Talvez um dia eu faça isso, mas até agora não consegui. A imagem é triste, chocante, faz qualquer pessoa se emocionar. Eu me censurei, não compartilhei em lugar nenhum, talvez na esperança de que assim a dor da realidade tão cruamente exposta seja menor.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Diálogo de Surdos

- Ih, rapaz parece que o site Y recebe dinheiro para defender o governo.

- Estou surpreso.

- Agora só falta o site de fulano.

- Esse fala mal do PT.

- Esses esquerdistas são todos vendidos ao governo.

- Aquele site fala mal do PT,

- Vivem as custas do contribuinte,

-  Você lê o site X?

- Eu não vou dá audiência a esses esquerdistas.

- Pois é, se lesse saberia que o site X vive esculachando o PT.

(silêncio)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Stalker

  Escrevo sem revisar (pra variar) e começo pedindo desculpas pelos erros ortográficos e gramaticais que porventura aparecerem por aqui (sempre estão presente. Achando por favor me avisem e eu corrijo). 
  Eu sou uma pessoa adepta do nada saudável hábito de stalkear - aquela olhada no perfil de conhecidos em alguma dessas ferramentas de interação na net - as vezes para passar o tempo, outras para saber algo da vida alheia (sem precisar perguntar) ou outros motivos simplórios e inocentes. E eis que nessa madrugada eu fiz isso e estou até agora com o que estou definindo como uma ressaca moral.
  Digitei o nome de uma pessoa que não está na minha lista de amizades mas eu conheço faz muito tempo e de vez em quando vou lá para saber como anda a sua vida. Logo de cara eu vejo uma postagem com palavras rancorosas, duras, típicas de pessoas que eu prefiro manter distância do meu convívio.
  Quando foi que a pessoa se transformou em uma fã do Bolsonaro? Quando foi que a pessoa agradável e que não não era tão ligada a política se tornou uma anti petista radical? De onde ela tirou tanto ódio ao bolsa família? Eu ficava pensando nisso enquanto tentava achar algo que relembrasse a pessoa legal de outrora, agradável de se conversar, dada a risadas e brincadeiras. 
  Encontrei algumas postagens onde parecia quem eu curti um dia e até hoje ainda nutro carinho mas, o que ficou marcado para mim, foram as palavras rudes em relação a alguns assuntos e, a dúvida, quanto a saber se ela sabe o quanto comprou um discurso de ódio e o replica sem se dá conta disso ou sempre foi assim e eu não percebi.
  O que era uma simples olhada sem compromisso antes do sono aparecer se tornou um show de horrores comigo tendo a sensação de que o passado deve ser colocado em um baú, lacrado e jogado no fundo do mar. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Ataque e Defesa


   Vem o primeiro ataque e fica sem resposta. É um aviso explícito de que é melhor não insistir, não está com vontade de discutir.  O segundo é mais violento não há como deixar de revidar, pensando bem, dá, é possível sim, sempre é possível evitar e como diziam os antigos quando um não quer dois não brigam, mas o revide ocorre de uma forma suave, categórico, sem deixar margem para grosserias. Educadamente tenta dá fim a discussão ou ao menos colocá-la em um nível onde os dois (ou um deles) possam sair pela tangente sem maiores traumas.
Em vez de aceitar o prejuízo a pessoa se faz de vítima. É preciso colocar a culpa no outro, no atacado, pois ele é culpado por ter dado uma resposta, por não ter aceitado a situação.  Recebe outra resposta no mesmo nível da primeira.  Se juízo tivesse deixava como estava e tentava uma saída digna. Já está bem claro que encontrou resistência e foi confrontada.
O terceiro ataque demora e dessa vez vem sem a força anterior, é dissimulado, a pretensão é mostrar o quanto é vítima do não pedido de desculpas, do não reconhecimento da culpa pelos acontecimentos causados e a resposta é dura, deixando margem para grosserias. Se antes o confronto, que se tornou inevitável, foi mascarado para que os danos fossem minimizados, agora já não se tem esse cuidado.
O quarto ataque já é um rompimento de relações. Palavras duras são ditas e mesmo que não seja respondidas no mesmo tom o estrago está feito. O lado atacado já farto de toda a situação responde sendo grosseiro ou de forma breve, não quer mais discutir, sua intenção é terminar logo com tudo e seguir sua vida. Não quer conciliação e não deixa porta aberta para uma. Cansou.
Quem ataca percebe que já não submete o atacado as suas vontades. Vai embora. Não podendo mais impor suas vontades, não tem mais o que fazer.

domingo, 5 de outubro de 2014

Eleições 2014

. Não dá para afirmar nada agora. Vou levar uns dias para digerir tudo isso. Que eleição. Que ano.
. Sério, parem de fazer afirmações sobre junho passado. Está difícil entender algo para que afirmações categóricas sejam ditas a torto e a direito.
. Que comecem a brigar por causa do segundo turno. 
. Essa eleição é daquelas de fazer cientista político largar o emprego e procurar algo mais fácil ou ficarem dias tentando entender o que está ocorrendo no país.
. As pesquisas erraram feio em vários Estados. Que tombo.
. Marina teve um desempenho horroroso. Um dos piores que eu vi.
. O PT preferiu o Aécio no segundo turno. Será que toma um tiro no pé?
. São Paulo colocou Aécio no seg. turno, Serra no senado e Alckmin no governo.
. RJ colocou o Romário no senado. Cesar Maia político experiente perdeu.
. Freixo o candidato a estadual mais votado. Que bom. Merecido.
. Criticar Alagoas por suas escolhas é ignorância. Mas é entristecedor os candidatos eleitos para senador e governo.
. Vão me forçar a sair de casa e votar no seg. turno para presidente. Não esperava isso.
. Sempre é importante a primeira pesquisa de boca de urna do segundo turno. Mas, e agora, como confiar nelas?
. Perder um governo tendo a máquina partidária é para poucos. Se isso ocorrer não culpe o povo, caros petistas. Culpe o PT.
. Jair Bolsonaro é o dep. federal mais votado do RJ. O estado tem salvação quando se sabe que Jean Uilis teve dez vezes mais votos do que o ano passado.

. Garotinho não foi pro seg. turno. O populismo e a cara de pau deram lugar a nomes tão controversos quanto ele.

Eleições Presidenciais

Eleições Presidenciais

94 foi o meu primeiro voto para presidente. Tinha vivido 89 e fiz questão de votar. Até hoje eu mantenho o hábito daquela primeira vez de me arrumar e rumar para a minha seção como se estivesse participando de um momento especial. O clima nas ruas é diferente, a boca de urna, expectativa pela apuração.
Família petista/lulista é claro que todos eles votaram no PT. Eu fui à ovelha desgarrada e por prudência evitei revelar meu voto para os setores familiares mais radicais. Não votei no FHC, votei no real, no fim da inflação, na esperança de que poderia ter uma vida nova. Foi um voto pragmático, desprovido de ideologia e isso é triste, pois com 16 anos as utopias e sonhos devem superar a realidade. Não me arrependo, pelo contrário, acho que foi a melhor decisão que eu tomei.
Em 98 eu pensava que o FH ficando ia tentar segurar o real e essa era uma conquista do Brasil que no meu entendimento deveria ser defendida a qualquer custo. O problema é que ele estava mais preocupado em garantir a eleição e isso mais a compra de votos, aprovação da reeleição, PROER me fez escolher outro candidato.
 Lula eu tinha dúvidas se ia conseguir ou querer manter aquela política econômica que começava a sinalizar algo errado, mas ao mesmo tempo não me deixava acreditar em uma mudança radical.
O fato de o sociólogo vencer no primeiro turno evitou alguma perda de sono tentando decidir meu voto em um segundo turno. Influenciado pelo Gabeira (mais um voto polêmico, pois votar em um maconheiro e viado era motivo de olhares tortos) escolhi o candidato do PV Alfredo Sirkis.
Foi um voto suave digamos assim. Eu não aderia de vez à extrema esquerda onde nunca me senti bem, por birra com a política petista do “quanto pior melhor” eu não votei no Lula e ao evitar o FHC não tive a sensação de ser enganado quando ficou claro que tinha postergado importantes decisões para depois das eleições quase levando o país a pique.
2002 foi à eleição que eu voltei para casa digamos assim. Onde eu reatei com o PT, ou melhor, dizendo vivi o sonho de 89 já sendo adulto.
Minha família e tantos amigos petistas esperavam com expectativa, aquela esperança do torcedor quando sabe que seu time é favorito, mas tem medo de mais uma vez morrer na praia.
É claro que como sempre acontece por aqui tinha gente torcendo contra a seleção para o Lula chegar ao poder (aquela estultice de que ganhando a copa do mundo a Globo o povo vai esquecer-se dos problemas e bla bla bla) entre outras teorias que deveriam ser colocadas em um baú e jogadas no fundo do mar. Até hoje elas estão presentes.
   Se com outros a esperança venceu o medo comigo foi o pensamento de que era chegada a hora do Lula finalmente subir rampa como presidente. Dessa vez estava preparado, discurso afinado, era o melhor candidato e diante da empolgação de amigos petistas me rendi.
   Em 2006 Lula já tinha rompido com parte da classe média e se jogado de vez nos braços do povo. A oposição me fez o favor de escolher o Geraldo Alckmin e isso facilitou a minha decisão de anular no primeiro e ir pra SP no segundo turno. 
   A eleição do Lula não foi lamentada por mim, pelo contrário, comecei ali a certeza que eu prefiro o diabo na presidência a qualquer candidato do PSDB que tenha sua candidatura sustentada por um pensamento retrogrado e segregador. 
  2010 entre o PT e PSDB eu escolhi a Marina. Não sejam tolos de analisar o passado olhando para o presente. A candidata de 2010 não era hesitante, fragilizada e não levava pito de “paxtor” enxerido. Pelo menos eu não lembro. Votei nela por ser uma alternativa a polarização e achei que votaria nela de novo em 2014 até o ano de 2011 quando comecei a ter dúvidas e cheguei ao presente momento tendo a certeza que o despreparo dela para esse ano é inadmissível.
  No segundo turno, sem ter Dúvidas, eu anulei o voto. Tinha certeza que a Dilma ia ganhar e isso me bastava. Se tivesse qualquer risco do PSDB chegar à presidência assim como em 2006 e será em 2014 eu escolheria o PT.
Em 2014 é um voto de ideológico, de quem deseja profundas mudanças no país e não enxerga entre os três principais candidatos alguém que queira tentar.
É preciso colocar em pauta várias discussões, é necessário retirar entulhos autoritários, minorias precisam ter seus direitos respeitados e só quem tem coragem de tentar discutir a sério esses assuntos é à esquerda
É por isso a minha escolha no Mauro Iasi. Se em outros anos eu optei pelo pragmatismo ou por lavar as mãos dessa vez se torna necessário tomar uma posição, exigir mudanças, exigir que os excluídos sejam ouvidos.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

O Gatinho

Eu lembro quando chegou o primeiro deles. Era arredio, me olhava com aquele jeito desconfiado, o apelidei de black bloc ou vândalo por cismar de tentar invadir a minha sala, procurando não sei o que. 
Parecendo eu com certas situações da vida, aparecia, sumia, reaparecia, resolveu ficar de vez por aqui. Comia os restos de jantar ou lanche que o pessoal da noite deixava, alguém do dia passou a trazer ração e a colocar água e ele com os outros foram ficando, fazendo morada no pátio.
 Isso foi no ano passado. Esse ano eu descobri que o primeiro gato era macho e um dos dois que apareceram depois era uma gata, não sei o sexo do terceiro.
Agora escutei um miado e fui lá ao pátio verificar, sei lá, talvez um dos gatos estivesse doente. Vi um gatinho, sozinho, quando me viu, carente correu para os meus pés, se roçando nas minhas pernas, pedindo carinho. Naquele pátio enorme, sem ninguém por perto, imagino o abandono que estava sentindo.

Está aqui ao meu lado, no meu colo, enquanto eu trabalho. Não posso levá-lo para casa, não sei qual será o seu dia de amanhã, mas eu sei o que é me sentir solitário, em um lugar vazio, querendo desesperadamente alguém que me diga “fica comigo essa noite. Não te deixarei só”.

domingo, 10 de agosto de 2014

Aprendi Com Meu Pai

Falar com a boca fechada.

Responder com “hum” a perguntas que eu não quero responder.

Saltar no ponto errado, me perder nos caminhos ou lugares.

Não pedir informação quando estou perdido.

Que se pode ser duro e o coração vulnerável.

Ser grosso sem perder a ternura.

Homem chora.

Nunca admitir que está chorando.

Colocar a culpa na minha mãe quando evidentemente foi eu que errei.

Esquecer onde eu coloquei algo e dizer que tiraram de onde estava.

Falar com alguém olhando para o lado oposto que esse alguém está.

Autismo voluntário.

Ter calma.

Ter calma em momentos tensos.

Não importa quem seja aqui em casa deve ser bem tratado.

Gostar de política.

Assistir o jornal nacional e jornais locais.

Manter a palavra dada.

Ser honesto.

Assumir responsabilidades.