Torcedor se acostuma a viver com o
"se". Se aquela bola entrasse. Se o goleiro não tivesse defendido. Se
o resultado fosse outro. O "se" tortura, faz o torcedor pensar em como tudo poderia ser diferente. Cada torcedor carrega consigo muitos "se",
Torcedor se acostuma com as
tragédias. A perda do título, a eliminação precoce, o vexame inesquecível. O trágico faz parte da história entre o clube e sua torcida.
Torcedor sente medo do seu clube
acabar. Em qualquer fase ruim teimando em durar a preocupação começa. Sua paixão correndo qualquer risco é motivo de temores.
Torcedor entende os outros
torcedores. Brigam, discutem, são maledicentes mas basta acontecer algo mais do
que o futebol para o sentimento comum de tristeza e solidariedade existir.
É só futebol, dizem. Sim, é. É só
futebol. A dor da perda de um título não seria tão grande quanto a essa queda
do avião. Os torcedores catarinenses saberiam disso. Eu sei. Qualquer torcedor
sabe.
E é por ser futebol que a tragédia se
torna mais próxima de cada torcedor. Por cada um imaginar a dor que os
torcedores da Chapecoense estão sentindo. Imaginar porque saber só eles mesmos
sabem.
Mais do que nunca o clichê
"somos todos" é próprio no dia de hoje.
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