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segunda-feira, 9 de março de 2020

Diversionismo Bolsonariano



     Não sou adepto de teorias da conspiração, mas é muito estranho tudo o que aconteceu nessas duas últimas semanas.
     Uma matéria feita a toque de caixa para gerar empatia, em um programa com audiência enorme no final do domingo passado, cometer o erro de contrapor ao doutor Drauzio uma pessoa com crimes hediondos nas costas. Sim, estou falando da entrevista no fantástico do domingo passado e a repercussão dela até ontem quando descobriram os crimes cometidos. 
    Ora, a rede Globo prima pelo seu padrão de qualidade altíssimo e com certeza a produção não mediu esforços para a matéria ir ao ar. Alguém errou feio. Errou? Pois sim. Alguém quis colocar o doutor na “bola da vez” ou oferecer ao Bols e Bolsinhos um motivo para na segunda esquecerem do corona vírus e suas consequências. 
    Tudo conforme manda o manual da direita atual. Um perfil "descobre" e a informação é propagada pela rede. Logo vira uma discussão direita x esquerda com a direita acusando a esquerda e a esquerda acusando a esquerda. 
    Sim, porque esquerdista é igual católico diante da confissão. Adora sentir culpa. Ainda não superaram a eleição do Bols conforme a vontade dos eleitores. Sempre estão procurando uma culpa para ele eleito nessa e em todas as eleições vindouras. 
    Pois então. Domingo de preparação para a segunda, perfil “inocentemente” divulga, é fake e não é, sobe hastag, desce hastag, aquelas cirandas de sempre, aqueles esquerdistas manipulados que pagam de ativistas xingando os ciranderos e a cena é tomada por Rússia e Arábia Saudita em uma treta derrubando o petróleo, as bolsas, as previsões do Mansueto e minha vontade de ler eleitor do esfaqueado. 
    Bols até tentou junto com os seus pautar o debate (ele sempre pauta o debate. Infelizmente) atacando o doutor Drauzio Varela, a Globo e a puta que pariu. Porém para o azar deles, do Brasil, meu e se for seu, eleitor do Bols tomara que você se foda, o mundo hoje viveu um dia caótico com a economia derretendo. 
    Bols precisa governar, gritam, pedem, imploram. Bols precisa tomar providência tentam alertar.
    Bols hoje à noite fala que foi eleito no primeiro turno, mas uma fraude nas eleições o levou para o segundo turno. Mais uma maluquice? Não. Bols precisa ficar falando qualquer merda para quem o aplaude (ainda) enquanto o primeiro ministro Maia tenta fazer algo de útil.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Gados

Político X decretou que cada cidadão tem que comer um kilo de sal por hora. Sem beber água.
Eu - Pqp! Olha esse decreto surreal. Que fdp!
Vocês:
Se o PT não tivesse roubado tanto não precisaria do decreto.

Comer sal é bom. Vocês reclamam de tudo.
Se come sal reclama. Se não come sal reclama. O negócio é reclamar.
Fakenews. A globo é um esgoto mesmo. Não é um kilo de sal. São 999 gramas.
Eu estou disposto a esse sacrifício pelo país.
Aqui no Canadá onde estou vivendo e nem pretendo voltar tão cedo vejo essa medida como benéfica para o país.
Olhando a planilha com números , cálculos, levando em conta que a esquerda jamais pode chegar ao poder novamente, concluo que o consumo de sal vai aquecer a economia.
Católicos do Brasil. A esquerda quer que a gente vire um Chile. Vamos comer sal sim. Comer sal é um dever de todo católico!!!!

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Boa Noite, deputada Tabata

    Boa noite deputada Tabata Amaral.
    Não espero que você leia essas palavras e provavelmente serei ironizado por escrever a você mas eu preciso. Faz tempo que escrever é uma terapia na minha vida e não obstante gostar de ser lido isso não é fundamental. Escrever é.
    Nas tétricas eleições de 2018 ouvi falar de você. Pessoas entre lamentos e resmungos tinham uma esperança de novos quadros. Porém bastou os holofotes burgueses se voltarem para sua figura para que paus, pedras e pedregulhos fossem atirados. Suspeito ter sido pelas mãos de uma esquerda ressentida com a dificuldade de mobilizar corações, votos ou em não obter solidariedade irrestrita para gritar "Lula Livre" por aí. São partes diferente de um grupo só.
     Deputada, eu a defendi e critiquei seus detratores até ontem. Irrefletidamente tentei te defender novamente porém parei quando li novamente o texto aprovado a qual chamam de "reforma da previdência". Não dá. Hoje li alguém noticiando elogios do MBL a deputada. Quando gente da laia elogia algo está muito errado.
     Você (desculpe o tratamento informal) poderia defender uma reforma da previdência de acordo com suas convicções sem votar a favor daquele texto horrendo. Se fizesse isso se manteria fiel aos seus princípios e não seria exposta como foi. E agora? Um vídeo bonitinho, sorrisos e palavras não serão suficientes. Sabe porque? O texto mantém privilégios e alcança desvalidos, pobres e o cidadão comum. Sabe o Pior? Será exposta sem ter culpa da aprovação desse texto enquanto os culpados vão se esconder por aí. Eles foram espertos e você não.
    Do lado de cá eu continuo achando que as críticas em sua maioria são motivadas por ciúmes e o dissenso quanto a sua formação intelectual não deveria ser motivo para tanto. Não me importo com os financiadores da sua educação. Quem dera alguém rico tivesse me visto com potencial (provavelmente nunca tive 30% do seu). Também penso que em terra de Frota e Joyce Plagio eu prefiro mais gente igual a você. Na esquerda? Aqui não é seu lugar. O PDT não é seu lugar. Ali você será um Daciolo no PSOL. Novo? Deveria ser um bom abrigo se o partido não fosse composto de ""liberais""" que mais parecem empresários do início do sec XX. Não me espantaria se em breve um qualquer aventar que os presidentes sejam paulistas ou mineiros alternados.
     Sim, exceto uns poucos amigos vai prestar atenção (acho que nem esses) nessas palavras mas preciso escrever. Sugiro um novo partido social democrata para você. Se não existir faça nascer.
Atenciosamente
Alan.


Obs: Adoro escrever e detesto revisar. Perdoem os erros gramaticais.

domingo, 26 de maio de 2019

Micareta do Bols

Considerações sobre a Bolsomicareta de hoje:
Vi vários cartazes contra o PT. O que me faz ter certeza de algo característico desse (des) governo. Tratam seus eleitores como se estivessem em campanha e seus eleitores aceitam isso.
Também é uma forma de desviar o foco. Quando alguém diz "Queiroz" "Milicia" rapidamente surge um " e o PT!!!!".
Vi que no RJ teve uma organização católica e em SP uma missa para o Bols. Estou curioso pra saber se o padre paulista é realmente um padre católico. Caso seja o clérigo disse que "Bols é um enviado de Deus".
Quanto a organização do Rio talvez estejam defendendo a inclusão da maçonaria no catolicismo ou a duplicidade de batismo.
Quem achou ou teve esperanças que fossem poucas pessoas é tolo ou desconhece a situação geral. Foram os 30% que vão apoiar o Mito até o fim.
Porém, ah porém, Bols precisava de muito mais gente. É difícil se opor a maioria (o congresso sabe disso) mas é fácil se opor ao eleitor do Mito.
Li que a passeata no Rio encheu. Caros não cariocas. Avenida Atlântica é fácil entupir de gente em um domingo. Difícil é tomar a presidente Vargas ou a Rio Branco. Encheu? Sim. Mas não se assustem.
Relatos dão conta que a av paulista foi parecida com o RJ. Encheu porém muito menos do que outras manifestações.
Li um jornalista paulista dizer que "a passeata em SP é a única que importa". Impressionante como alguns ainda pensam o Brasil como se fosse a república do café.
O que fará Bols, bolsinhos e seus robôs pagos por empresários é inflar as manifestações de hoje pra pressionar os outros dois poderes. Eu acho que não vai dá certo.
Bols a partir de amanhã será um governo mais isolado. Suas apostas nos confrontos não estão dando "green". No máximo consegue reduzir perdas.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Não Quero Espaço


Andando por aí olhando as vitrines, pensando na vida, contando moedas e emitindo opiniões pretensiosas, relevantes e necessárias me vejo em uma conversa alheia.
Opiniões daqui, de lá, conversam sobre a esquerda ter que abrir diálogo com religiosos, como fazer, o que foi feito e eu me identifico como um católico moderado não satisfeito com a situação atual. E quem está? Até o motorista só eleitores do Mito estavam, mas aí viraram vidraças de vez, a vergonha chegou forte e agora estão por aí pedindo a Deus pro Sérgio Moro arrumar outra delação premiada do Lula. 
Eis que sou questionado por alguém e me ponho a conversar com a pessoa. Entre outras coisas me cobrou uma posição pública criticando a minha igreja (Deus e vocês sabem quantas vezes fiz isso. Não faço mais por temer uma excomunhão. Até eu conseguir um perdão do papa vai ser tenso. E ainda pretendo receber o sacramento do matrimônio e principalmente a unção dos enfermos né. Vai que estou lá velhinho, morre e não morre cheio de pecados e quero me despedir em paz.).
Informei não me abster das críticas. E não mesmo. Nessa vida exceto o Chico Buarque, Oscar Cox e o Senna o resto eu critico (sim, eu sei. Senna se estivesse vivo votaria 17, seria antipetista daquele "não tive culpa votei no Aécio" e todos seus fãs estariam decepcionados. Mas ele morreu e quem viveu para isso foi o Piquet e o Massa). Também não criticava o Conca, mas aí ele pisou na Gávea, vestiu aquela camisa e isso é uma nódoa eterna.
Disse-me ser necessário combater o discurso religioso radical que causa vítimas. E esse combate é através de performances (lembram daqueles santos destruídos?), exposições, peças de teatro) deveria sobrepor a fé. Se a pessoa mostra, sei lá, uma obra de arte retratando nossa senhora de forma vulgar é necessário apoio, pois é um combate ao radicalismo. Resumindo: Entre um discurso afrontando a igreja e a igreja eu deveria apoiar o discurso. Sorri e respondi não cogitar fazer algo fora do catolicismo. 
E por fim ofereceu espaço na esquerda a religiosos adequados ao discurso esquerdista desde e falou sobre religiosos progressistas. Então eu dei uma risada. Primeiro com essa história de católico ser progressista ou algo do tipo. No seio da igreja podemos nos dividir entre conservadores (tradicionalistas), progressista, carismáticos ou algo assim. Fora dela somos conservadores por exigir assim os dogmas e tradições da igreja. Não é uma opção. É uma obrigação. Eu me considero conservador? Não. Por quê? Isso se tornou uma dessas expressões idiotizadas por imbecis na internet tentando justificar a falta de neurônios ou preconceitos. Porém são óbvias as minhas obrigações para permanecer católico e elas me impõe o conservadorismo em diversos assuntos.
Ah, o espaço oferecido. A isso respondi: Se a esquerda me aceita, bem. Se não tem espaço para mim, amém.
De tudo apenas penso: 2014, 2018 com 2016 no meio. Já deu para perceber o estrago causado. Está dando certo o discurso anti-religioso tratando todos como radicais?
Obs.: Sim, os erros gramaticais existem, mas eu detesto revisar. Caso seja algo constrangedor me diga. Eu edito.


Você é Igual.


28 de janeiro. André Costa, secretário se segurança pública do Ceará, diz em uma coletiva:
- A partir de agora nós vamos oferecer duas opções para os bandidos, a Justiça ou o cemitério.
7 de dezembro (madrugada). O oferecimento de uma das opções causou a morte de seis inocentes. Pai, mãe, filho, cunhado, primo e mais uma pessoa.
7 de dezembro. Camilo Santana (PT) ao comentar a notícia põe em dúvida se eram reféns as vítimas e arremata:
- O fato é que estavam preparados para assaltar dois bancos e não conseguiram assaltar nenhum.
Raul Jungmann é taxativo.
- Tragédias como essa acontecem.
E você que leu isso não é muito melhor do que o governo petista ou o ministro do Temer. Não, não é. Você defende essas barbaridades, você diz que toda guerra tem vítimas, você dá piti todos os dias chamando de mimimi as lágrimas de mães e pais perdendo seus filhos, você acha que nunca vai acontecer com você. O empresário ao buscar parte da sua família no aeroporto nunca imaginou também.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Eleitores

- É, vamos perder mais direitos.

- É necessário.

- Penso que não.

- Eu já perdi vários e estou aceitando para um bem maior.

- Fui muito prejudicado.

- Eu também e serei muito mais.

- Na relação Estado x povo o segundo vai sofrer demais.

- Eu sei disso.

- Você realmente acha que quem é parte da elite fará alguma mudança que beneficie o coletivo?

- Votei nele por isso. Tenho essa esperança.

Nesse momento eu fiquei olhando o horizonte e chorando lágrimas inúmeras.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O Ano Que Não Terminou


Era uma vez o ano de 2013 e os seus palcos para que cada grupo gritasse contra o PT. Foi uma festa da democracia burguesa cantada em verso e prosa na internet e mostrada pela televisão. Até eu me emocionei com aquela massa na Rio Branco parecendo o despertar de um povo. Ah, Jesus Cristo, como fui tolo ao acreditar em qualquer tipo de despertar por essas bandas.
Estava lá a velha esquerda com suas pautas e bandeiras. Mas esses, velhos conhecidos e temidos, foram rechaçados por espertos bradando "sem partido" e "somos apartidários".
Também estavam lá liberais e conservadores. Os primeiros ansiosos por serem ouvidos, trazendo a boa nova (não tão nova, é claro) do liberalismo que na década de 90 tinha sido caluniado e xingado através do "neo" liberalismo (aka FHC). Os segundos viram naquele carnaval popular as chances de parar as mudanças do mundo moderno, as pautas progressistas, toda a velocidade das mudanças no mundo.
O carnaval acabou e emergiu o que se convencionou chamar de "a nova direita". Vivas! Agora o marxismo cultural (seja lá o que é isso) será combatido! Gritaram bem intencionados e garotos que hoje em dia se candidatam enquanto podem ser ouvidos. E apareceram velhos nomes mais conhecidos por pertencerem ao lumpem (Olavo, Eduardo Bueno) e novos nomes em busca da ribalta.
O tempo passou e grupos apolíticos foram se mostrando uma quadrilha de trambiqueiros. O antipetismo sustentou os conservadores, mas suas pautas conservadoras foram seqüestradas por gente da pior espécie e os liberais tiveram que lidar com representantes tão conservadores quanto quem os repele.
E porque eu escrevo tudo isso dirão vocês? Ah, por ficar olhando a banda passar vendo conservadores repelindo quem hoje em dia pauta os conservadores brasileiros. Por ficar olhando liberais repelindo quem pauta os liberais brasileiros.
E vocês desesperados gritarão: Alan, os votos, Alan, os votos!!
E eu respondo: Esses são o resultado da propaganda bem feita. Frutos de um trabalho bem feito de quem ganha dinheiro com marketing.
2013 é um longo ano. Será que também não acabará igual ao 1968 do Zuenir Ventura?

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A Esquerda e o Mito

      Volta e meia eu me deparo com afirmações que começam a ser esgrimidas como se fossem verdades. A da hora é: A esquerda vai eleger o Mito.
Por anos a TV levou as salas brasileiras programas policiais com seus discursos de ódios e apologia a violações dos direitos humanos. O país nunca lidou bem com seu passado recente. Por anos o superpop, Ratinho, CQC impulsionou o mito dando a ele um espaço que o candidato soube aproveitar. Por fim a campanha é bem estruturada e atuante na internet.
Levando tudo isso em conta eu também gostaria de apontar o que irá eleger o “mito” caso isso ocorra. Vamos aos motivos:

     20% de voto no momento atual. Não me venham com “não concordo com tudo, mas...”. Votam nele porque ele representa o que pensam. Tem-se algo honesto no “mito” é que ele não esconde sua forma de pensar. Não faço juízo de valor quanto a esses pensamentos. Cada um sabe de si. 

   Liberais que rifaram seus valores na ânsia de derrubar o PT, por favor, incluam entre os culpados. Helenas e Mansuetos acharam que eram uns poucos malucos pedindo intervenção democrática e só. Agora estão desesperados com a possibilidade do tucano não conseguir alçar vôo. 

   Grande jornal que deu espaço para Constantinos e Kins também coloquem como culpado. Esses dois mais outros tiveram espaços generosos em revistas, jornais, para expressar as mesmíssimas idéias do Mito. 

     Por fim tem a esquerda internética demorando tempo demais para perceber ter sido usada como escada enquanto pensava está militando virtualmente.

     2013? Não meto a mão nesse vespeiro. Não vou incluir entre os culpados. 
Sendo assim atrás de “a esquerda vai eleger fulano” tem um petista magoado, liberal com amnésia ou um militante da extrema direita. Os três a 80 km/h se preparando para quando o bebe de Rosemary nascer ficarem se apontando. E quem vai ninar? Bem, senhores....

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Política Brasileira em Atos

Ato 1: Candidato conservador nos costumes, liberal na economia (risos eterno) e que trabalha saiu da disputa.

Ato 2 Candidato é rejeitado três vezes quando abriu o tinder e deu match em vice presidente.

Ato 3 - Candidato conquista o apoio do "Centrão" que nada mais é do que a direita pura, direita raiz, direita toco y me voy. Será o representante de todos aqueles que causaram essa catástrofe que foi o governo Temer. Incluso eleitores com camisa amarela.

Ato 4 - Candidato que cortejava parte da esquerda e acenou pro Centrão ficou naquela: Estava conquistando uma menina progressista, se engraçou com uma conservadora e pode ficar sem as duas.

Ato 5 - Candidata continua jogando taticamente naquela posição que a torcida não vê sua importância (ironia).

Ato 6 - Candidato preso e capaz de ganhar a eleição tenta continuar candidato. Apesar de amordaçado por vias legais.

Ato 7 - Sem o candidato 1 e com o candidato 2 necessitando desesperadamente da internet várias pessoas/perfis ressuscitaram uma pauta popular.
E estão colocando em prática o que testaram antes no caso do museu por exemplo.
Sim, amiguinhos de esquerda, progressistas e demais pessoas do "bonde". Vocês foram usados no ano passado. E agora estão usando os testes que vocês fizeram para parte e vão usar cada vez mais.

O que vem por aí? O candidato que defende o legado Temer tentando tomar eleitores do candidato das fake news. Enquanto eu acendo uma vela e peço para aguentar mais um pouco de destruição.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Eventos no Face e a Greve dos Caminhoneiros

Eu me amarro nesses eventos da internet que geram vários posts longos. A greve dos caminhoneiros foi o último deles. Eu consigo categorizar assim:


1) Texto de quem tem proximidade ou faz parte do acontecimento. É uma análise (impossível não ser enviesada?) com informações que a grande mídia não mostra. Eu curto muito quando corrobora o que eu penso (sempre me sinto inteligente nessa hora).


2) Texto de quem não tem proximidade mas acha que tem. Aquele seu amigo antropólogo que fez etnografia em uma suruba e por isso discorre sobre todo tipo de putarias. Eu até consigo respeitar, leio o texto mas sempre pensando: Não sabe da missa o terço (sim, sou velho e adoro ditados populares).


3) O texto com tom professoral destinado a enganar incautos.O evento é a segunda peste negra arrasando cidades? Basta usar termos técnicos, buscar na literatura médica algo que embase (a maioria dos leitores não é médico então não contesta) e rechear com clichês (nesse caso corre o risco de ser identificado. Mas quem se importa?).


4) Texto do desesperado porque o evento abalroa sua narrativa (palavra da moda. Eu me amarro nela. Percebam como tudo fica mais sofisticado quando em vez de argumentos você fala "narrativa"). A pessoa tenta de todas as formas dá uma alento aos seus eleitores tipo: Usem isso nas discussões. Não deixem eles com a palavra, catzo.


5) O texto que é número 3 ao contrário. O evento é perfeito para avalizar seus argumentos. O faceboquiano ou tuiteiro se sente a vontade, aponta o dedo, diz que avisou, mostra dados e depois só espera os compartilhamentos. Chegam a mim com uns 2000 compartilhamentos e 7.000 likes.


6) O texto que vale a pena. A pessoa é sensata, conhecedora do assunto, não recorre a clichês, senso comum ou uma redação digna de colunista de quinta em sites obscuros. A leitura é prazerosa e eu discordo ou concordo ao final. Ensina ou faz pensar.


7) O texto que compartilham nos grupos do whats. Geralmente são apócrifos. Deve ser vergonha de assinar.


8) E esse tipo de texto. Escrito porque eu estou tentando me distrair após um dia estressante e queria algo para postar no meu blog.
Provavelmente se enquadra em alguns dos itens citados. Com louvor.


Obs: Considero revisão de texto um trabalho merecedor de remuneração. E escrever abobrinhas uma diversão. Por isso não reviso e fica evidente minha gramática precária.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Lula, Moro e o Encontro.

Moro: Lula, tudo certo pra amanhã?

Lula: Claro que sim. 17 horas né?

Moro: Pode ser mais cedo. Estou disponível o dia todo.

Lula: É que tem um churrasco dos amigos. Fizeram questão de eu ir. Vou passar primeiro.

Moro: Ah sim. Então. Até 17 horas eu estou aqui. Qualquer coisa você me manda um whats.

Lula: Deixa comigo. A PF pode me dá um bonde? Desde aquela treta do triplex fiquei sem um puto no bolso.

Moro: Claro que sim! Eles podem te pegar aí ou você aparece.

Lula: Já é.

Final do dia.

Moro: Lula, já são quase 17 horas. Qual vai ser?

Lula: Rapaz, a festa aqui tá boa pra caralho. Churrasco arregado, cerveja pra caramba. Olha, que sexta.

Moro: Ok, e o nosso compromisso?

Lula: Então, isso que eu ia te falar. Tá maior festa aqui, tá ligado. Maior festão mermo.

Moro: Hã.

Lula: Não vai dá pra eu aparecer não.

sexta-feira, 30 de março de 2018

O PT e os Conservadores


Fundado por uma elite intelectual junto com sindicatos e tendo em seu maior nome um sindicalista nordestino com fama de analfabeto. Assim foi o PT na primeira eleição presidencial  pós democracia e durante os anos vindouros.
Três  eleições (para presidente) perdidas por diferentes motivos e os petistas perceberam a necessidade  de ir para o centro apostando em um discurso conciliador permitindo os votos da classe média  reacionária e empresários.  Uma conciliação de classes reunindo os interesses de todos em um guarda chuva ideológico e econômico. Para uns a esperança de finalmente chegar ao poder  alguém distante das oligarquias e para outros somente a certeza e promessa de que nada ia mudar na esfera econômica.
O PT em 2002 não oferecia riscos somente esperanças para muitos e certezas para outros.  Conservadores desgastados com Fernando Henrique tendo de Lula  e o PT a impressão de poucas mudanças na economia  e na sociedade se sentiram a vontade.  Podiam permitir a eleição do eterno sindicalista.
Ocorre que no governo PT o mundo mudou e é claro o Brasil não ficou de lado.  A revolução tecnológica trazendo consigo a internet, novos aparelhos eletrônicos e principalmente “voz” ou amplificação de “voz” permitindo uma procura de representatividade foram partes dessas mudanças.
Gays e suas pautas (legítimas), feminismo, liberação das drogas começaram a ser discutidos e em alguns casos com pequenas vitórias (cotas no ensino superior, redução da miserabilidade, etc.).  As barreiras são grandes, mas os avanços são inexoráveis e por mais que tentem deter a cada dia algo muda (para melhor).
A economia permaneceu estável e causando melhoras em todos os extratos sociais.  O poder de compra, aumento real do salário mínimo, acesso aos bens de consumo fazia do “barbudo” um “sapo” palatável tal qual tinha dito o Brizola e não a toa permitiu sua reeleição, porém já em  2006 era possível notar o crescimento do antipetismo  e da resistência conservadora aos novos “ventos”.
Quando um conservador diz “votei no PT” e hoje destila seu ódio é por culpar o partido por essas mudanças. Ele vê na militância do PT, seus eleitores e políticos os causadores  dos seus incômodos. E joga o PT pra esquerda ora chamando de comunista ora chamando de esquerdista ou associando  pautas progressistas a “esquerdismo”.
Não é difícil perceber  a agressividade de muitos quando eu falo que o PT não é de esquerda. Admitir isso é admitir que o centro aceita essas mudanças, é admitir que pautas sociais sejam demandas de qualquer um desejando melhorias e mudanças. 
E como eles reagiram? Com o recrudescimento do antipetismo  e procura por candidatos representando seus pensamentos e defesas do status quo.
Por aí não é difícil encontrar quem se diga liberal na economia e conservador nos costumes (até presidenciável usa esse discurso) ou se dizendo de centro “embora concorde com muitas pautas defendidas por candidato X”.
E quais são as pautas defendidas? Aquelas responsáveis por resguardar os privilégios. O antipetismo dedicado de muitos conservadores encastelados em cargos públicos  ou em suas “ilhas” é no fundo não admitir as mudanças no mundo. É falar aos quatros cantos sua ojeriza a corrupção, mas não se importar muito com candidatos de outros partidos. É nunca perdoar as mudanças comportamentais e culpar a esquerda por elas. É uma tentativa desesperada de preservar valores conservadores que em 2002 não estavam em risco com a eleição do Lula. É mentir dizendo ter sido “enganado” no primeiro mandato do Lula.


quinta-feira, 15 de março de 2018

Presente


   “Caralho, fuzilaram a Marielle”.
    Olhei o whatsapp e estava essa mensagem. Estava falando no telefone e fiquei desnorteado. Só sabia repetir “Mataram a vereadora”. Só conseguia pensar que ela foi meu voto, minha voz, a esperança de dias de melhores.
    Calaram a minha voz, a de favelados, negros, a de quem tenta resistir. E calaram com uma brutalidade tão grande que eu, acostumado com a violência de todos os dias, fiquei tonto.
    Nessas horas a primeira reação é desabafar na internet. Escrever a dor, lamentar a perda, gritar para que nos ouçam. Porém evitei. Vários iriam fazer isso, pensei. Eu vou evitar.
    Tonto, tentando me situar, escrevi uma pequena nota de pesar e postei um print do Emicida.                 Respirei fundo e me preparei para a escória sempre a espreita.  Não tardou e começou a aparecer os primeiros relativizando e esses dediquei meu desprezo. São merecedores disso.  Também desprezei quem do “lado de cá” preferiu disputar “lugar de fala”, dá carteiradas raciais, tratar a execução de uma vereadora oriunda da favela como se fosse uma vereadora negra somente.
    Marielle era negra, era mulher, era favelada, era socióloga, era a resistência e a voz de muitos que a fizeram ser a quinta mais votada na cidade. Não merece ser reduzida para que militantes possam erguer suas bandeiras e bradar tolices.  Também não merece que seu fim brutal sirva para trates, vermes, cidadãos com falhas no caráter usem como contraponto as suas opiniões infelizes.
     Se há algo que uma mártir dos direitos humanos merece é luta, resistência, coragem.
Marielle Franco foi calada com tiros que até agora estão estrondando pelo Brasil afora. Sua luta não pode ter fim.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Conversando com liberais


Nas minhas andanças pela internet volta e meia me vejo em discussões acerca de modelos econômicos e sociais.
Sou um defensor do bem estar social como uma forma de minimizar os efeitos (ruins) do capitalismo e é claro que os melhores exemplos são os países europeus.
Volta e meia intentando achar uma contradição no meu pensamento lido com liberais (liberais não. Brasileiros preocupados em garantir seus privilégios) e ocorre o seguinte diálogo:

- Eu topo trocar o modelo brasileiro pelo norueguês.

- Opa, estamos juntos!

- Vamos começar com a parte liberal do modelo.

- Hum. Entendo.

- E vamos avançar no liberalismo do modelo!

- Hum. Estou escutando.

- Aí a gente avança mais no liberalismo.

- Olha só... Tipo...

- O que?

- E a parte da proteção estatal e tal.

- O que tem?

- O modelo social democrata tenta conciliar o liberalismo com uma forte proteção social né?

- Ah sim.

- E então?

- O que tem?

- A parte da proteção social, cara.

- Primeiro o liberalismo! Depois o resto vemos como fica.




quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O Julgamento

Há necessidade de escrever algo sobre o julgamento do recurso. Criei esse blog para escrever sobre esses momentos brasileiros. Mas estou cansado e pouco interessado sobre o assunto.
O que consigo pensar e festejar é o fato esse julgamento ser antes do carnaval é que não vou aturar os intelectuais de facebook com:
- Carnaval é a alienação do povo.
- Escola x foi campeã para tirar o foco do que acontece em Brasília.
- Marcaram o julgamento para essa data porque o povo fica preocupado com carnaval.
- Enquanto vão para os blocos os políticos estão te roubando.
E ainda existe aquele que é meu maior medo. Surgir outro vídeo de uma loirinha jornalista falando cretinices. Última vez que isso aconteceu eu fui achincalhado por "progressistas" embevecidos com tamanha sapiência.
O tempo passou, o Brasil desintegrou e descobriram que a loirinha não curtia muito os "manos".
Até hoje há quem se esqueça disso.

domingo, 29 de outubro de 2017

Lula e o Editor



- Lula lidera com folga. O que devemos fazer editor?

- Coloca aí que a liderança é dividida com o fulano.

- E o que colocamos se supostamente o Lula sair da disputa?

- Destaque que os votos vão pra fulano.

- Mas porque, editor?

- Pense comigo. Precisamos mostrar que o Lula tem um oponente forte, correto?

- Sim, correto.

- E precisamos mostrar que os votos deles vão pra um contestado. Assim a gente consegue colocar medo em quem está indeciso.

- Tudo isso enquanto não aparece um moderado, conciliador, defensor dos valores morais né?

- Isso! Precisamos igualar os dois polos para mostrar que existe uma alternativa no centro.

- Hum, entendi. E enquanto esse moderado não aparece. O que podemos fazer?

- Fale de homens pelados no museu.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Obrigado, Aecio.



Não aceitou a derrota deixando crer que a eleição merecia legitimação.

Se juntou a Lobões, lobinhos e demais francamente raivosos.

Deu palanque para quem sempre desejou a volta da ditadura, a destruição da democracia, o retrocesso e repressão das minorias e desassistidos.

Entrou com uma ação para a cassação da chapa só para depois protelar e permitir que o vice (então presidente empossado) fosse salvo.

Se juntou a Eduardo Cunha uma das piores figuras da câmara.

Implodiu a república ao colocar o impeachment em uma estrada sem volta.

Foi arrastado pelo mar de lama e de favorito em 2018 virou um estorvo.

Se tornou um pária político.

Abriu mão de qualquer escrúpulo para se salvar arrastando parte do PSDB para perto do Temer. Hoje mais uma vez foi salvo pelo congresso a um preço que será pago pelo Brasil mais caro ainda.

E nessa caminhada tornou viável as demandas de ruralistas, jogou o Brasil no obscurantismo, destruiu as instituições, ajudou na destruição da CLT, permitiu aumento da repressão, deixou o Brasil de referência positiva a referência negativa no combate ao trabalho escravo e muito mais.

domingo, 3 de setembro de 2017

Dória por aí. O prefeito viajante.

- Boa tarde eu gostaria de um minuto da sua atenção.
- Desculpe-me estou indo trabalhar. Não posso parar.
- É rapidinho. Uns minutos apenas.
- Eu realmente estou com pressa. 
- Você já ouviu falar da ONG por um Brasil sem corrupção?
- Não.
- Então, esse é um movimento apartidário que visa combater a corrupção no Brasil.
- Sei.
- E sendo um movimento apartidário precisamos de contribuições voluntárias para a compra de materiais, carro de som...
- Olha, eu realmente estou com pressa.
- Você pode nos achar na nossa página do facebook e...
- Ok, eu procuro lá. Passar bem.


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Guerra dos Engravatados

Em uma guerra baixas de inocentes são inevitáveis.
Em uma guerra baixas de soldados são inevitáveis.
Em uma guerra a tortura é justificável (vide Guatanamo).
Em uma guerra as execuções são justificáveis.
Em uma guerra os direitos humanos são postos de lado (vide guerra ao Terror com Guatanamo).
Em uma guerra o confronto é inevitável.
Em uma guerra o genocídio é inevitável (vide Hiroshima).
Admitir que o caos no Rio de Janeiro é uma guerra civil é também admitir que medidas drásticas devem ser tomadas. E quem sofre com essas medidas? É admitir o inevitável quando precisamos urgentemente do evitável.
Assim como muitos irmãos uso o termo "guerra" em determinadas situações mas não nos deixemos enganar: Quando os "lá de cima" falam isso implicitamente estão nos colocando diante do "inevitável". E sabemos bem quem são as vítimas inevitáveis das "guerras" que eles declaram cotidianamente.