Era uma vez o ano de 2013 e os seus
palcos para que cada grupo gritasse contra o PT. Foi uma festa da democracia
burguesa cantada em verso e prosa na internet e mostrada pela televisão. Até eu
me emocionei com aquela massa na Rio Branco parecendo o despertar de um povo.
Ah, Jesus Cristo, como fui tolo ao acreditar em qualquer tipo de despertar por
essas bandas.
Estava lá a velha esquerda com suas
pautas e bandeiras. Mas esses, velhos conhecidos e temidos, foram rechaçados
por espertos bradando "sem partido" e "somos apartidários".
Também estavam lá liberais e
conservadores. Os primeiros ansiosos por serem ouvidos, trazendo a boa nova
(não tão nova, é claro) do liberalismo que na década de 90 tinha sido caluniado
e xingado através do "neo" liberalismo (aka FHC). Os segundos viram
naquele carnaval popular as chances de parar as mudanças do mundo moderno, as
pautas progressistas, toda a velocidade das mudanças no mundo.
O carnaval acabou e emergiu o que se
convencionou chamar de "a nova direita". Vivas! Agora o marxismo
cultural (seja lá o que é isso) será combatido! Gritaram bem intencionados e
garotos que hoje em dia se candidatam enquanto podem ser ouvidos. E apareceram
velhos nomes mais conhecidos por pertencerem ao lumpem (Olavo, Eduardo Bueno) e
novos nomes em busca da ribalta.
O tempo passou e grupos apolíticos
foram se mostrando uma quadrilha de trambiqueiros. O antipetismo sustentou os
conservadores, mas suas pautas conservadoras foram seqüestradas por gente da
pior espécie e os liberais tiveram que lidar com representantes tão
conservadores quanto quem os repele.
E porque eu escrevo tudo isso dirão
vocês? Ah, por ficar olhando a banda passar vendo conservadores repelindo quem
hoje em dia pauta os conservadores brasileiros. Por ficar olhando liberais
repelindo quem pauta os liberais brasileiros.
E vocês desesperados gritarão: Alan,
os votos, Alan, os votos!!
E eu respondo: Esses são o resultado
da propaganda bem feita. Frutos de um trabalho bem feito de quem ganha dinheiro
com marketing.
2013 é um longo ano. Será que também
não acabará igual ao 1968 do Zuenir Ventura?
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