Londres 2012
E essa série chega
até a Inglaterra em 2012 para a última olimpíada que eu assisti (se Deus quiser
até essa sexta feira). Desde a Coréia até a Inglaterra são lembranças que trago
comigo como se fosse um álbum de fotos que às vezes folheio para matar a
saudade.
Futebol é mais do que
um esporte, costumo dizer isso, portanto a maior celebração esportiva são os
jogos olímpicos e é nele que deixo de lado todos os dias dedicados a uma religião
(aka futebol) para curtir todos os esportes. Ou melhor, quase todos. Golfe não
desperta a mínima vontade mesmo nesses dias.
Londres, de forma
eficiente, organizou a sua olimpíada e apesar de problemas na reta final foi um
sucesso e teve a única festa de
despedida que eu realmente prestei atenção. A próxima era no Rio de Janeiro e a
entrega da bandeira iniciou a contagem regressiva que finalizará em breve.
Enquanto por aqui no Brasil ainda discutiam se
deveria ter ou não copa/olimpíada e Dilma começava a fazer parte do seu
processo de destruição o Fluminense surrava seus fregueses de sempre e campeão
estadual começava a ser campeão brasileiro e estava cada vez mais evidente o
desastre que seria a eleição do congresso nacional. Só não viu quem não quis,
ou melhor, quem se preocupava com tolices enquanto espertos angariavam votos.
Londres foi o palco
de medalhas muito especiais. O jamaicano Usain Bolt com toda a sua simpatia fez
da capital inglesa seu palco tornando-se o primeiro atleta, no atletismo,
bicampeão olímpico nos cem, duzentos e revezamento quatro por cem conquistando
seis ouros consecutivos nessas provas. Acho que não é exagero dizer que o mundo
parou para assistir. Michel Phelps conseguiu
sua vigésima segunda medalha em Londres se tornando o maior atleta da
historia das olimpíadas. Nas piscinas inglesas ganhou
medalha de ouro no 4x100m medley, 200m medley, 100m borboleta 4x200m medley e duas medalhas de prata no 4x100m livre e nos 200m borboleta.
Tanto o nadador quanto o velocistas são daqueles atletas que eu torço para que
algum dia não se descubra nada desabonador.
Yane Marques foi aquela típica história brasileira
que envolve superação, ineditismo, uma medalha muito comemorada e emocionante.
Bronze no pentatlo moderno, no último dia dos jogos serviu para que eu fechasse
o ciclo e começasse a pensar no que estava por vir. O ouro em Pequim, conquistado pelas mulheres de
voleibol de quadra não foi suficiente,
era necessário exorcizar o fantasma russo definitivamente. Quartas de finais, vôlei
feminino, Brasil e Rússia, e dessa vez quem virou o jogo foram às brasileiras.
Na final contra as americanas perdeu o primeiro set e depois foi impecável.
Bicampeãs olímpicas e definitivamente calando a boca dos críticos e/ou vira latas
que abundam por esses lados.
Além
dessa medalha eu lembro com carinho do ouro no judô e prata na natação no
primeiro dia. Foi uma surpresa agradável um começo tão bom. Pena que a
expectativa de uma participação melhor foi frustrada pela realidade brasileira.
Conseguimos três ouros como em outros jogos.





