Pequim 2008 chegou para suavizar a tragédia
esportiva ocorrida com o Flu um pouco antes.
A vida não estava lá muito fácil e como desgraça pouca é bobagem vivi
aquela decepção arrasadora. Nesse cenário a chegada dos jogos olímpicos veio a
calhar para melhorar o astral.
Devido a violações dos direitos humanos a
candidatura chinesa sofreu duras críticas e ameaças de boicote. Como nesse
mundo capitalista quem fala alto é o dinheiro não foi adiante e os jogos
ocorreram sem problemas políticos.
Pequim é a olimpíada da volta por cima do
vôlei feminino tantas vezes chamadas de “amarelonas” devido à freqüente
derrotas. A medalha que eu esperei em 1996 e 2000 vieram quando não acreditava. Uma agradável
surpresa. Na piscina Cesar Cielo me
esperou chegar esbaforido ao trabalho para nadar e chegar a vitória. Explico,
trabalhando de madrugada eu saltei do ônibus e tentei chegar rapidamente até o
prédio onde tinha uma TV. Mal entrei na sala e a prova estava para começar.
Além dessas duas Maurren Magi conseguiu
superar uma suspensão de doping e ser a primeira mulher medalhista no
atletismo. Depois de um longo jejum esse esporte voltava a ser ouro. Lembro-me
que tentei ficar acordado para assistir a prova sem ter muita esperança de
medalha, mas a atleta brasileira saltou de forma espetacular. E eu esperando os
outros saltos. A cada marca o que era apenas uma torcida despretensiosa passou
a ser esperança de medalha que se transformou em esperança de medalha de ouro.
O último salto da sua concorrente foi muito bom e por uns instantes ficou o
suspense até a confirmação. É a melhor lembrança de Pequim.
Se em 2004 as redes sociais ainda não eram
tão populares e a internet não fazia parte da minha vida nessa eu assisti
“conectado” e me arrependi. A babaquice dos brasileiros me fez prometer que
doravante em época de olimpíada eu iria evitar o máximo possível interagir. Fiz
em Londres e pretendo fazer agora. Os jogos merecem essa atenção.

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