quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Pequim 2008

Pequim 2008 chegou para suavizar a tragédia esportiva ocorrida com o Flu um pouco antes.  A vida não estava lá muito fácil e como desgraça pouca é bobagem vivi aquela decepção arrasadora. Nesse cenário a chegada dos jogos olímpicos veio a calhar para melhorar o astral.
Devido a violações dos direitos humanos a candidatura chinesa sofreu duras críticas e ameaças de boicote. Como nesse mundo capitalista quem fala alto é o dinheiro não foi adiante e os jogos ocorreram sem problemas políticos.
Pequim é a olimpíada da volta por cima do vôlei feminino tantas vezes chamadas de “amarelonas” devido à freqüente derrotas. A medalha que eu esperei em 1996 e 2000  vieram quando não acreditava. Uma agradável surpresa.  Na piscina Cesar Cielo me esperou chegar esbaforido ao trabalho para nadar e chegar a vitória. Explico, trabalhando de madrugada eu saltei do ônibus e tentei chegar rapidamente até o prédio onde tinha uma TV. Mal entrei na sala e  a prova estava para começar.
Além dessas duas Maurren Magi conseguiu superar uma suspensão de doping e ser a primeira mulher medalhista no atletismo. Depois de um longo jejum esse esporte voltava a ser ouro. Lembro-me que tentei ficar acordado para assistir a prova sem ter muita esperança de medalha, mas a atleta brasileira saltou de forma espetacular. E eu esperando os outros saltos. A cada marca o que era apenas uma torcida despretensiosa passou a ser esperança de medalha que se transformou em esperança de medalha de ouro. O último salto da sua concorrente foi muito bom e por uns instantes ficou o suspense até a confirmação. É a melhor lembrança de Pequim.
Se em 2004 as redes sociais ainda não eram tão populares e a internet não fazia parte da minha vida nessa eu assisti “conectado” e me arrependi. A babaquice dos brasileiros me fez prometer que doravante em época de olimpíada eu iria evitar o máximo possível interagir. Fiz em Londres e pretendo fazer agora. Os jogos merecem essa atenção.


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