quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Atenas 2004

Atenas 2004
Após perder a disputa para Atlanta em noventa e seis finalmente os jogos olímpicos voltaram a sua casa, o lugar onde tudo começou e que, apesar de ter se transformado em negócio, ainda tem algo romântico na sua alma. Atenas foi à escolhida para sediar a olimpíada em 2004 e tornou ao lado de Atlanta os jogos olímpicos que eu mais gostei de assistir.
Esse ano foi um dos melhores da minha vida, apesar de algumas dificuldades, eu estava seguindo um caminho prazeroso então não é surpresa que os jogos olímpicos desse ano tenham sido parte dele. Enquanto eu estava bem, o Flu passava mais um ano sem títulos apesar de ter um patrocínio invejável, o PT enfrentava o escândalo do mensalão e  o ocidente vivia um novo tipo de terrorismo, com motivação religiosa, atingindo civis e não sendo cometido por um Estado ou grupo ocidental com ideologia política. Não podia adivinhar que o atentado ao WTC em 2001 e os outros posteriores eram o ovo da serpente para algo pior que estava por vir.
Não vale a pena lembrar fracassos, é maldade com atletas, e a escrotice dos brasileiros com isso é irritante, mas um eu lembro com prazer. O vôlei feminino ganhava com tranqüilidade da Rússia no quarto set e de forma inacreditável perdeu o jogo. Foram chamadas de amarelonas, sofreram críticas e vítimas de deboche. Demoraria um pouco para esse fantasma ser exorcizado definitivamente, mas aí é outra historia.
O Brasil nesses jogos ganhou 5 medalhas de ouro, uma delas, a do Rodrigo Pessoa só foi dada um ano depois devido a um caso de doping. Pessoa que quatro anos antes era favorito e fracassou terrivelmente conseguiu de maneira dramática a medalha de prata. O último percurso eu assisti com o coração na boca enquanto cavalo e cavaleiro davam a volta por cima.
Tendo um time espetacular do vôlei, franco favorito, eu comecei a ter certeza da medalha dourada em uma partida contra a Itália, na primeira fase, ganhando  um tie breake que passou dos trinta pontos. Depois foi demolindo seus adversários até a glória final.  Um time inesquecível.
Das minhas muitas lembranças boas também tem a medalha de bronze do Vanderlei Cordeiro de Lima  e sua entrada  no estádio olímpico na prova mais nobre do atletismo sendo aplaudido pelo público.

Era para ser a sexta medalha de ouro brasileira, eu estava acompanhando na TV, quando um imbecil o jogou no chão. Graças à ajuda de um grego voltou à prova e como eu torci para que ele recuperasse a concentração e conseguisse ao menos o bronze. A última medalha brasileira foi o ato final para que essa olimpíada se tornasse especial.

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