sexta-feira, 29 de julho de 2016

Seul 88

1988. O mundo dividido por uma guerra fria sentia medo de uma guerra nuclear enquanto por aqui a inflação inclemente ignorava os “pacotes econômicos”. Collor ainda não tinha passado de “aventureiro” para “caçador de marajás”, Fluminense começava o seu jejum e a seleção olímpica contava com um jovem atacante indisciplinado chamado Romário.
Entre gibis, internação, cirurgia e futebol esperei ansioso a olimpíada de Seul. Tinham me dito que era um espetáculo esportivo e eu não esperava menos do que isso. Não me decepcionei. Acho que é uma das poucas coisas que eu lembro: Era tão sensacional quanto eu imaginei por longas noites ansiosas.
Minhas lembranças dessa primeira olimpíada que eu vi são:

O doping do Bem Johnson foi o que mais me marcou até hoje. A imagem dele vencedor após a prova de velocidade e depois a descoberta o marginalizando é "pesada" demais. 
Aurélio Miguel conquistando o ouro eu não Me lembro de praticamente nada. Procuro o vídeo com essa luta e com narração brasileira. Pago com gratidão.
Sei que acordei quando a luta estava para começar, logo depois do pódio fui pra rua e um idoso debochava da conquista (tão atual esse comportamento. Infelizmente).
E foi nessa olimpíada que surgiu uma certeza  levada comigo  até 94. “Se for pros pênaltis Taffarel garante”. Esses dias revi a decisão por pênaltis contra a Alemanha. Lembrava do goleiro defendendo um pênalti no tempo normal. Não lembrava quantos ele defende na disputa. Nem lembrava mais que o Galvão Bueno tinha narrado.  
A medalha de prata foi uma decepção imensa. Brasil perdeu na final para a URSS e eu continuaria com meu jejum particular de títulos.

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