segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Não Quero Espaço


Andando por aí olhando as vitrines, pensando na vida, contando moedas e emitindo opiniões pretensiosas, relevantes e necessárias me vejo em uma conversa alheia.
Opiniões daqui, de lá, conversam sobre a esquerda ter que abrir diálogo com religiosos, como fazer, o que foi feito e eu me identifico como um católico moderado não satisfeito com a situação atual. E quem está? Até o motorista só eleitores do Mito estavam, mas aí viraram vidraças de vez, a vergonha chegou forte e agora estão por aí pedindo a Deus pro Sérgio Moro arrumar outra delação premiada do Lula. 
Eis que sou questionado por alguém e me ponho a conversar com a pessoa. Entre outras coisas me cobrou uma posição pública criticando a minha igreja (Deus e vocês sabem quantas vezes fiz isso. Não faço mais por temer uma excomunhão. Até eu conseguir um perdão do papa vai ser tenso. E ainda pretendo receber o sacramento do matrimônio e principalmente a unção dos enfermos né. Vai que estou lá velhinho, morre e não morre cheio de pecados e quero me despedir em paz.).
Informei não me abster das críticas. E não mesmo. Nessa vida exceto o Chico Buarque, Oscar Cox e o Senna o resto eu critico (sim, eu sei. Senna se estivesse vivo votaria 17, seria antipetista daquele "não tive culpa votei no Aécio" e todos seus fãs estariam decepcionados. Mas ele morreu e quem viveu para isso foi o Piquet e o Massa). Também não criticava o Conca, mas aí ele pisou na Gávea, vestiu aquela camisa e isso é uma nódoa eterna.
Disse-me ser necessário combater o discurso religioso radical que causa vítimas. E esse combate é através de performances (lembram daqueles santos destruídos?), exposições, peças de teatro) deveria sobrepor a fé. Se a pessoa mostra, sei lá, uma obra de arte retratando nossa senhora de forma vulgar é necessário apoio, pois é um combate ao radicalismo. Resumindo: Entre um discurso afrontando a igreja e a igreja eu deveria apoiar o discurso. Sorri e respondi não cogitar fazer algo fora do catolicismo. 
E por fim ofereceu espaço na esquerda a religiosos adequados ao discurso esquerdista desde e falou sobre religiosos progressistas. Então eu dei uma risada. Primeiro com essa história de católico ser progressista ou algo do tipo. No seio da igreja podemos nos dividir entre conservadores (tradicionalistas), progressista, carismáticos ou algo assim. Fora dela somos conservadores por exigir assim os dogmas e tradições da igreja. Não é uma opção. É uma obrigação. Eu me considero conservador? Não. Por quê? Isso se tornou uma dessas expressões idiotizadas por imbecis na internet tentando justificar a falta de neurônios ou preconceitos. Porém são óbvias as minhas obrigações para permanecer católico e elas me impõe o conservadorismo em diversos assuntos.
Ah, o espaço oferecido. A isso respondi: Se a esquerda me aceita, bem. Se não tem espaço para mim, amém.
De tudo apenas penso: 2014, 2018 com 2016 no meio. Já deu para perceber o estrago causado. Está dando certo o discurso anti-religioso tratando todos como radicais?
Obs.: Sim, os erros gramaticais existem, mas eu detesto revisar. Caso seja algo constrangedor me diga. Eu edito.


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