Já faz dois dias que eu vi e até agora não me
acostumei com tão triste imagem. Tantas vezes compartilhada no facebook em
vários ângulos, de perto, de longe, o menino sírio morto virou símbolo de uma
crise humanitária, mais uma causada por guerra, política, ambição e outras
coisas mais.
Gosto de fotos e curto ficar guardando as que eu
encontro na internet. Flagrantes históricos, ídolos, momentos inesquecíveis,
fotografar é uma arte, penso, e a fotografia no meu HD é como uma obra de arte
que eu aprecio olhar de tempos em tempos. Já são trezentas, quatrocentas, não
sei exatamente, vou copiando e colando, deixando arquivada e revisitando também
uso o álbum do facebook para que seja um backup e uma forma de dividi-la com
outras pessoas.
Quando me deparei com a foto que chocou o mundo não
tive coragem de copiá-la ou de compartilhar com alguém aquela cena tão
comovente. Talvez um dia eu faça isso, mas até agora não consegui. A imagem é
triste, chocante, faz qualquer pessoa se emocionar. Eu me censurei, não compartilhei
em lugar nenhum, talvez na esperança de que assim a dor da realidade tão
cruamente exposta seja menor.
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