sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Ataque e Defesa


   Vem o primeiro ataque e fica sem resposta. É um aviso explícito de que é melhor não insistir, não está com vontade de discutir.  O segundo é mais violento não há como deixar de revidar, pensando bem, dá, é possível sim, sempre é possível evitar e como diziam os antigos quando um não quer dois não brigam, mas o revide ocorre de uma forma suave, categórico, sem deixar margem para grosserias. Educadamente tenta dá fim a discussão ou ao menos colocá-la em um nível onde os dois (ou um deles) possam sair pela tangente sem maiores traumas.
Em vez de aceitar o prejuízo a pessoa se faz de vítima. É preciso colocar a culpa no outro, no atacado, pois ele é culpado por ter dado uma resposta, por não ter aceitado a situação.  Recebe outra resposta no mesmo nível da primeira.  Se juízo tivesse deixava como estava e tentava uma saída digna. Já está bem claro que encontrou resistência e foi confrontada.
O terceiro ataque demora e dessa vez vem sem a força anterior, é dissimulado, a pretensão é mostrar o quanto é vítima do não pedido de desculpas, do não reconhecimento da culpa pelos acontecimentos causados e a resposta é dura, deixando margem para grosserias. Se antes o confronto, que se tornou inevitável, foi mascarado para que os danos fossem minimizados, agora já não se tem esse cuidado.
O quarto ataque já é um rompimento de relações. Palavras duras são ditas e mesmo que não seja respondidas no mesmo tom o estrago está feito. O lado atacado já farto de toda a situação responde sendo grosseiro ou de forma breve, não quer mais discutir, sua intenção é terminar logo com tudo e seguir sua vida. Não quer conciliação e não deixa porta aberta para uma. Cansou.
Quem ataca percebe que já não submete o atacado as suas vontades. Vai embora. Não podendo mais impor suas vontades, não tem mais o que fazer.

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