Vem o primeiro ataque e fica sem resposta. É um aviso explícito de que é melhor não insistir, não está com vontade de discutir. O segundo é mais violento não há como deixar de revidar, pensando bem, dá, é possível sim, sempre é possível evitar e como diziam os antigos quando um não quer dois não brigam, mas o revide ocorre de uma forma suave, categórico, sem deixar margem para grosserias. Educadamente tenta dá fim a discussão ou ao menos colocá-la em um nível onde os dois (ou um deles) possam sair pela tangente sem maiores traumas.
Em
vez de aceitar o prejuízo a pessoa se faz de vítima. É preciso colocar a culpa
no outro, no atacado, pois ele é culpado por ter dado uma resposta, por não ter
aceitado a situação. Recebe outra resposta no mesmo nível da
primeira. Se juízo tivesse deixava como estava e tentava uma saída digna.
Já está bem claro que encontrou resistência e foi confrontada.
O
terceiro ataque demora e dessa vez vem sem a força anterior, é dissimulado, a
pretensão é mostrar o quanto é vítima do não pedido de desculpas, do não
reconhecimento da culpa pelos acontecimentos causados e a resposta é dura,
deixando margem para grosserias. Se antes o confronto, que se tornou
inevitável, foi mascarado para que os danos fossem minimizados, agora já não se
tem esse cuidado.
O
quarto ataque já é um rompimento de relações. Palavras duras são ditas e mesmo
que não seja respondidas no mesmo tom o estrago está feito. O lado atacado já
farto de toda a situação responde sendo grosseiro ou de forma breve, não quer
mais discutir, sua intenção é terminar logo com tudo e seguir sua vida. Não
quer conciliação e não deixa porta aberta para uma. Cansou.
Quem ataca percebe que já não submete o
atacado as suas vontades. Vai embora. Não podendo mais impor suas vontades, não
tem mais o que fazer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário