Não sabia dizer se
sempre tinha sido uma pessoa dura ou a vida tinha feito isso dele, tinha
pensado a respeito muitas vezes quando sozinho e não chegava a nenhuma
conclusão. As lembranças da infância eram de um menino assustado e sensível em
algumas situações e em outra capaz de atos corajosos, um dia tinha sido meigo
ou essa era uma mentira que contava para si? Não sabia a resposta correta.
Desde moleque tinha
aprendido a ser forte, não importando as circunstâncias, mesmo quando fosse o
lado mais fraco da situação, fraqueza era para os outros e não para ele,
pensava assim desde as suas primeiras lembranças. Não era valente ou um desses
garotos que criavam confusão a todo instante com tudo e todos, mas desde aquele
tempo gostava de se fazer respeitar e ser temido pelo que tinha feito e era
capaz de fazer. Na vida o respeito adquirido evitava problemas era uma das
lições aprendida, não cogitava ser tomado como um fraco mesmo que para isso
tomasse decisões amargas.
Cresceu e aprendeu
também a não perdoar jamais, não importando a situação ou motivo, perdão é para
Deus e não para mim dizia com aquele jeito autoritário, e foi por isso que
descartou pessoas da sua vida mesmo com o coração implorando para voltar atrás.
Seguia em frente deixando, sem pensar muito, quem de alguma forma lhe
decepcionava, não olhava para trás, não permitia um novo começo ou recomeço,
era para os fracos, pensava, e ele precisava ser forte. Não era homem de muitas
explicações e deixar dúvidas a seu respeito, não fazia questão de ser querido
ou de ser simpático, o olhar sério, a voz pausada assustava e afastava pessoas.
Era por isso que estava sozinho, pensava, remoendo o passado e temendo o futuro, ele precisou ser forte e por isso o coração ficou frio demais.
Era por isso que estava sozinho, pensava, remoendo o passado e temendo o futuro, ele precisou ser forte e por isso o coração ficou frio demais.
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