Talvez por
causa da frustração recente com a seleção ou pelo término da copa do mundo eu
demorei a me dá conta que dia era hoje. Estava deitado quando me lembrei que
dezessete de julho não era uma data qualquer e fui no Google pesquisar, digitei
"17 de julho", "tetra" e estava lá, 20 anos da quebra do
jejum, de um dos dois momentos mais especiais na minha vida quando se trata de
futebol, porque não dizer, do esporte em geral, com certeza um dos dez mais da
minha vida.
Os menores
ainda lamentam a vergonhosa derrota e começam a temer um longo jejum e não
sabem que vivi uma fase pior do que essa que estamos vivendo não obstante a
vergonha ainda presente causada por aquela derrota inesquecível.
Vinte e quatro
anos sem ganhar uma copa do mundo, títulos menores perdidos, eu só tinha visto
a seleção campeã em oitenta e nove, dentro de casa, visto não, ouvido, por
causa do monopólio da odiosa globo o jogo não passou ao vivo para o Rio de
Janeiro me forçando a escutar em um rádio a conquista com um gol do Romário.
As
eliminatórias foram dramáticas, chegamos ao último jogo sem garantir a
classificação, tendo que empatar com um Uruguai que ainda nos assombrava por
causa de cinqüenta, com um time e técnico contestado, mas tendo Romário, o
baixinho, o herói que no jogo final não fez gol permitindo a decisão nos pênaltis,
novamente as penalidades igual a oitenta e seis.
Era uma
seleção corajosa, que disputou jogos épicos, sem tremedeira, sem choros,
capazes de decidir uma copa do mundo nos pênaltis sem desabar emocionalmente.
O grito
eternizado do Galvão foi o desabafo de todo um país estava cansado de esperar,
torturado pela perda de um ídolo, esperançoso com um novo plano econômico,
querendo dá certo, precisando de um caminho para deixar a inflação galopante e
torturante no passado e tentar um futuro melhor.
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