Domingo de sol, saí para cumprir a minha promessa pela graça recebida. Subi as escadas me recusando a ir de elevador, queria fazer de cada minuto especial e eterno na minha mente e nem me importei com o cansaço ao subir tantos degraus até a estátua. Chegando lá, olhei com carinho para cima e pensei “estou aqui, prometi que vinha e estou cumprindo”. Parei aos pés do Cristo Redentor com lágrimas correndo furtivamente pelo meu rosto agradeci ter passado no vestibular. Disse que retornava lá quando concluísse o curso não importando quanto tempo levasse e assim eu fiz cinco anos depois. Por alguns instantes olhando aqueles braços abertos pensei que era uma forma de dizer “Eu sabia que você vinha. Esperava-te”.
Hoje o Cristo faz oitenta anos e nesse tempo todo nunca fechou os seus braços para quem chega e nem negou a sua benção a quem pede. Em várias partes do Rio de Janeiro basta firmar o olhar no horizonte que irá vê-lo sempre olhando a cidade com seu jeito sereno como a dizer aos nativos que está lá e aos turistas o quanto são bem vindos seja qual for à crença, etnia ou origem.
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