quinta-feira, 26 de abril de 2012

Vai Com Deus, Malandro

  Dicró representava melhor do que ninguém o subúrbio carioca, aquele lugar onde não é feio e nem motivo de deboches o churrasco na laje, a piscina de plástico, ir ao piscinão de ramos, com a família reunida para tirar fotos com pessoas comuns.
  Não parecia um desses artistas afetados sempre dispostos a fazer qualquer coisa para ter um falso glamour destinado a "celebridades", o vi algumas vezes no Largo da Carioca com um carro velho ao seu lado vendendo seus CDs com um sorriso no rosto, brincando com quem passava quem não o conhecesse pensaria ser mais um artista de rua desconhecido ou quem sabe alguém decadente querendo ganhar algumas moedas, mas não era assim, penso comigo que ali perto do povão, ele estava se divertindo tanto quanto quem parava para conversar um pouco.
   Dicró fazia parte de um RJ que muitos idiotamente usam para nos criticar, de nariz empinado, tentam nos denegrir citando pessoas e lugares, tentando desqualificar o título de cidade maravilhosa, mal sabem eles, essa parte da cidade é adorável e aconchegante.
   Vai com Deus velho malandro, o Rio de Janeiro perde um pouco da sua identidade.

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