quinta-feira, 3 de maio de 2018

Um dia na vida de um colecionador

Pego um pacote e vou até a agência postar um pacote pra Venezuela. Sorriso pra cá, senhor pra lá, é uma carta registrada, digo.

- O senhor embrulhou direitinho? O que é isso?

- São cartões telefônicos. Está tudo certinho.

E começa o processo de envio. Cadastro, etiqueta, eu com a carteira na mão e então começa.

- Estranho.

(eu começo a pensar: Vou me ferrar).

- Aqui está dando que o serviço foi suspenso até 2040.

Vai daqui, vai de lá, eu já suspeitando o que viria a seguir e me mandam esperar. 
Uns 20 minutos esperando e a mocinha sorridente me fala:

- Olha, se você quiser fazer algo e retornar depois. Mandamos um e-mail pra lá e estamos esperando a resposta.
- E vai demorar muito?
- Não sei. Eles respondem quando querem.
- Ah tá.
- Eu vou fazer minhas coisas. O pacote fica aí?
- Pode levar. Se quiser tentar em outra agência.

E lá foi eu com meu pacote pelas ruas afora até outra agência. Chegando lá descubro que o correios suspendeu o envio de correspondência pra Venezuela. E então começa a segunda parte do meu drama de colecionador.
Necessito mandar a carta. No mundo do colecionismo sua reputação vale muito e dinheiro importa pouco. O que interessa é o produto.
Coto uma carta por uma empresa privada. Mais de trezentos reais. A outra me cobra duzentos e pouco. A terceira nem resposta me deu. 
Entro em contato. Consigo que a pessoa aceite um reembolso via paypal. Como calcular algo que não tem valor definido. Negociação daqui e de lá ele e eu conseguimos chegar a um valor aceitável (mesmo comigo pagando o dobro do que eu esperava).
Faço a transferência e dou graças a Deus ao menos esse sistema de pagamento funcionar cem por cento. Dou por terminado a minha desdita e prometo a mim mesmo só voltar a colecionar quando tudo melhorar.(não vou cumprir a promessa).

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