segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Apenas uma História

     TraficNas favelas do RJ, conhecido como soldado do morro, era temido e respeitado. Se formos comparar com uma empresa era o empregado que todo patrão gosta de ter. Currículo valorizado,  dedicado a "firma",  fez sucesso, passou pela cadeia, fez inimigos. Já tendo escapado da morte algumas vezes decidiu mudar de vida. Mudou-se, saiu da favela, foi para onde ninguém o conhecia. Arrumou um emprego, salário baixo porém honesto. Trabalhava sem faltas ou atrasos mas aquilo que é comumente chamado de sistema evita dá chances. Depois da experiência,  hora de assinar a carteira, puxaram a ficha criminal. Duas anotações por tráfico de drogas foram o suficiente para sua demissão.

     Assim como no morro, no asfalto segunda chance não existe. E agora o que fazer? Se enganar que pode levar uma vida correta de hoje em diante? Aceitar trabalhar sem carteira assinada aceitando uma quase escravidão? Ou retornar para a antiga vida? 

    A decisão tomada pode mudar o destino de muitos. No asfalto, na favela, no subúrbio ou no condomínio, alguém terá o destino definido por causa dessa decisão.

2 comentários:

  1. Boa noite amigo Escorpião.

    Essa história contada neste post deveria ter sua solução prevista com as medidas sociais que serão necessárias após a tomada, por conta do poder público, das áreas onde antes esses "funcionários" mandavam. À educação, saneamento, creches e demais serviços deveria também estar atrelado uma chance para aqueles que se rendem e tentam mudar suas vidas. Um programa visando essa gente. Sim, somos desconfiados por natureza, mas isso não nos impede de devolver a dignidade as pessoas, mesmo que momentaneamente assistida.

    E aí, secou o Mengão hoje? Pô, faz assim não!!
    Abçs

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  2. Hahaha... Eu até tentei secar mas o goleiro do SP é da escola do Fernando Henrique e me ferrou.

    Concordo com você, quando se fala em políticas públicas para as favelas pouca atenção é dada para aqueles com vontade de ter uma vida honesta o que é uma pena pois para muitos falta apenas uma oportunidade para uma nova vida.

    Abs!

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