quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Traição

     Não desligue o celular, não seja idiota a esse ponto, escute o que eu vou lhe falar e não me interrompa, nçao quero ouvir sua voz e se um dia ve-lo perto de mim farei o necessário para esse momento ser apenas alguns segundos. Você era um guerreiro corajoso, sempre o vi como uma pessoa leal, daqueles que enfrenta qualquer situação, meu aliado e amigo, quando foi que mudastes? Porque mudastes para pior, me pergunto, mas já não importa mais. Somos adultos e temos ciência dos nossos atos. Sempre teve a minha amizade e admiração e no entanto quando retorno para casa, tomo conhecimento da sua traição. Você me apunhalou, como Brutus em um senado romano, pelas costas, usando a minha confiança para alcançar melhor sua intenção. Não tente me interromper com desculpas tolas, me conhece bem, não vou lhe perdoar e nem quero saber de explicações pois nada nesse momento irá fazer o meu pensamento mudar sobre ti.
    Sabe qual é a minha vontade? É me vingar, fazer você pagar por essa atitude vil, mas não quero perder minha dignidade, não vou erguer minha espada sem um motivo justo e pessoas iguais a você não merecem a purificação de uma batalha. Fazer isso seria dar a você  a possibilidade de uma contenda justa, quem sabe te transformar em vítima.
   Não me tema, sua traição matou parte de mim, aquela onde você habitava está morta ou destruída e permanecerá assim para toda a vida, mas não farei nenhum mal, te deixarei afogado na lama onde está.
       Não sei se valeu a pena as trinta moedas ganha, talvez tenha sido o preço justo pelo seu ato vil, não lhe desejo a forca do remorso, apenas se lembre sempre que chegastes ao topo pisando na cabeça daquele que nunca se furtou em lhe estender a mão quando necessário.

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