Ah
se não se fosse o pandeiro na vida do malandro, se o ritmo das músicas não
tivesse ensinado como ter flexibilidade para driblar as agruras da vida, talvez
agora fosse mais um derrotado em uma esquina qualquer.
Quem
anda no fio da navalha aprende a se equilibrar passando pelos riscos da vida
com o medo controlado onde muitos tremeriam de pavor, aprendeu a cautela porque
coragem não é ser burro, a ter respeito
para ser respeitado e a viver
intensamente todos os dias.
Se
não fosse o samba, talvez balançasse e caísse de cara no chão, comendo terra, derramando
lágrimas sofridas, mas o malandro ama esse ritmo, é das vielas e becos,
periferia no sangue onde os fortes sobrevivem e ter esperteza é saber conviver
com todos sem deixar falha com ninguém.
Sabe
escolher o lado certo em qualquer situação caso contrário não escolhe nenhum
lado, o sorriso nos lábios muitas vezes esconde a dor, para muitos é um
vagabundo, mas muito desses não tem a sua firmeza de caráter, quando reclamam
dos seus vícios informa que não tem medo de morrer afinal só quem morre vê Deus
diz aos risos heréticos aos ouvidos de uns e fascinante para outros.
É
um solitário, não agüenta gaiolas e as mulheres querem lhe prender como se
fosse um pássaro bonito, por isso escolheu a liberdade e dela não abre mão.
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