sábado, 13 de julho de 2013

Culpa (I)

- Eu tinha que ter tentado fazer algo agora é tarde.

- Fazer o que?

- Sei lá, avisar a família, pensar em uma solução, era evidente os sinais da depressão.

- Você estava longe.

- Sim, eu estava.

- E então?

- Quem quer faz, quem não quer, arruma motivo. Foi isso que me ensinou.

- Sim, ensinei e também ensinei que certas coisas são inevitáveis. Não aprendeu essa parte? (sorriso).

- Sou teimoso, reconheço. Fico relutante em aceitar.

- Não existe espaço para a morte. A única opção é que ela é o destino final de todos e não há alternativas.

- Eu sei.

- Então não se culpe, ora!

- Vou tentar.

- Não, você vai deixar de se culpar.

- Ok.


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