quarta-feira, 7 de março de 2018

Desastre Atual


Estamos em março de 2018 e não restam dúvidas quanto a tal reforma trabalhista. O que ela está sendo e para que e quem esteja servindo. Quem ainda não se deu conta eu rezo para amanhã não ser alertado da pior forma.
pelas minhas andanças por aí topo com várias pessoas e algumas delas apoiaram a reforma. Percebo um cinismo nas afirmações quanto ao direito de ingressar na justiça do trabalho.
as mudanças na CLT permitiram ao juiz cobrar do empregado custas judiciais. Não é difícil entender que isso causa medo e desestimula a opção pela via judicial. Provavelmente o número de ações se tornou muito menor e então você pode pensar: a) vários empregados desonestos não fizeram uso da JT do trabalho. b) pessoas honestas e com direitos violados ficaram com medo e não ingressaram com ação. c) os dois casos ficaram atemorizados.
caso não queira ser desonesto entre outros adjetivos desabonadores pensará um pouco sobre a opção c e como deve ter pessoas prejudicadas.
não é preciso pensar muito para perceber a quem beneficia. Porém me deparei com afirmações desmentindo a perda de direitos. contemplados pela justiça e seguros dos seus direitos falam tranqüilos como se tudo resumisse a ter ou não a opção da JT. Como a procura pela justiça continua facultativa não há o que reclamar, dizem. A má fé de quem ingressa obstruída por mudanças é justa dizem eles. 
 Nas salas de aulas e nos amplos escritórios e salas de estar à teoria diz que o trabalhador não perdeu direito. Não há motivos para lamentos. Na vida real sim. Se por acaso tiver dois meses de salário atrasados (não aconteceu) peço pra sair e assumo o prejuízo. Não correrei o risco de amanhã ou depois recorrer a um juiz para não ser roubado e ele não entender dessa forma. 
 Pode parecer pra uns (privilegiados)  que tudo se resume a "provar". E pode ser que funcione assim para alguns. 
Para patrões, empregados (pjs) a  CLT deve ser um estorvo com suas disputas trabalhistas. Isso está considerando os não afeitos a práticas escravagistas. Porém para quem trabalha os riscos são muitos. E agora piorou de vez.
Talvez o entendimento mude adiante. Talvez políticos consigam emendar o soneto e os minimize os prejuízos dos trabalhadores. Talvez todos os juízes não sejam tão cínicos quanto quem apoiou todo esse desastre atual.


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