quarta-feira, 8 de junho de 2011

Se Um Dia...

Se um dia eu tiver um filho (a) vou ensinar várias coisas que eu considero importante e uma dessas será a relação com o futebol, ou melhor, com essa coisa meio louca de torcer por um time de futebol. São coisas diferentes, eu amo o futebol e amo o Flu e em vários momentos esse amor se torna um só.
    Ainda no berço será educado para ser tricolor e sendo assim é lógico terá aquele time da Gávea como rival, mas não o quero considerando "eles" como inimigos ou inferiores, o respeito ao diferente será ensinado. Não estimularei o ódio ao time diferente e sim o amor ao clube de coração e assim será mais importante seu time ganhar do que o adversário perder.
    Todas as derrotas doem, mas algumas doem mais e tanto uma como outra ocorrerão sempre, portanto temos que nos acostumar com elas e mostrarei que as inadmissíveis são aquelas sem luta, aceitas covardemente. Perder de pé, lutando até o fim não é motivo para vergonha, mas tanto uma como outra vai doer.
    Vitórias não são motivos para humilhar os derrotados direi embora ser politicamente incorreto com o torcedor rival é um sinal de respeito, pois não há nada pior que a pena ou indiferença.
    Ensinarei a ter esperanças, pois sempre terá o próximo jogo e nunca devemos desistir com as dificuldades, o verdadeiro torcedor acredita até o fim mesmo quando outros já desistiram e sempre tem esperança em dias melhores.
    Pretendo ensina-lo que o futebol permite alguns xingamentos contra jogadores adversários ou juízes, mas a vida não. Descendo a rampa ao final do jogo, as ofensas devem ser deixadas no estádio para próximo jogo em outra ocasião.
    Xingar o juiz pode, mas em hipótese nenhuma se deve xingar o homem que é árbitro de futebol, chamar o jogador de viado pode se a opção sexual dele não importar nem um pouco, racismo não, é feio, futebol não permite isso de jeito nenhum.
     Não é vergonha chorar por causa de futebol, e se acaso tiver esse pudor, ensinarei como procurar um lugar discreto e sozinho deixar as lagrimas rolarem livremente. Também não deve se envergonhar perante os falsos intelectuais e suas teorias idiotas contra esse esporte, farei questão de mostrar como eles são tolos e nós apenas apaixonados. Eles não entendem um amor, pobre deles.
    Um filho ou filha será ensinado conforme eu aprendi embora volta e meia não coloque em prática. Pretendo dar o exemplo e quando não puder ensinarei por fim que eu estou errado e espero não ve-lo errar como errei.

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