domingo, 3 de julho de 2011

Itamar Franco

Itamar Franco vira vice do Fernando Collor por ser influente em Minas Gerais estado que ao lado de São Paulo são os mais influentes politicamente no Brasil e principalmente por ser um político que não causava desconforto a ninguém. Respeitado até pelos adversários, sem historias mal contadas em sua vida pregressa, o mineiro era o vice-ideal para Collor nas eleições presidenciais de oitenta e nove.
Vira presidente quando ocorre à queda do presidente alagoano, de coadjuvante na política nacional passa a ser o ator principal ao menos nas aparições públicas, pois nos bastidores sua relevância era mínima na escolha do sucessor, conta com a simpatia do povo brasileiro por se mostrar afável e com uma certa dose de folclore em torno de sai, sem grandes avanços  nas questões nacionais.
A inflação brasileira era uma anomalia, algo tão excêntrico que chamava a atenção do mundo, planos econômicos já tinham sido testados a exaustão sem bons resultados e o governo Itamar estava fadado a ser mais um que não tinha conseguido combatê-la a contento se conformando em ser uma passagem de poder para o novo presidente em noventa e quatro.
Sendo objeto de estudos ao longo de anos devido a sua excentricidade e  alvo dos maias variados planos econômicos, a inflação era vista com toda razão como o grande mal brasileiro e um grupo de economistas criou um plano novo com medidas que ainda não tinham sido tomadas, inovador e de altíssimo risco.
O ministério da fazenda de importância estratégica já ocupado pelo PSDB vendo o favoritismo da esquerda na figura do Lula não tendo nada a perder resolveu tentar mais uma solução, se desse certo ou ao menos durasse até depois das eleições conseguiam se eleger, se desse errado caía na mão do Itamar e todos estariam com a biografia intocável para as eleições.
O plano real como se sabe foi um sucesso se mostrando um trabalho genial, contando com a colaboração do povo brasileiro (esse mesmo que muitos acham burros, idiotas, etc.) e levou o candidato do PSDB a cadeira presidencial, Fernando Henrique, sociólogo que tinha sido ministro da fazenda, tornou-se o candidato do plano real enquanto a equipe de economistas verdadeira criadora do plano atrás do palco ia aplicando em doses homeopáticas as medidas para o sucesso brasileiro na economia.
Fernando Henrique eleito, Itamar Franco já não servia para nada e foi assim descartado retornando as Minas Gerais onde sempre foi um político influente, no cenário nacional nunca teve grande relevância nem depois do seu plano.
  Sempre mostrado como o “pai do real” ou alguém que decidiu por em prática o plano, na minha opinião ele apenas assinou o decidido. Não me lembro de denúncias de corrupção contra ele, e se analisarmos o seu governo na década de noventa veremos umas atitudes idiotas e talvez tenha sido esse o seu maior mérito quando presidente, não ter cometido idiotices nos anos que estava lá e ter entregue o país ao sucessor como manda a democracia.
Talvez esse tenha sido o maior mérito do político mineiro e que não é reconhecido, por  ser um político sem  contestação pode garantir um Brasil democrático pós impeachment.

Nenhum comentário:

Postar um comentário