- Então.
- Então o que?
- Puta que pariu! Gosta de me irritar. Vai ou fica, cacete? Não vou ficar aqui eternamente te esperando.
- Não tenho armas.
- E isso é desculpa desde quando? Isso a gente arruma fácil, ou desaprendeu a se virar no mundão?
- Certas coisas não se esquecem (rsssss). Eu ainda lembro de muitas coisas.
- Já é então, irmão. Amanhã a gente cai para a pista como nos velhos tempos.
- A gente quem cara pálida? Eu não concordei com nada ainda. Apenas pensei sobre a possibilidade, mas estou muito bem aqui. Não ouço tiros e nem choro, de tarde venho aqui e fico olhando a paisagem, final de semana tomo uma bebida no bar. Não há motivos para reclamação.
- Hum, sei. Faz tudo isso e depois tenta enganar os amigos dizendo mentiras. Pois eu te conheço e sei de toda a verdade. Gente igual a você e a mim não nasceram para essa cidade, somos maiores do que ela, nossos sonhos sempre foram maiores.
- Concordo.
- Então...
- Então o que?
- Pqp! Quer saber, desisto! Fique aí, eu vou embora, tenho ainda muito a viver.
- Hahaha. Não se irrite, amanhã não quero aturar seu mau humor pela estrada afora.
- Então vem comigo? É sério?
- É sério. Amanhã a gente parte, como em outros tempos, em busca de novos desafios. Estava sentindo falta disso.
- Por isso vim te buscar. Não fomos feitos para a paz, gostamos de guerras.
Nenhum comentário:
Postar um comentário