quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Amigos IV (Parte 3)

- Então.

- Então o que?

- Puta que pariu! Gosta de me irritar. Vai ou fica, cacete? Não vou ficar aqui eternamente te esperando.

- Não tenho armas.

- E isso é desculpa desde quando? Isso a gente arruma fácil, ou desaprendeu a se virar no mundão?

- Certas coisas não se esquecem (rsssss). Eu ainda lembro de muitas coisas.

- Já é então, irmão. Amanhã a gente cai para a pista como nos velhos tempos.

- A gente quem cara pálida? Eu não concordei com nada ainda. Apenas pensei sobre a possibilidade, mas estou muito bem aqui. Não ouço tiros e nem choro, de tarde venho aqui e fico olhando a paisagem, final de semana tomo uma bebida no bar. Não há motivos para reclamação.

- Hum, sei. Faz tudo isso e depois tenta enganar os amigos dizendo mentiras. Pois eu te conheço e sei de toda a verdade. Gente igual a você e a mim não nasceram para essa cidade, somos maiores do que ela, nossos sonhos sempre foram maiores.

- Concordo.

- Então...

- Então o que?

- Pqp! Quer saber, desisto! Fique aí, eu vou embora, tenho ainda muito a viver.

- Hahaha. Não se irrite, amanhã não quero aturar seu mau humor pela estrada afora.

- Então vem comigo? É sério?

- É sério. Amanhã a gente parte, como em outros tempos, em busca de novos desafios. Estava sentindo falta disso.

- Por isso vim te buscar. Não fomos feitos para a paz, gostamos de guerras.

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