Mauricio Murad deu uma pequena aula ontem no Sportv quando falou que Nelson Rodrigues nas suas crônicas sobre futebol falava da sociedade brasileira. Seus textos sobre futebol para mim são geniais, pois mostra o futebol além de um bando de homens correndo atrás de uma bola para muitos verem.
O complexo de vira latas ainda está no brasileiro assim como o ufanismo (tão usado por ele ao escrever), a redenção do negro, antes estigmatizado no futebol brasileiro, estava no príncipe etíope que era Didi. Talvez ele não contasse que a pátria de chuteiras seria entendido como o Brasil sendo o país do futebol onde todos amam esse esporte, não é, outros país estão na nossa frente. É uma pátria que consegue no futebol ser vencedora, deixar de ser o país que "tem tudo para dá certo" ou que "ainda não foi dessa vez" e ao mesmo tempo não suporta que sejamos os melhores algo, por isso muitos torcem contra, criticam, botam defeitos. Somos uma nação bipolar, onde o sentimento de ufanismo e a vontade de se depreciar ficam se impondo diante das situações e a seleção brasileira em cada copa do mundo mostra isso.
Discutiram se ele era de direita ou de esquerda, já li críticas por ele ser reacionário, ter apoiado a ditadura, a mim não importa esse Nelson Rodrigues, vejo nele alguém que me ensinou a amar a subjetividade no futebol, mais do que isso, alguém que conseguiu escrever sobre o meu time o que eu sinto e nunca poderia descrever.
Vaidoso, talvez lá no céu fique feliz por ter sido tão lembrado em seus 100 anos, merecido por tudo o que ele foi.
Nenhum comentário:
Postar um comentário