domingo, 23 de dezembro de 2012

O Pastor (II)


Como todos sabemos, o tempo não para e aquele dia especial tornou-se mais um, o pastor continuou com a sua vida pacata cuidando das suas ovelhas até quando a idade deixou. Ao longo da sua vida Samuel passou a perceber a beleza da simplicidade, sua manta que valia tão poucas moedas tinha sido presenteada ao maior dos homens, simples palhas tinham servido de berço, assim tinha lhe dito o anjo e levava essa lição para onde ia, as vezes tentava contar sua história, mas poucos o escutavam, agora já ficando velho, tomavam-no por senil.
Certo dia na pequena cidade onde morava começou a escutar a historia de um homem acompanhado por mais doze e seguido por uma multidão, andando entre todos sem distinção. Sorriu, falando em voz alta “finalmente eu sei quem você é, e logo vou me encontrar com seu pai”. Alguns olharam e não deram atenção, outros fizeram troça, todos o ignoraram minutos depois. Era só um velho que vivia perambulando pela rua contando ter visto um anjo e sido um dos primeiros a cumprimentar uma família muito importante pelo seu primogênito, como se um pastor de ovelhas fosse merecedor de tal honraria.
Enquanto o ancião sorria, o menino na manjedoura tinha virado um homem e estava cumprindo a sua missão,  mas não adiantava ele tentar ser escutado, a maioria preferia prestar atenção no que os sábios falavam, tinham esquecido que Deus está nas coisas simples. Se soubessem compreenderiam o porquê do seu filho ter nascido tendo como pai um carpinteiro e nascido em uma manjedoura, sendo velado pelos mais simples. 

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