Como
todos sabemos, o tempo não para e aquele dia especial tornou-se mais um, o
pastor continuou com a sua vida pacata cuidando das suas ovelhas até quando a
idade deixou. Ao longo da sua vida Samuel passou a perceber a beleza da
simplicidade, sua manta que valia tão poucas moedas tinha sido presenteada ao
maior dos homens, simples palhas tinham servido de berço, assim tinha lhe dito
o anjo e levava essa lição para onde ia, as vezes tentava contar sua história,
mas poucos o escutavam, agora já ficando velho, tomavam-no por senil.
Certo
dia na pequena cidade onde morava começou a escutar a historia de um homem
acompanhado por mais doze e seguido por uma multidão, andando entre todos sem
distinção. Sorriu, falando em voz alta “finalmente eu sei quem você é, e logo
vou me encontrar com seu pai”. Alguns olharam e não deram atenção, outros
fizeram troça, todos o ignoraram minutos depois. Era só um velho que vivia
perambulando pela rua contando ter visto um anjo e sido um dos primeiros a
cumprimentar uma família muito importante pelo seu primogênito, como se um
pastor de ovelhas fosse merecedor de tal honraria.
Enquanto
o ancião sorria, o menino na manjedoura tinha virado um homem e estava
cumprindo a sua missão, mas não
adiantava ele tentar ser escutado, a maioria preferia prestar atenção no que os
sábios falavam, tinham esquecido que Deus está nas coisas simples. Se soubessem
compreenderiam o porquê do seu filho ter nascido tendo como pai um carpinteiro
e nascido em uma manjedoura, sendo velado pelos mais simples.
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