Eu comecei a amar o Fluminense sabendo que o Assis era um ídolo do Flu e que deveria ser reverenciado onde ele estivesse. Não precisei que alguém me ensinasse a faze-lo, não precisei perguntar o que ele fez, ele estava tão associado ao Flu, suas façanhas eram contadas tão frequentemente que me tornei tricolor já sabendo dos gols decisivos, da dupla com o Washington, todos aqueles capítulos conta a historia do Flu na década de 80.
Mas havia algo mais do que isso. Assis era tricolor, gostava do carinho da nossa torcida e retribuía, se emocionava quando falava do Flu, quando se referia a nós torcedores e não era raro ve-lo banhando em lágrimas quando falava de nós, tricolores, do nosso amado clube, de toda sua historia com a nossa camisa. Era um de nós.
Hoje a tarde eu entrei na internet e vi a notícia. Não acreditei, joguei no google e a página continua aberta, várias citações a sua morte e eu sem querer acreditar, quem sabe seja algum boato, que tudo será desmentido e essa homenagem vire uma gafe monumental. Queria que isso ocorresse, que não estivesse vendo partir mais um que fez parte do meu Flu de infância, dos tempos de moleque, quando você sonha fazer um gol em um fla Flu, de título e sentir a mesma emoção que ele sentiu.
Vai em paz, carrasco, obrigado por tudo. Pelos gols, pelos jogos, por ter aceitado vir jogar no Flu, por ter feito daqui a sua casa, por ter honrado a camisa tricolor mas principalmente pelo carinho que sempre demonstrou com nós torcedores, por sempre, ter falado do meu clube com carinho. Faço minha as suas palavras no documentário. Com todo respeito? Então, com todo respeito e minha reverência... Se recordar é viver...

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