sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Espera (II)

Anos tinham passado quando retornou a praça. Chegou devagar, olhando os arredores, reconhecendo o lugar. Trazia um livro nas mãos como tantas vezes fizera antes e um olhar assustado. A  viu de costas e não se conteve:

- Você por aqui?

- Oi?

- Desculpe-me. Pensei ser alguém que eu conheço.

- Sem problemas.

Desconcertado sentou-se no banco e começou a folhear o livro. Tolice achar que iria encontrá-la, mas as esperanças são tolas. Quem sabe ela ainda continuasse vindo, quem sabe um encontro casual,  o passado se tornando presente.


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