Já faz tanto tempo que eu nem lembro mais dos detalhes, e posso cometer aqui alguns erros, então, por favor, me perdoem se perceberem essas falhas no texto. Lembro que era um campeonato brasileiro, no ano de oitenta e oito, uma semifinal. Eu estava todo empolgado, o Flu precisava de um empate contra o Bahia para ir a final e como eu acreditava nisso até aquela noite triste. Final de jogo, o tricolor tinha perdido o jogo e o direito de disputar o título enquanto eu triste ainda praguejava a falha da zaga.
Eu tinha me tornado tricolor em oitenta e cinco e ainda estava tentando entender o que eu sentia pelo time, só tinha uma certeza, era tricolor não importando as derrotas ou as vitórias. Ora, eu tinha escolhido torcer pelo Flu, não seria flamenguista de jeito nenhum e os outros times grandes do RJ não me seduziam, apesar do título histórico alvinegro e do Cocada vascaíno.
É verdade que o Corinthians tinha me cortejado quando um tal de Viola fez um gol emocionante garantindo um estadual (naquela época um título importante) para os paulistas, também é verdade que me incomodava muito eu não ver meu time campeão.
Naquele domingo de oitenta e oito, eu sofri a minha primeira tristeza causada por uma derrota tricolor, decepcionado vi os baianos irem para a final enquanto meu time mandava embora jogadores que eu admirava tanto.
Na semana pós derrota foi difícil ir para a escola, encarar os coleguinhas, ver o globo esporte na segunda, a derrota doía demais, mas de uma coisa eu não tinha dúvidas, eu amava o Fluminense e esse amor só foi fortalecendo durante os anos, seja em que divisão fosse não interessando a posição no campeonato, acompanhando o menino que ainda habita na minha alma.
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