O
corpo avisa que algo está fora do normal, mas quantas vezes ele fez isso e
segui em frente, não há de ser sério mais uma vez, basta descansar um pouco,
penso. As várias horas em frente ao PC são diminuídas, não posso parar de vez o
mundo continua se movimentando, tenho a vida profissional, o lazer, simples
obrigações hoje em dia dependem da internet e de um teclado.
Os avisos continuam, é necessário verificar o porquê da dor, mas eu
continuo mesmo sentindo que não sou mais o mesmo. As poucas horas que
eu parei já não parecem suficientes, é hora de deixar velhos hábitos, começo a
deixar de fazer ações cotidianas.
Agora são gritos, já não é um aviso pequeno, é necessário parar
urgentemente, mas o mundo não para, hoje em dia a gente vive conectado,
digitando, vivendo atrelado a rede mundial, finjo não escutar e tento me
enganar dizendo “amanhã vai melhorar”.
Já
não dá mais para continuar sem remédios, é algo mais grave, o corpo manda um
“eu te avisei” e eu aceito constrangido, auto medicação é a solução tentada, um
remédio qualquer e logo estarei bom, não queria
parar, preciso ao menos trabalhar.
Um
dia aceito, não dá mais, procuro ajuda e paro, a dor ainda é
suportável mas negligenciei demais as advertências recebidas, humilde recebo o
diagnóstico e sou submetido à injeção e tratamentos, logo eu que detesto
agulhas e nos últimos anos não entrei em hospital.
Abro
mão do que exige mais, assim como fiz com o que exige menos, às vezes tentava
um retorno e desistia. O
tratamento continua até hoje, deu resultados e
logo que pude retornei, ainda não plenamente, infelizmente. Ficou a
lição de não negligenciar os avisos do corpo, e faço isso esses dias para
evitar uma recaída. Quem sabe um dia
tudo volta ao normal.
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