Parecia uma benção de Deus e
agradeceu por isso, aceitou sem remorsos, abriu a porta da sua casa, acolhendo
sem pensar em fazer nada diferente. Feliz, comemorou e achou ser o principio de
um novo tempo como já tinha ocorrido na década passada. Era um sinal, pensou
inocente, e sua vida mudou um pouco. Feliz, tinha esperança de ser o começo de
um outro recomeço.
Um dia
a realidade bateu na porta, explicou com paciência, tinha algo que não era dele
e precisava devolver ao dono com urgência, fez isso, com tristeza
no coração, mas sem arrependimento. O sinal tão festejado era um engodo,
mais uma decepção para se juntar as tantas outras em poucos meses. E teve
vontade de revoltadamente culpar alguém por mais uma desdita, a sua benção
faltou pouco para ser uma maldição e teve que agradecer por isso, em voz baixa
murmurou “dos males o menor”.
Hoje, agradece tudo ter terminado
bem quando acaba bem, sufoca a sensação de perda se convencendo que não perdeu aquilo
que nunca foi seu. Mas, lá no fundo, não aceita tudo ter terminado assim.
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